quarta-feira, setembro 18, 2019

Venezuela: Deputado Edgar Zambrano libertado após 132 dias de prisão

Foi libertado, na Venezuela, o Vice-presidente da Assembleia Nacional, membro da oposição e número dois do Parlamento que se encontrava preso desde maio. Numa declaração aos jornalistas, Edgar Zambrano sublinha que tem agora mais esperança no futuro político do país.

Eleições: retrato das regionais de 2015 nas 11 maiores freguesias da RAM

Este quadro mostra - no caso das 11 maiores freguesias da Madeira (com mais eleitores inscritos) e considerando os seis principais partidos e tendo como referência as regionais de 2015 - os valores da abstenção e os votos dos partidos. Este trabalho ajuda a perceber a influencia decisiva das maiores freguesias no desfecho eleitoral regional, como aliás era de prever (LFM)

Eleições: percentagens dos votos e dos mandatos


Este quadro mostra nas eleições regionais de 2007, 2011 e 2015 a percentagem dos seis principais partidos e a percentagem dos mandatos eleitos. Lembro que o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica, a abstenção no Funchal roçou quase os 50% dos inscritos (LFM)

Eleições: os resultados (2015) na RAM

Este quadro mostra a votação dos principais partidos e abstenção na Madeira, nas regionais de 2015 - o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica a abstenção foi de quase 50% (LFM)

Eleições: o "peso" do Funchal (2015) para os partidos

Este quadro mostra o peso eleitoral do Funchal nos resultados da votação na RAM dos seis principais partidos, tendo como referência as regionais de 2015. Lembro que o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica no caso dos partidos mais pequenos, o Funchal representa valores acima dos 50% da votação regional total. A abstenção no Funchal representou 41,1% do total de abstencionistas registados em 2015 na Madeira (LFM)

Eleições: os resultados no Funchal em 2015

Este quadro mostra a votação dos principais partidos e a abstenção do Funchal, nas regionais de 2015. Lembro que o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica a abstenção no Funchal roçou quase os 50% dos inscritos (LFM)

Eleições: o parlamento da RAM entre 2004 e 2015

Este quadro mostra a evolução da composição dos parlamentos regionais na Madeira entre 2004 e 2015. Lembro que depois de 2007, inclusivé, entrou em vigor uma nova lei eleitoral que fez com que os 47 deputados regionais passassem a ser eleitos por método de Hondt num único círculo eleitoral, ao contrário do que acontece nas  legislativas nacionais e nas regionais dos Açores onde existem círculos eleitorais (e círculo de compensação adicional no caso do parlamento dos Açores). No estudo coloquei também a percentagem dos votos de cada partido e a percentagem dos mandatos eleitos por cada candidatura, sendo evidentes algumas disparidades, embora sem oscilações de grande monta (LFM)

Eleições: recenseamento nos concelhos da RAM (comparativo)

Este quadro mostra, em comparação, os valores do recenseamento eleitoral nos concelhos da Madeira, registados entre 2010 e as europeias e as regionais de 2019 e os valores da população em 2017 (LFM)

Eleições: recenseamento nas freguesias da RAM (2019)

Este quadro mostra, em comparação, os valores do recenseamento eleitoral nas freguesias da Madeira, registados nas europeias e regionais de 2019 e os valores da população em 1980 e 1990 e dos Censos-2011 (LFM)

Eleições: a "perfomance" concelhia do PSD-M

Este quadro mostra as percentagens eleitorais do PSD-M, para as 4 eleições indicadas - todas diferentes - em cada um dos concelhos da RAM,  sendo de referir que salvo Calheta e Câmara de Lobos (o melhor foi nas autárquicas de 2017) nos demais concelhos os melhores resultados do PSD-M foram registados nas regionais de 2015. Aliás as regionais sempre foram para o PSD-M as melhores eleições em termos de resultados (LFM)

Eleições: retrato das regionais de 2015 (inscritos, votantes e PSD-M)

Este quadro das regionais de 2015 mostra o peso dos inscritos de cada concelho face ao total geral da RAM - Funchal com cerca de 41% do total regional quando há anos tinha cerca de metade... - depois vemos os votantes com os dados percentuais, quer em cada concelho, quer depois o peso percentual dos votantes por concelho face ao total. Por exemplo, no Funchal os votantes representaram 41,6% do total de votantes na Rergião, seguindo-se S.Cruz com 15,7% e Câmara de Lobos com 11,8%. Uma curiosidade, a costa norte representou no seu global menos de 7% do total de votantes constando-se que tinha nas regionais de 2015 também perto de 7% do total de inscritos na Região.
Finalmente no mesmo quadro vemos a percentagem eleitoral do PSD por concelho e o peso da votação por concelho face ao universo regional dos votos social-democratas. Alguns partidos cometeram de novo erros na campanha ao não apostarem sobretudo nos concelhos e/ou freguesias onde registaram no passado melhores resultados eleitorais. Para isso teria sido necessário fazer um levantamento rigoroso o que naturalmente dá trabalho e "queima pestanas"... (LFM)

Eleições: o peso concelhio na votação do PSD-M

Este quadro mostra, considerando as 4 eleições indicadas, o peso eleitoral da votação do PSD-M no total dos votos que o partido alcançou a nível regional. Em todas elas Funchal, Câmara de Lobos e Santa Cruz representam em média 60% dos votos dos social-democratas, indicadores que em situações normais ajudam sempre um partido a definir a estrutura da sua campanha em termos de prioridades. Não só por causa disto, mas sobretudo atendendo a esta realidade (LFM)

Eleições: a realidade da abstenção na RAM

Este quadro mostra, em comparação, a abstenção na RAM nos 3 últimos actos eleitorais de cada eleição indicada, sendo evidente que no caso das regionais e das legislativas nacionais o ano de 2015 marcou um recorde, ambas com mais de metade dos eleitores inscritos a não votar. Claro que há as patifarias do costume no recenseamento eleitoral, claro que os vícios e as incompetências do MAI (Lisboa) subsistem há anos, mas a realidade tem sido de facto essa, um distanciamento que há que neutralizar para bem da democracia, da política e dos seus principais protagonistas (LFM)

Tansferências do Estado para as Regiões Autónomas (LFR)

Este quadro mostra a evolução, entre 2004 e 2019, das transferências do Estado para as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, valores ao abrigo das transferências da Lei de Finanças Regionais constantes dos orçamentos de estado aprovados pelo parlamento nacional. Verifica-se que a Madeira recebeu naquele período 3.606 milhões de euros contra 4.224 milhões de euros para os Açores, uma diferença de 1.130 milhões de euros a favor dos Açores entre 2004 e 2019. Os dados são oficiais, ninguém inventa nada por muito que eles incomodem. Lembro que em 2007 a LFR foi alterada numa bandalhice do governo de Sócrates e do Teixeira dos Santos - o "santinho" do titular das Finanças que não sabia nada do que se passava mas que foi a cara da falência do pais e da entrada da troika - que causou tanta celeuma que chegou a provocar reuniões do Conselho de Estado e ameaças de crise política e eleições antecipadas (Jacinto Serrão sabe melhor do que eu porque ele liderava o PS-M nesses períodos de pura sacanice de Lisboa para com o Funchal, o costume). Algo que um determinado candidato que se comporta qual "sopeiro" de Lisboa, entretanto e por conveniência e manipulação de memória colectiva, se "esqueceu". E foi depois de 2007 - quando se realizaram as primeiras eleições antecipadas na RAM - que o diferencial entre as duas regiões foi aumentando. O quadro é verdadeiro e dispensa mais comentários e idiotices. Está lá tudo (LFM)

Transferências do Estado para as Freguesias das ilhas

Este quadro mostra a evolução, entre 2002 e 2019, das transferências do Estado para as Freguesias da Madeira e dos Açores, valores que constam dos orçamentos de estado aprovados pelo parlamento nacional. Verifica-se que a Madeira - e lembro que os Açores têm 19 concelhos e 155 freguesias - recebeu naquele período cerca de 46,5 milhões de euros contra 70,4 milhões de euros para os Açores, uma diferença de 24 milhões de euros entre 2002 e 2019. A Madeira tem 11 concelhos e 52 freguesias (LFM)

Transferências do Estado para os Municípios das ilhas

Este quadro mostra a evolução, entre 2002 e 2019, das transferências do Estado para os Municípios (Câmaras Municipais) da Madeira e dos Açores, valores que constam dos orçamentos de estado aprovados pelo parlamento nacional. Verifica-se que a Madeira - e lembro que os Açores têm 19 concelhos - recebeu naquele período cerca de 1.153 milhões de euros contra 1.697 milhões de euros para os Açores, uma diferença de 543 milhões de euros entre 2002 e 2019. A Madeira tem 11 concelhos (LFM)

Transferências do Estado para os Municípios e Freguesias

Este quadro mostra a evolução, entre 2002 e 2019, das transferências do Estado para os Municípios e Freguesias (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia) da Madeira e dos Açores, valores que constam dos orçamentos de estado aprovados pelo parlamento nacional. Verifica-se que a Madeira - e lembro que os Açores têm 19 concelhos e 155 freguesias -  recebeu naquele período cerca de 1.222 milhões de euros contra 1.803 milhões de euros para os Açores, uma diferença de cerca de 581 milhões de euros entre 2002 e 2019. A Madeira tem 11 concelhos e 52 freguesias (LFM)

Quase nove milhões assistiram aos debates: sabe qual foi o menos visto?

Quase nove milhões de telespectadores assistiram aos debates, na televisão, entre os líderes dos seis partidos com assento parlamentar sobre as legislativas de outubro, segundo as audiências reveladas pelos canais televisivos. No total, fazendo contas às audiências dos 13 debates, em canal aberto e por cabo, foram 8,968 milhões os telespetadores que, desde o início de setembro, assistiram aos frente a frente entre os líderes do PS, António Costa, do PSD, Rui Rio, do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, do PCP, Jerónimo de Sousa, do CDS, Assunção Cristas, e do PAN, André Silva. O debate mais visto foi o último, transmitido em simultâneo pelas três televisões generalistas (RTP, SIC e TVI), com 2,66 milhões de telespetadores, e o menos visto o que pôs frente a frente Catarina Martins e André Silva, na SIC Notícias, com 68 mil espectadores.  Todos os debates que envolviam Costa e Rio foram transmitidos em canal aberto, enquanto os restantes foram transmitidos pelos canais informativos por cabo. 
Datas, debates e audiências 
2 set - António Costa/Jerónimo de Sousa (SIC) - 1,1 milhão telespectadores 
3 set - Assunção Cristas/Catarina Martins (RTP3) - 165 mil telespectadores 
5 set - Rui Rio/Assunção Cristas (SIC) - 927 mil telespectadores 
6 set - António Costa/Catarina Martins (RTP1) - 683 mil telespectadores 
7 set - Catarina Martins/André Silva -- (SIC Notícias) - 68 mil telespectadores 
9 set - Rui Rio/André Silva (RTP1) - 697 mil telespectadores 
11 set - António Costa/André Silva (SIC) - 1,0 milhão telespectadores 
12 set - Rui Rio/ Jerónimo de Sousa (RTP1) - 742 mil telespectadores 
13 set - António Costa/Assunção Cristas - TVI - 935 mil telespectadores 
14 set - Assunção Cristas/André Silva (RTP3) - 197 mil telespectadores 
15 set - Rui Rio/Catarina Martins -- TVI - 793 mil telespectadores 
16 set - António Costa/Rui Rio (RTP1/SIC/TVI) - 2,66 milhões de telespectadores (Lusa)

sábado, setembro 14, 2019

TAP e a "aterragem de emergência" : Uma história mal contada?

Sei que pode vir a causar polémica mas não escondo o que se passou envolvendo dois aviões da TAP, em viagem para o Funchal em dia de ventania forte em Santa Catarina, situações que deviam fazer-nos pensar sobretudo a prudência de acabar de vez com a demagogia de políticos que não percebem nada do assunto mas que falam de cátedra de uma matéria - a operacionalidade aeroportuária no Funchal - que é demasiado perigosa para infantilidades incompetentes.
Ontem, dia 13 de Setembro, um avião da TAP - o primeiro caso que quero partilhar - proveniente do Porto, tentou aterrar no Funchal e foi fortemente "sacudido" pelo vento em Santa Catarina, acabando por regressar ao Porto. Sei de que houve situações de pânico entre os passageiros e que alguns deles terão desistido da viagem. Não terão mesmo faltado passageiros que garantiam que nunca mais entrariam num avião com destino ao Funchal. A aventura foi de facto altamente radical mas a competência dos pilotos da TAP, uma vez mais, não foi posta em causa.
O segundo caso, no dia anterior, 12 de Setembro, que poderia ter sido mais grave, foi hábil e deliciosamente tratado com  "punhos de renda" pela TAP, teve a ver com a falhada tentativa de aterragem, à segunda tentativa, de um avião proveniente de Lisboa no Funchal. Devido ao vento forte o aparelho acabou por estar em maus-lençóis, acabando por divergir e aterrar de "emergência" no Porto Santo. Uma situação estranha e pouco vulgar mas que neste caso concreto, se ficou a dever a uma situação arriscada alegadamente ocorrida: contacto entre a fuselagem (na zona de um dos reactores) do aparelho com a pista do aeroporto do Funchal. Os passageiros realçaram a competência do comandante - que manteve-os informados da situação e da opção pela "aterragem de emergência" por "razões técnicas" estranhamente não especificadas. Estranha-se que a comunicação social regional não tivesse procurado esclarecer devidamente a informação da própria TAP de que o avião "após a decisão de divergir para Porto Santo foi declarada emergência por questões técnicas" e que "foram cumpridos todos os procedimentos de segurança" algo que raramente aconteceu. Acham que isto é normal? O que se passou foi o que referi. Recordo que o avião, conforme foi noticiado, deixou o Porto Santo a 13 de Setembro, no final da tarde, sem passageiros, rumando a Lisboa com a tripulação e técnicos enviados expressamente de Lisboa para resolver o problema e apurar da situação.
Estes dois casos justificam que os políticos se preocupem com o que quiserem, mas deixem a operacionalidade do aeroporto do Funchal da mão. Uma fonte que eu contactei e que é especialista nesta matéria - eu não sou - admitiu-me que a TAP, que por norma adopta no Funchal medidas de segurança mais rigorosas que outras companhias, tem que resistir a pressões e não pode começar a sentir-se intimidada pelas referências ao facto de recorrentemente não operar em Santa Catarina em determinadas condições e que os próprios pilotos da TAP não devem por isso arriscar mais do que, por cautela, fazem (LFM)

Polémica nos Açores: Governo dos Açores garante que houve outra sua proposta que apresentava a liberalização

Da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas recebemos a seguinte nota, a propósito da nossa manchete de ontem:
“Na sequência da notícia da edição de hoje, 13 de setembro de 2019, do jornal “Diário dos Açores”, a bem do rigor da informação devida aos leitores, a Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas entende esclarecer o seguinte:
- Como sempre foi do conhecimento público, o Governo dos Açores apresentou uma proposta de revisão das obrigações de serviço público, em 2012.
- A notícia em questão centra-se nesta fase muito inicial do processo de revisão das obrigações de serviço público, relativa a 2012, e ignora que, posteriormente, foi desenvolvido um aturado processo negocial entre o Governo dos Açores e o Governo da República.
- A notícia ignora que, também como é do conhecimento público, após o processo ter sido bloqueado pelo Ministro Álvaro Santos Pereira, posteriormente, foi desenvolvido um aturado processo negocial entre o Governo dos Açores e o Governo da República.

Polémica nos Açores: Nunca foi proposta a liberalização aérea e monopólio da SATA era para manter...

A proposta que o Governo Regional dos Açores enviou ao anterior Governo da República para alteração das Obrigações de Serviço Público (OSP), nos transportes aéreos para os Açores, não contemplava a liberalização aérea e mantinha o monopólio da SATA nessas rotas. O “Diário dos Açores” teve acesso à proposta que o governo da região nunca quis divulgar e que ficou “guardada” pelo Governo de Passos Coelho dois anos, avançando depois com um outro projecto, com a liberalização para S. Miguel e Terceira, permitindo a vinda das companhias “low cost”. O documento foi enviado no dia 5 de Novembro de 2012, assinado pela Secretária Regional da Economia de então, Luisa Schanderl, contendo 13 páginas dactilografadas. Da leitura que fizemos,  é claro que  a proposta açoriana das OSP, no essencial, reponha o modelo anteriormente vigente, que criava um monopólio efectivo e que, em contrapartida do cumprimento de um conjunto de rotas, ficava sozinho no mercado.  O documento é uma cópia das OSP que estavam em vigor, rasurando apenas o que era para alterar e apresentando a seguir a respectiva alteração.
Segundo o modelo que o governo dos Açores propôs, eram impostas rotas mínimas e tarifas máximas, numa abordagem anacrónica face ao rumo que o mundo da aviação civil estava a seguir. 

Venezuela: As imagens de Guaidó que estão a chocar

As fotos que colocam o autoproclamado presidente interino da Venezuela mergulhado numa controvérsia. Juan Guaidó foi fotografado ao lado de alegados traficantes de droga colombianos. O líder da oposição explica que posou ao lado dos homens sem saber quem eram quando foi impedido de entrar no país por Nicolas Maduro. "O que posso dizer - como já disse - não pedimos o registo criminal deles para tirar fotos e, novamente - infelizmente - eles estão protegidos pelo regime de Maduro, como já mostraram. O governo da Venezuela vai mais longe, não tira fotos porque ninguém pede, mas recebem-nos (os dissidentes das FARC), convidam-nos para reuniões em São Paulo, protegem-nos", diz Juan Guaidó. A procuradoria abriu uma investigação. O ministério do Interior aproveita para manchar a imagem do opositor. "A saída de Guaidó para território colombiano em fevereiro deste ano foi uma operação de extração de "narco-paramilitares" colombianos. Ofereceram segurança e proteção a Guaidó durante a sua viagem pelo território colombiano", adiantou Néstor Reverol. A 22 de fevereiro Juan Guaidó cruzou a fronteira e apareceu de surpresa em Cúcuta, Colômbia, na véspera da operação destinada a levar remédios e alimentos à Venezuela, com o apoio logístico de Washington e Bogotá.

sexta-feira, setembro 13, 2019

Rui Rio diz que há no PSD quem lhe queira fazer a cama

Em entrevista à Antena 1, o líder social-democrata repete que está nestas eleições para ser primeiro-ministro e não deputado. Admite ainda que 20 por cento seria um mau resultado.

Brexit sem acordo levará a falta de comida, medicamentos e combustível


Eleições Madeira: oito mil emigrantes e luso-venezuelanos regressaram à região nos últimos anos

Nos últimos anos regressaram à Madeira cerca de oito mil emigrantes e luso-venezuelanos. Numas eleições regionais de resultado incerto, o voto desta comunidade é disputado pelos vários partidos madeirenses. Foram muitos os emigrantes e luso-venezuelanos a regressar a casa: à Madeira. Vivem sobretudo no Funchal, na Calheta e na Ribeira Brava e muitos têm direito de voto. Os números não são certos, mas estima-se que alguns milhares de emigrantes possam votar.

Eleições: Cafofo, a habitação, Louça e as tretas do costume do PS

O ex-Presidente da CMF e candidato a presidente do Governo pelo PS, Paulo Cafofo, afirmou recentemente - aliás tem repetido as referências ao tema - que pretende resolver as carências habitacionais num curto prazo de tempo. Para além da demagogia populista do candidato em causa, própria das campanhas eleitorais, e que neste caso é ainda mais agressiva porque parte claramente em desvantagem, eu usarei um artigo do bloquista Francisco Louça (Expresso), para percebermos a treta deste discurso de Cafofo:
“Foi preciso chegarmos ao fim da primeira semana de setembro para que o PS apresentasse quatro paginazinhas com uns cálculos sobre o seu programa eleitoral, o que tinha sido mantido no segredo dos deuses” (...)
“Começo hoje por uma delas, a que diz respeito à habitação, por sinal um dos problemas mais importantes da vida social portuguesa. Qual é então o problema da habitação? Será uma conjugação tóxica de pobreza, que vitima famílias que não têm casa, com gentrificação, que expulsa famílias para as periferias e esvazia as cidades, transformadas em Disneylândias para o turismo, e com uma atuação implacável de um mercado construído sobre a financeirização e desigualdade social, que faz disparar os preços e restringe o arrendamento. Se assim for, começar a resolver o problema da habitação exige um investimento elevado para aumentar a oferta, fazer baixar os preços do arrendamento, repovoar as cidades e restabelecer vida social local. Ora, o programa eleitoral do PS tem “uma meta muita clara: erradicar todas as carências habitacionais até ao 50.º aniversário do 25 de Abril, em 2024” (pg. 79). Erradicar todas as carências, uma linda proposta, mas nada de explicar como se dá o milagre” (...)
“Em todo o caso, se Costa eleva o seu valor de referência, as mesmas 25 mil habitações custariam mais de 2900 milhões, nos seus novos cálculos. E então faltam-lhe 2300 milhões, Centeno só lhe dá 600. Assim, o que nos está a dizer é que não cumprirá sequer um quarto do objetivo que anuncia no programa eleitoral, por mais pomposa que seja a promessa de “erradicação de todas as carências” habitacionais até à última badalada do 50.º aniversário do 25 de Abril. Essa promessa não vai ser cumprida. A proposta de habitação do programa do PS é falsa”.

Não duvidem, lá como cá, a treta do PS versus habitação é a mesma, demagogia, oportunismo, promessas para caçar fotos e as mentiras do costume. Quem é minimamente inteligente percebe tudo isto. Os outros... (LFM)

Nota: o partidarismo sem ideologia....

Temos hoje em Portugal e na Madeira, partidos sem ideologia que nem se sabem definir quando lhe perguntam o seu posicionamento no espectro ideológico nacional ou regional. Gaguejam mas zero, em termos de conteúdo, zero.
Não têm e não podem, nasceram de movimentos surgidos devido a  dissidências pessoais nos partidos tradicionais, lugares (tachos) que prometeram e não lhes deram, a ânsia de protagonismo e de poder (neste caso no parlamento) - que nos partidos onde eram militantes eles não tinham,etc. É com este vazio, com esta espécie de coisa nenhuma, que se dignifica o partido, apesar da falinhas mansas que não evitam que eles valham o que realmente valem, uma pequena "coisa" circunscrita a uma freguesia ou a um município. Mas muita prosápia, muita cagança e auto-elogio que os impede de terem a noção da realidade. Aberrações da política, este partidarismo sem ideologia, esta ideologia sem valores essenciais, esta luta do poder pelo poder, da sobrevivência pela sobrevivência, esta busca de um estatuto social que derrube fronteiras geográficas e físicas limitativas de uma certa afirmação social que a política também propicia (LFM)

Nota: em defesa do PCP pelo eleitorado de esquerda

Na minha vida profissional - acho que já escrevi isso mas volto a referir sem qualquer complexo ou arrependimento - não me recordo de ter votado em nenhuma lista candidata ao Sindicato dos Jornalistas que não fosse afecta ao PCP. Não me interessava nada saber propostas de programa ao pormenor. Eu tinha a certeza, pelos anos de experiência, que os meus colegas afectos/conotados com o PCP eram os que mais eficazmente defendiam os interesses da classe aqueles que davam a cara, na primeira linha do combate sindical, pela defesa e prestígio do jornalismo. Parece um paradoxo se considerarmos a lógica do jornalismo e o modelo de funcionamento dos meios de comunicação nos antigos países do leste europeu e na ex-URSS em particular, totalmente controlados pelo estado e sob domínio do partido  comunista. Mas em termos sindicais, e no caso de Portugal, essa era a realidade.
Vem esta introdução a propósito do que vou afirmar e que pode não agradar a Edgar Silva e seus pares, não pelo que vou dizer, mas devido a quem o diz.
Eu se fosse eleitor de esquerda, ideologicamente de esquerda - não uma esquerda pindérica e idiota que por aí anda - se estivesse indeciso tomava duas decisões concretas: em vez de ficar em casa e optar pela abstenção - que sendo legítima democraticamente não ajuda em nada a reforçar a democracia, pelo contrário, questiona a representatividade dos eleitos - e, repito, tratando-se de um eleitor que nunca votaria no centro-direita, dava o apoio ao PCP, que à esquerda, e apesar dos erros, de algum fundamentalismo idiota e de dificuldade de adaptação aos novos tempos e a um novo modelo de sociedade que nada tem a ver com os tempos da antiga URSS e da ideologia que ela emanava para os demais PCs europeus, continua a ser o partido mais genuíno e aquele que, penso eu, merece mais confiança, apesar, repito, de todos esses erros.
Lembro a seguinte evolução nas legislativas nacionais que mostram que o PCP continua claramente "entalado" entre PS e Bloco, situação que ficou ainda mais evidente nas europeias de 2019 e nas desastrosas autárquicas de 2017:
  • Legislativas de 1999 - 483.716 votos, 9% e 17 deputados (Bloco superado pelos comunistas)
  • Legislativas de 2002 - 378.640 votos, 7% e 12 deputados (Bloco superado pelo PCP)
  • Legislativas de 2005 - 432.009 votos, 7,6% e 14 deputados (BE superado)
  • Legislativas de 2009 - 446.994 votos, 7,9%, 15 deputados (Bloco mais votado que os comunistas)
  • Legislativas de 2011 - 441.852 votos, 7,9%, 16 deputados (Bloco superado)
  • Legislativas de 2015 - 445.980 votos, 8,3% e 17 deputados (Bloco mais votado que os comunistas)

Já nas regionais, recordo o percurso do PCP:
  • Regionais de 2004 - 7.593 votos, 5,5% e 2 deputados
  • Regionais de 2007 - 7.659 votos, 5,4% e 2 deputados
  • Regionais de 2011 - 5.546 votos, 3,8% e 1 deputado
  • Regionais de 2015 - 7.060 votos, 5,5% e 2 deputados

Recordo que nas presidenciais de 2016 o candidato do PCP obteve na Madeira uns impensáveis - a lógica do regionalismo foi claramente a justificação desta votação, tal como acontecera com José Manuel Coelho em 2011 com os seus 46.247 votos, 39% na Madeira) - 22.414 votos, 19,7% (LFM)

Nota: claro que o PCP sabe que nas urnas, por questão de coerência e de verdade, sem hipocrisia, não leva o meu voto. Se a opção fosse pela esquerda regional, a pindérica , a foleira e a genuína, eu votaria sem hesitação no PCP

EUA: a cultura das armas

Com a posse e o porte de armas nos EUA protegidos pela Segunda Emenda à Constituição, que data do século XVIII, o país liderado por Donald Trump tem um historial de tiroteios em massa sem precedentes. Donos de pistolas, espingardas ou semi-automáticas, os norte-americanos ganham ainda no número de armas de fogo por habitante a nível mundial (por Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

Soft Sponsoring: marcas automóveis mostram-se na televisão nacional

Foram 52 as marcas de automóveis que apostaram no soft sponsoring para comunicarem com o mercado nacional. A análise da Marktest concluiu que estas marcas, desde a Fiat à Ferrari, passando pela Smart ou a Ferrari, apareceram em mais de 250 programas, num total de 20’06’56 horas de exposição que lhes valeram mais de 65 milhões de euros em retorno financeiro  (por Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

Comunistas podem terminar ciclo de 15 anos abaixo do ponto de partida

Depois da perda de câmaras tão importantes quanto Almada e Barreiro nas autárquicas de 2017 e de ficar sem um mandato nas europeias de 2019, a CDU parte para as legislativas com sinais de que poderá reduzir o grupo parlamentar e ver alargar-se o fosso para o Bloco de Esquerda numa altura em que a sucessão de Jerónimo de Sousa enquanto secretário-geral do PCP começa a estar na ordem do dia (por Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

PIB: Portugal e Espanha crescem mais do que o motor da Europa

Depois da forte crise que assolou as economias do Sul da Europa, a economia portuguesa e espanhola tem crescido acima da média da zona euro e da União Europeia a 28. Segundo dados preliminares agregados pelo Eurostat, o PIB português estabilizou no segundo trimestre face aos três primeiros meses do ano e cresceu 1,8% em termos homólogos. Já a economia de Espanha teve uma expansão de 2,3% entre abril e junho. Ambos os valores comparam com a 1,1% da zona euro e 1,3% da EU a 28 (por Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

quinta-feira, setembro 12, 2019

Por que razão arde a Amazónia?

A desflorestação é a primeira resposta mas não a única. Há mais. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos (Expresso)

Saúde: Alerta contra os cigarros eletrónicos

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia recomenda aos fumadores que não comprem cigarros eletrónicos. Pede também aos médicos especial atenção nos casos de doenças respiratórias de causa desconhecida. O aviso surge depois de os Estados Unidos terem confirmado mais uma morte que pode estar associada a utilização destes cigarros electrónicos

Mobilidade: tema que marca a campanha eleitoral na Madeira

Os madeirenses queixam-se dos preços das passagens aéreas. Por causa disso, muitos optam pelo ferry, mas a ligação marítima ao continente só existe nos meses de verão.

Fundação açoriana estuda o mar profundo da Madeira

O Governo Regional da Madeira pôs em marcha um projecto científico, designado “Madeira Mar Profundo”, para investigar a biodiversidade e a geodiversidade, até agora pouco conhecidas, do oceano ao redor da ilha, indicou a secretária madeirense do Ambiente. “O mar da Madeira é o mais profundo de Portugal e nem por isso é muito bem conhecido, pelo que estamos empenhados em conhecê-lo”, explicou Susana Prada, em conferência de imprensa, no Funchal. O projecto “Madeira Mar Profundo” teve início em Agosto e está a cargo de uma equipa da Fundação Rebikoff - Niggeler, sediada nos Açores.

Presidente da CCIA: “Não devemos aceitar o modelo de subsídio de mobilidade aprovado para a Madeira”

Subsídio de mobilidade, dívidas a fornecedores e o problema da SATA têm sido preocupações, desde há alguns anos, por parte dos empresários dos Açores. Fomos ouvir o Presidente da Câmara do Comércio dos Açores, Rodrigo Rodrigues.
António Costa classificou o subsídio de mobilidade de “ruinoso” e “absurdo”, sugerindo um novo modelo e que passe a responsabilidade da gestão do subsídio para as regiões autónomas. É uma boa ideia?
A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) tem alertado, e não é de agora, para algumas falhas no modelo atual, e que têm levado a alguns abusos, fazendo com que o valor gasto com o subsídio de mobilidade tenha disparado.
“Ruinoso” e “absurdo” é o Governo da República só agora demonstrar preocupação com este tema, quando desde o primeiro ano da sua implementação, que tem vindo a disparar o montante gasto anualmente.
A responsabilidade é sempre da República, podendo ou não, o Governo Regional dos Açores assumir parte da operacionalidade do modelo, mas nunca aceitando o ónus de ficar com riscos financeiros, por falha do mesmo. Essa responsabilidade é do Estado.
E surpreende-o o facto de já ter sido anunciado um novo modelo para a Madeira e nenhum ainda para os Açores?
Para mim é estranho que já tenha sido publicada a alteração ao modelo implementado na Madeira.
Julguei que o grupo de trabalho criado no ano passado, estudaria ambos os casos, apontando soluções.
Estranhamos a falta de discussão pública deste tema, mas tendo passado na Assembleia Regional da Madeira, pressuponho que os madeirenses estão contentes com o modelo.
Nos Açores podemos beneficiar com este facto, pois devemos aprender com este novo modelo, e melhorá-lo aquando da alteração ao nosso modelo, que me parece inevitável.

Nota: o que incomoda

O que me incomoda é que entidades com responsabilidades não tenham ainda encontrado tempo - salvo se estão a trabalhar nisso discretamente... - para investigar uma empresa municipal que regularmente aparece no espaço mediático envolta em suspeições e acusações. Independentemente das acusações - como é o caso - relativamente às quais manda a prudência e o bom senso de quem anda nisto há muitos anos, para olhar com algum distanciamento e cautela até que alguém suficientemente isento e credível esclareça afinal o que ali se passa e se aquela nebulosidade toda, alegadamente existente desde 2014, tem ou não fundamento (LFM)

Nota: abrir velas e agradecer aos céus...

Costuma-se dizer que há momentos em que o melhor é a pessoa se calar e em vez de perder tempo a discutir os estranhos caminhos da justiça - que cada vez mais parece depender e estar condicionada pelo espectáculo mediático fora dela, do que preocupada com a aplicação do primado da justiça - abre uma vela de agradecimento aos deuses. Depois do Benfica - safo pela incompetência da investigação do MP - há mais alguém que parece ter essa obrigação, já que todos perceberam que será um desgraçado qualquer de um "pata-rapada" da CMF que vai levar nos costados com as responsabilidades (não as políticas mas alegadamente as técnicas...) por um acidente que causou 13 mortos e quase 60 feridos. Má uns anos, no Porto Santo (2 mortos e 3 feridos), nas mesmas circunstâncias, o caso lamentável ditou a perseguição escabrosa, na comunicação e fora dela, de um ex-autarca que só faltou ser pendurado pelo pescoço numa das palmeiras que  sobreviveram ao desastre. Lembram-se disso? (LFM)

Nota: sustos....

A minha caixa de correia trouxe material de propaganda de um determinado candidato - que não seria mas que afinal será e em relação ao qual as pessoas já se interrogam sobre o que quererá ele mais tarde, depois disto, se ser "rei da Patagónia" ou "czar dos pólos"... - e apanhei um susto. Parecia que o MRS que é o rei das selfies, dos beijos e dos abraços, tinha perdido cabelo. Depois vi que afinal a história era a mesma, as tais fotografias preparadas por agências de comunicação que ainda acreditam que isso dos beijos e dos abraços dá votos. Reconheço que sim, mas já lá foi o tempo. Nem nos bancos dá clientes depois de tudo o que se passou e das patifarias conhecidas e que nos custaram (e custam) milhares de milhões. Muitos menos na política desacreditada e descredibilizada (LFM)

Nota: mobilidade e desconfianças

Por natureza sou desconfiado, sobretudo quando me tentam vender facilitismos ou indicar o caminho do "paraíso". Hoje fiquei ainda mais desconfiado do que normalmente fico quando se trata de falar do subsídio de mobilidade, ao ler a imprensa dos Açores que unanimemente parece dar guarida às teses de rejeição do modelo aprovado para a Madeira. Pergunto: ou sou demasiado burro para entender o "paraíso" que nos venderam ou há marosca da grossa escondida nas entrelinhas de aprovações marcadas por interesses político-eleitorais. O debate está aberto e é bom  que esta matéria fique devidamente clarificada e esclarecida até para que a malta das ilhas não se comece a irritar. Basta a certeza de que Costa está doido para acabar com o envolvimento do Estado nesta matéria e que se prepara depois das eleições para voltar as entalar as ilhas. O que safa a Madeira é o escândalo escondido em torno da falência da SATA que precisa da mobilidade para se financiar em segredo e indirectamente, tal como as demais companhias aéreas enquanto Bruxelas vai coçando as verduras... (LFM)

Cartel da Banca: Estado pode ter de pagar 500 mil euros de multa relativos a infrações do antigo BPN

O Estado pode ter de pagar parte da multa aplicada aos bancos. Em causa estão 500 mil euros que o Eurobic foi condenado a pagar pela Autoridade da Concorrência mas que dizem respeito ao BPN, nacionalizado em 2008. É apenas uma pequena parte da multa recorde aplicada pela Autoridade da Concorrência. Mas promete fazer correr muita tinta. Por participação no Cartel da Banca, o Eurobic foi condenado a pagar 500 mil euros. Mas a multa diz respeito a infrações cometidas pelo BPN, adquirido pelo Eurobic em 2011. A Autoridade da Concorrência entende que, como o BPN deixou de existir, deve ser o comprador a pagar a multa. Mas o Eurobic tem outro entendimento. A Autoridade da Concorrência acusou 14 bancos de trocarem informações sobre as condições dos empréstimos entre 2002 e 2013. Um esquema que prejudicou famílias e empresas e que vai agora passar para os tribunais (Eco digital)

Albuquerque: “Açores e Madeira serão as últimas regiões do país a migrarem para a TDT devido à postura do regulador”

O presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, diz que não existe um clima de hostilidade entre a empresa e a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), mas que a postura do regulador levou a que a Madeira e os Açores sejam as últimas regiões do país a fazerem a migração tecnológica para a Televisão Digital Terrestre (TDT), noticia o Jornal Económico da Madeira. Alexandre Fonseca lembra que a Altice não tem sido a única entidade a criticar em vários ocasiões a postura que a ANACOM tem tido perante o sector.
“Existe uma indústria insatisfeita com o trabalho do regulador”, vincou o presidente executivo da Altice, durante uma visita à Madeira, que incluiu uma passagem pelo Contact Center da empresa no Funchal e a inauguração de um polo da Altice Labs na Ribeira Brava. Alexandre Fonseca referiu que o presidente da Ericsson, aquando da sua visita a Portugal, deixou críticas ao regulador, que o secretário de Estado das telecomunicações “deixou recados muito claro” de preocupação com atrasos no 5G por responsabilidade do regulador, e a Fitch criticou Portugal de “falta de visão” tecnológica no que toca ao 5G  onde acusou o regulador dessa falta de visão. O presidente da Altice disse ainda que a ANACOM abriu um processo de consulta pública sobre a TDT e “mais uma vez” a Madeira e os Açores foram deixadas para o fim no processo de migração da TDT. “Serão as últimas regiões a sofrer migração tecnológica do TDT. Mais uma vez a insularidade fica vincada numa postura do regulador que não concordamos”, disse (Diário dosAçores)

segunda-feira, setembro 09, 2019

Comissão Europeia: Elisa Ferreira vai ser responsável pela Política Regional


Nota: os partidos, a Venezuela, o oportunismo e a realidade indesmentível


Estas eleições regionais mostram um fenómeno novo, o da inclusão de candidatos representando (?) a comunidade venezuelana. Ora sabemos que não representam coisa nenhuma, são rigorosamente o mesmo dos alegados "representantes" dos concelhos nas listas de candidatos a deputados que são escolhidos  ou designados pelas nomenclaturas partidárias regionais ou pelos sectores mais elitistas das estruturas partidárias nesses concelhos, embora sem peso na decisão da escolha final.
Primeiro, o enquadramento deste tema.
Segundo se diz, cerca e 8 a 10 mil emigrantes que viviam na Venezuela, terão regressado os últimos anos à Madeira - muitos ficaram no Continente onde as ofertas de emprego eram mais fáceis e variáveis e porque muitos pretendiam furtar-se a contactos com as freguesias de origem na Madeira - fruto do agravamento acelerado da situação na Venezuela, nomeadamente a crise social, económica, política e financeira ali existente.
Os partidos jogam numa espécie de esperteza saloia, escolhendo uma ou duas ou três pessoas para as integrarem nas suas listas de candidatos determinadas personagens, mesmo que saibam - sabemos todos - que o conhecimento que elas têm da realidade regional é nulo e que os próprios como candidatos não constituem qualquer mais valia eleitoral ou política  - muitos dos regressados, segundas e terceiras gerações, não tinham contactos entre si na Venezuela, salvo nas festas nos centros sociais portugueses e pouco mais. Mesmo assim eram as gerações mais velhas, os pais, que compareciam, já que muitos dos jovens, completamente integrados na sociedade venezuelana, nem compareciam nesses centros. Não vale a pena negar isto porque sei do que falo.
Apenas há, repito e insisto, uma golpada eleitoral, a de alegadamente pretenderem dar voz a pretensos representantes dessa comunidade que vai continuar na  Madeira apenas até Maduro cair.  Se a ditadura for derrubada, milhares de emigrantes que se instalaram na Madeira e no Continente, regressam logo à Venezuela (acresce que milhares de conterrâneos nossos sem possibilidades financeiras, continuam esmagadoramente a viver na Venezuela, ou porque a Região devido aos muitos anos a viver fora já não lhes diz muito, ou  porque não têm condições económicas para voltarem para a Madeira onde muitos deles não possuem nem familiares nem bens ou porque não abandonaram as suas casas na Venezuela).
Ressalvo que a Venezuela está longe de ter sido o tal "El Dorado" de que muitos falam, para milhares de madeirenses. Há que ter presente isso e desmistificar um pouco uma ideia de generalização que não corresponde à verdade.
O erro de não se terem envolvido mais na politica, aliás igual ao que se passou na África do Sul
Alberto João Jardim apelava repetidamente - e nas vezes que o acompanhei testemunhei isso - a esse envolvimento das comunidades madeirenses na política nos países de acolhimento, na corrida eleitoral mesmo que para pequenas comunidades ou cidades, defendia a necessidade de fazerem no caso da Venezuela, como os italianos e os espanhóis, sempre activos e envolvidos, para que os portugueses, madeirenses em particular, tivessem uma voz, fossem representados, tivessem mais condições de afirmação nos países de acolhimento e de onde eram naturais as segundas e terceiras gerações, para que tivessem mais oportunidades. Isso nunca aconteceu verdadeiramente, raramente aconteceu, na Venezuela ou na África do Sul, salvo raras excepções neste país.
Na África do Sul a mudança política, social e económica também foi brutal, mas apesar do choque étnico e de um sentimento de ajuste de contas por causa do apartheid, creio que todos concordamos que nunca chegamos à lamentável degradação que ocorre na Venezuela e que está à vista de todos. Contudo existem sinais recentes que podem apontar para um perigoso agravamento da situação social na África do Sul, com todas as consequências daí resultantes.
Não votam
As comunidades no estrangeiro não votam, basta consultarem os valores e a abstenção - os 89% nas legislativas de 2015, os 95% nas presidenciais de 2016 ou os 99% nas europeias de 2019. Os truques que a geringonça agora introduziu no recenseamento, aumentou de 250 mil emigrantes (2015) para 320 mil (2016) e 1,4 milhões de recenseados (2019), mas curiosamente o peso no parlamento nacional continua o mesmo - 2 deputados pela Europa e 2 pelo Resto do Mundo - a par da palhaçada que é o processo de escolha por parte dos partidos dos candidatos  alegados "representantes" dessas comunidades: personagens que vivem em  Portugal e cuja relação com as comunidades ou é política ou é platónica.
Se reconhecidamente não votam nas eleições nacionais, dificilmente encontrarão estímulos para votarem nas regionais da Madeira ou dos Açores, e darem deste modo a sua anuência à demagogia dos partidos e ao seu oportunismo eleitoral.
Perceber o sentimento generalizado
Há que perceber um sentimento que é generalizado aos madeirenses regressados temporariamente à Madeira, admitindo eu que uma minoria, insignificante quantitativamente face ao global, pense ficar de vez na Região. Falo do regresso, de olharem para esta vinda para a Madeira como um acidente de percurso, uma opção de vida que está relacionada com a degradação da situação na Venezuela, com a falta de liberdade, com a deterioração trazida pela ditadura, com o caos no estado, com  a falta de tudo, na saúde, na educação, na alimentação, nos combustíveis, nos transportes, nas universidades, etc, etc.
O regresso como meta de vida
Uma jovem no Porto Santo, natural a Venezuela, a viver como empregada naquela ilha, porque a mãe ali reside, reconhecia, quase a chorar e com uma cara de profunda tristeza, que a sua grande ambição é apenas uma: regressar à Venezuela logo que o ditador seja derrubado e a situação no país mude. Não vale a pena andarmos a distorcer a realidade, uns para ganharem dinheiro à custa dos nossos emigrantes e da desgraça deles - e não faltam festanças e romarias ao estrangeiro - outros por oportunismo político que não engana ninguém.
A Madeira o pouco ou quase nada que podia fazer pelos seus emigrantes regressados, creio que já fez. Faltam empregos, faltam casas, a integração desses regressados não é fácil, há uma diferença de hábitos e de culturas, as pessoas sentem-se a mais, a Madeira para a esmagadora maioria dos regressados é "estranha". Muitos deles vinham de férias. E já pensavam no regresso ao seu mundo, quando a Venezuela era para eles uma espécie de centro do universo, pais rico que era (e é) embora sempre socialmente desequilibrado e marcado por elevadíssima e descarada corrupção mesmo antes da revolução chavista ou bolivariana, sabem o que quiserem.
Desconhecimento e não mais-valia
Ora neste quadro, passemos ao segundo aspecto desta minha abordagem, acredito que eleitoralmente os partidos no seu oportunismo podem incluir as personagens que quiserem, oriundas desta leva de regresso temporário à RAM, que não ganham votos por causa disso. Acho que a comunidade venezuelana na Madeira não se deixa enganar, sobretudo a que recusa a ideia de um regresso em definitivo, porquanto não se sente mobilizada, não tem razões para votar seja em quem for, porque o regresso é asua meta de vida. Compreensível e naturalmente. É com a Venezuela que eles se preocupam, é com a Venezuela livre, democrática, próspera e com lugar para todos que sonham e na Venezuela que pensam todos os dias é para a Venezuela que querem voltar.
Esta é a realidade, pelo que aos políticos em funções, no governo, no parlamento nas autarquias, o que se espera e se pede é que tomem as medidas adequadas possíveis e passíveis de atenuarem o sofrimento de quem foi deslocado, obrigado a sair do seu pais, da sua vida, da sua cultura, dos seus hábitos, dos seus amigos, das suas rotinas, do seu mundo, etc, para esperar cá fora que o ditador seja derrubado, que os corruptos sejam castigados e que a Venezuela seja de novo um país para todos e aberto a todos.
Desconhecimento
Quando é disto que falamos, quando é isto que está em cima da mesa, para que servem essas eleições nacionais ou regionais, para que servem esses pretensos “representantes” de meia-tijela, escolhidos pelas hierarquias partidárias, que não conhecem a realidade madeirense, nas freguesias, nos concelhos? Para que servem esses pretensos “representantes” se eles não interagem com as pessoas porque não escondem as suas dificuldades de integração (num meio que pode dizer ainda alguma coisa, pouca, aos pais e avós, mas que seguramente pouco ou nada diz às gerações que já nasceram na Venezuela), se nem são sequer conhecidos e nada dizem aos eleitores, etc, se o futuro para eles tem apenas um nome, a Venezuela? (LFM)

Nota: distante de "bandeirolas"


Não tenho nada a ver com o grupo de pressão organizado nas redes sociais, e com alguns ramificações partidárias, que acha que podemos ter o ferry todo o ano independentemente da sua rentabilização.  Ou seja, se se tratar de um empresário privado, ele terá que ser obviamente compensado pelos prejuízos - não quantificados - de uma operação que provavelmente apenas em escassos dois meses de Verão poderá ver atenuadas as perdas. Se se tratar de impor ao sector público a responsabilidade por garantir essa ligação marítima, então temos que ter um orçamento regional devidamente preparado - e não sei se a UE autoriza essa despesa ou não, mesmo tratando se ilhas, dado que o fenómeno da insularidade, da ultraperiferia e das regiões é cada vez mais um parente pobre numa Europa descaracterizada, refém de interesses financeiros e económicos poderosos manipulada pelos grandes e que têm hoje outras prioridades que há 5 ou 10 anos  eram bem diferentes - para que sejam os contribuintes a suportar anualmente uma previsível perda de milhares de milhões de euros.
Pessoalmente, já o disse e repito, o barco até pode ser pintado a ouro que não serei, provavelmente nunca, um cliente. Gastar 24 ou mais horas de viagem para Portimão, quando quero ir para Lisboa ou Porto em 1h 30m ou 2 horas, pagando 86 euros, nem dá que pensar. O mar nunca foi o meu forte, só para nadar. Prefiro o avião, serei sempre um utilizador do avião. Mas respeito os que têm medo deste meio de transporte e pressionam para que o barco seja uma realidade (não confundir o transporte de mercadorias com transporte de passageiros, pois é a esta componente em concerto que me reporto)
O problema é que se transferiu hoje para o oportunismo político, para a manipulação descarada, para a bandalhice e a patifaria de alguns protagonistas, uma questão que não sendo prioridade para os madeirenses - ao contrário do que alguns de forma manipuladora e mentirosa tentam fazer crer - acaba por demonstrar até que ponto a ralé política, a falta de escrúpulos e a nojentice política de alguns patifes pode descer.
Não troco o novo Hospital da Madeira pelo ferry, não troco a mobilidade pelo ferry, não troco uma descida dos juros pagos pela RAM relativamente ao empréstimo que foi obrigada a contrair em 2011/2012 pelo ferry - o Estado continua a lucrar com os empréstimos feitos à Madeira dos quais foi avalista mas já queimou com os bancos falidos mais de 12 mil milhões de euros.
Mas este caso - para além da ilegalidade criminosa que devia justificar uma reacção pronta de todos e a intervenção até de MRS e da CNE sem esperar pelo formalismo de participação num processo que é risível há mais de 30 anos -  pode ser bem mais grave do que aparenta - o governo socialista dos patifes de Lisboa negou sempre apoio financeiro à Madeira para a operação do ferry, negou sempre autorização para que Lisboa fosse o porto de destino continental, mas subitamente, caso seja verdadeira a notícia publicada num jornal, essa mesma corja já diz que arranja dinheiro para que a bandalhice socialista local, cada vez mais esfomeada de poder, use o ferry como instrumento de caça ao voto e de pressão vergonhosa sobre o eleitorado.
Pode ser bem mais grave, porque pode esconder relações promiscuas - cuja "linha de vida" é facilmente identificável.... - entre determinados grupos locais, monopolistas e constantemente criticados na praça pública por causa disso (hoje tudo mudou no caso do PS e de outros partidos da esquerda....) porque há parcerias já acordadas e negociadas que nem dizem respeito apenas à Madeira. Aliás, lembro que um dos mais influentes assessores de Cafofo para a área económica saiu do grupo Sousa para a campanha do PS sendo por isso um conhecedor profundo desta temática, incluindo da exploração da linha do Porto Santo e de tudo o que se passou mais asqueroso e repugnante (a que se juntam graves erros políticos e submissões estranhas na altura...) quando o Armas operou nesta linha da Madeira.
O que o GRM deve fazer, porque tem agora essa obrigação, é divulgar toda a documentação trocada com os patifes de Lisboa sobre este assunto, informar quais os custos desta operação que foram suportados pela RAM,  porque o que nos faltava é que depois deste descaramento vergonhoso, ficasse também a dúvida sobre o real comportamento da RAM neste processo da contratação de um ferry nos meses de Verão. E é disso que fico à espera porque é essa a exigência das pessoas (LFM)

Nota: factos & recordações


Em 2007, em plena crise da Lei de Finanças Regionais - do governo de Sócrates e Teixeira dos Santos e com o PS-Madeira de Jacinto Serrão alinhados na mesma decisão de ajustar contas com a Madeira impondo cortes superiores aos dos Açores - a abstenção foi de cerca de 40% tendo o PSD-Madeira obtido a maior votação de sempre, em termos de votos - 90.339 - correspondente a mais de 70% dos eleitores votantes. Lembro que estas eleições na Madeira foram antecipadas - o que aconteceu pela primeira vez - devido à demissão do Governo Regional em protesto pelo "dossier" LFR, processo que também acentuou ainda as divergências entre as duas regiões autónomas e as suas principais lideranças políticas regionais.
Foi também em 2007 que entrou em vigor pela primeira vez a nova lei eleitoral regional que substituiu os anteriores 11 círculos eleitorais concelhios por um círculo regional único de 47 deputados a eleger por método de Hondt.
Em 2004 a abstenção tinha sido também da ordem dos 40% com o PSD-Madeira a alcançar quase 74 mil votos, cerca de 65% dos eleitores.
Assinalo que entre 2004 e 2007 passamos de 5 para 7 partidos regionais concorrentes às eleições, número que aumentou para 9 em 2011, para 11 em 2015, e finalmente para 17 em 2019!
Em 2011 - repito e insisto - naquelas que foram as eleições regionais mais difíceis de todas até este momento, não só em termos de campanha eleitoral no terreno, mas devido também às divisões no partido maioritário, que geraram uma desmobilização indisfarçável, sem esquecer a pressão da crise nacional, com a chegada da troika a Lisboa e a tomada do poder nacional por um governo passista apoiado pelo CDS. A tudo isto juntou-se no verão desse ano a polémica sobre o buraco financeiro - há que assumir isso de uma vez por todas - que indiciava fortes medidas de austeridade já em 2012 que viriam a confirmar-se por via do PAEF imposto pelo antigo ministro das finanças Gaspar, hoje um tachista funcionário do FMI, apoiado freneticamente por Passos e Portas. Acho que foi o somatório de tudo isso que determinou que Jardim (para consolidadas pelo desfecho das autárquicas de 2013 que evidenciou, para além de algum desgaste eleitoral, a consequência eleitoral de algumas péssimas escolhas de algumas candidaturas) tivesse acelerado a sua retirada da liderança do PSD-M e da política activa, embora a forma como o processo se desenvolveu, provavelmente não foi a que teria pensado.
As regionais de 2011 registaram cerca de 45% de abstenções e o PSD-Madeira não foi além dos 71.556 votos que corresponderam a apenas 48,6% e 25 mandatos em 47.
Em 2015 com todas as mudanças na estrutura dirigente e consequentes divisões internas no PSD-M, a abstenção atingiu um valor recorde - pela primeira vez superior a metade dos eleitores (votaram apenas 49,7% dos eleitores) tendo os social-democratas obtido 56.569 votos - um dos mais baixos de sempre - correspondentes a 44,4% e 24 deputados em 47! (LFM)

domingo, setembro 08, 2019

Cofina: luz verde para TVI

Antes de oficializar as negociações com a Media Capital, o n.º 1 do grupo do CM falou informalmente com António Costa, com a Autoridade da Concorrência e a Entidade Reguladora para Comunicação Social. Na calha está a saída de pesos pesados da estação de Queluz. O CEO da Cofina, Paulo Fernandes antes de oficializar o interesse em comprar a Media Capital esteve reunido informalmente com o primeiro-ministro, com a Autoridade da Concorrência (AdC) e com Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), apurou o SOL. Afastado destes encontros esteve Marcelo Rebelo de Sousa, mas o Presidente foi informado do negócio por António Costa. O SOL sabe que a ideia do empresário foi garantir que nenhuma das entidades se oporia à operação, pois só assim avançaria para negociações com a Prisa. Contactada pelo SOL, a AdC diz que as «avaliações prévias são um procedimento que a AdC coloca à disposição das empresas, porém são confidenciais». Já a ERC até ao fecho da edição não prestou qualquer tipo de comentário.
O SOL sabe que a operação de compra da TVI passa por um prévio aumento de capital do grupo detentor do Correio da Manhã e da CMTV, que será acompanhado pelos atuais acionistas de referência da Cofina mas permitirá a entrada de novos players, por forma a permitir o financiamento do negócio. No setor, fala-se da possibilidade de um destes novos acionistas de referência da Cofina poder vir a ser os brasileiros da TV Record, ligados à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O anúncio das negociações só foi oficializado no dia 13 de agosto, depois de a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter suspendido as ações das duas empresas por estar a aguardar mais detalhes sobre a operação. Essa confirmação acabou por chegar no mesmo dia, com a Cofina a garantir que estava «em negociações exclusivas» com a dona da TVI.

Nota: venda da TVI vai gerar uma revolução...


A venda da TVI - lembram-se do que Sócrates e alguns grupos de interesses financeiros e económicos a ele associados, tentaram fazer em 2009/2010? - agora ao grupo COFINA, que é detentor de vários meios de comunicação social, entre os quais o jornal mais vendido (Correio da Manhã), o canal de televisão líder no cabo (CMTV), a revista Sábado e o Record (desportivo) vem mostrar que a crise que existe na comunicação social não é generalizada e que pelos vistos há grupos empresariais do sector com capacidades financeiras para negócios desta grandeza.
A venda da TVI à COFINA vai gerar muitas mudanças, alguma revolução no sector do audiovisual, vai provocar mudança de pessoas, saídas e entradas, enfim, vai gerar uma revolução que dificilmente deixará de alargar-se a outros meios de comunicação social que continuam de uma maneira geral a braços com uma crise financeira resultante das quedas das vendas e da publicidade (LFM)

Nota: mas qual é a surpresa?

Qual a surpresa disto? Mas alguém duvida que Lisboa, mais de 40 anos depois do 25 de Abril, continua a julgar que é o centro do "império", que boicota qualquer projecto de descentralização ou regionalização do país, que nunca deixará de manter as autonomias regionais amarradas de curto? Nada disto é ficção como alguns oportunistas populistas caídos de pára-quedas na política madeirense tentam agira vendem, tentando enganar as pessoas, amansando-as para terem o seu voto (LFM)

Nota: assim não vamos lá

Confesso que já me mete nojo - desculpem mas é isso mesmo - a suspeição que sistematicamente se faz, alguns políticos e nalguma comunicação social, em torno do facto de Pedro Calado ter trabalhado para o grupo AFA do empresário madeirense Avelino Farinha, um dos maiores enmpregadores individuais da Madeira, mas sempre criticado por uma certa elite social, particularmente da oposição política regional de esquerda, quiçá por parecer ser chique ou qualquer coisa idiota do género.
Vamos ao outro prato da balança apenas como exemplo mas natureza política diferente.
Conhecendo há muitos anos a pessoa em causa - Bernardo Trindade - pergunto-me se o facto de ele estar ligado a um dos maiores grupos hoteleiros da Madeira e do País, que se expandiu para o território nacional  e estrangeiro de forma paulatina, ele deveria ter sido impedido de ter exercido as funções de secretário de estado do turismo ou de integrar a actual Administração da TAP? Será que o facto de ter sido secretário de estado do turismo e ter estado sempre ligado a esse grupo familiar, isso fez com que seja legítimo lançar qualquer suspeição bandalha sobre ele, sobre a sua integridade e seriedade?
Conhecendo-o como o conheço recuso essa teoria e quem disser o contrário é uma besta. Será que os mesmos que agora tanto falam de Pedro Calado abriram os queixos nessa altura? Não me recordo. Então porque motivo, no que a Pedro Calado diz respeito - creio que ele esteve ligado 3 ou 4 anos à empresa de Avelino Farinha - ele tem que ser diabolizado por isso e ver ser colocada em causa a sua integridade e honestidade no exercício de funções públicas que exigem distanciamento?
Ou será que Avelino Farinha continua a ser um alvo preferencial e selectivo de uma certa corrente de opinião local, sem impacto nenhum na vida das pessoas, mas com ramificações partidárias conhecidas e facilmente identificáveis, incluindo a negócios e negociatas? Que raio de critérios são estes? Que raio de escalas de medição da seriedade de políticos são estas? Francamente? Será que é legítimo questionar também a isenção de meios de comunicação social só por causa dos seus principais clientes de publicidade ou dos rentáveis serviços prestados a terceiros, públicos ou privados? Será isso legítimo? Obviamente que não e no meu caso, que me considero uma pessoa da comunicação social, não hesito em mandar à merda quem disser o contrário. Mas admito haver quem ache que não tenho razão e insistir que quem tem esses interesses, não é isento. Daqui não saímos, eu sei, mas a verdade, a realidade, não é essa. Penso que quem tem responsabilidade não deve alimentar esta cirúrgica suspeição só porque é chique ou porque acha que o porreirismo populista e demagógico é fixe. Assim não vamos lá (LFM)