domingo, janeiro 20, 2019

Venezuela: Guaidó preparado para suceder a Maduro

A oposição a Nicolás Maduro tem um rosto cada vez mais visível. Com 35 anos, Juan Guaidó, presidente do parlamento venezuelano, aproveita a boleia da contestação ao resultado das últimas eleições presidenciais e declara-se pronto a assumir o poder. Este sábado, num comício em Caracas, o tom foi de campanha eleitoral. "Estamos unidos. Estamos nas ruas. Temos a Comunidade Internacional. Quem é que a Comunidade Internacional reconhece? A única instituição legítima que vai assumir todas as responsabilidades, podem contar com isso," disse Guaidó, referindo-se ao parlamento que preside. O segundo mandato de Nicolás Maduro começou este mês. A oposição, que tem o controlo do parlamento, declarou Maduro como usurpador. Estados Unidos e alguns países da América Latina não reconheceram o resultado das eleições. Os conselheiros de Donald Trump já consideram a hipótese de reconhecer Guaidó como o líder legítimo.

Madeira: A opção urgente que Cafofo tem que fazer

A questão é simples: ou Cafofo continua a fazer tudo o que tem feito e mostra aos cidadãos um oportunismo que tem a ver com presença no espaço mediático à custa das suas funções na CMF e com uma óbvia caça aos votos - e fico-me por aqui... - ou faz a opção que tem que fazer - e o PS que resolva, como deve e lhe compete, o problema decorrente dessa decisão - e tudo fica mais limpo aos olhos do eleitorado. Limpo como? De que não há um autarca que não estando a candidatar-se a um novo mandato no cargo que exerce - nesse caso nada a dizer, até porque foi isso que Cafofo fez em 2017 no final do primeiro mandato iniciado em 2013 e  candidatura a novo mandato em 2017 - mostra que é um oportunista candidato a candidato (o PS oficialmente nada decidiu) a um cargo político, que nada tem a ver com a Câmara do Funchal, mas que é pago por esta entidade para mostrar que pretende ser candidato. Neste caso para além de distorcer, com os demais partidos da oposição, a disputa eleitoral, em seu benefício, incluindo os partidos que foram seus parceiros na corrida autárquica em 2017, Cafofo coloca em causa a sua própria coerência ética o que obviamente vai obrigar os demais partidos a prepararem uma resposta política adequada, penso eu. Cafofo que vá escrevendo no Facebook, que vá publicando fotografias com risadas bem abertas no Instagram, que fomente grupos de diálogo insonso nas redes sociais com quem entender até extra-terrestres e instale já a sua sede de campanha ou pré-campanha. Isso é assunto dele.
Contudo, se persistir em usar um cargo na CMF, pago por esta entidade, para andar já em pré-campanha para um lugar que nada tem a ver com a CMF e em relação ao qual ainda nem sequer é oficialmente candidato designado a deputado e indigitado à chefia do governo regional - aliás falamos de uma candidatura a deputado e apenas isso - revela uma contradição perigosa e vulnerável por parte de quem ultimamente anda empenhado em espalhar promessas e moralismo a mais. É o que eu penso. Tal como acho que é por aqui que a oposição no Funchal - ou mesmo os aliados de Cafofo em 2017 que serão seus adversários eleitorais este ano - deve começar a ir em vez de olhar para o lado. Amanhã desenvolverei este tema (LFM)

PSD-M: ignorar o que os outros dizem

O que é que o PSD-M tem a ver com o que os outros partidos pensam do seu Congresso, do que foi dito ou do que foi aprovado ou do que foi anunciado ou de quem foi eleito? Nada, zero. O que é que eles têm a ver com isso? Nada! Os partidos que cuidem da vida deles e o PSD-M mais não tem a fazer do que mostrar que se está nas tintas para os que os outros pensam de si. Acabem com os paninhos quentes, acabem com o politicamente correcto. O ano de 2019, politicamente falando, é um ano eleitoral em que todos estão contra todos. Não há espaço para palhaçadas ou populismos idiotas como no passado recente. Muito menos para mistura. Política é isto, marcar diferenças, acentuar distâncias, fazer política é isto, independentemente de toques de "alindamento" maior ou menos do discurso. Os rios correm sempre no mesmo sentido, para a foz e contra isso nada podem fazer. Na política é o mesmo: os partidos são diferentes, contra isso nada a fazer. Se for para adoptar uma lógica do "tudo ao molho" então a política vira uma trampa mal-cheirosa. O PSD-M tem muito com que se preocupar, com a sua casa, com a arrumação que é preciso fazer imediatamente, com a limpeza de armários quando e se os houver, etc. Os outros? Zero. Eles que cuidem deles próprios (LFM)

sábado, janeiro 19, 2019

PSD-Madeira: retratos (e realidades) eleitorais a reter...

(LFM)

PSD-Madeira: um retrato eleitoral regional que não podem ignorar


Regionais de 2007

Nova lei de finanças regionais conflito com Sócrates e Teixeira dos Santos, colagem do PS-M a Lisboa. Nova lei eleitoral assente na eleição de deputados regionais com base num círculo único facto que contribuiu para o aumento da abstenção. Acresce que de 5 partidos nas regionais de 2004 passam os para 7 em 2007, número que aumentará para 9 partidos em 2011 e depois para 11 partidos em 2015:

Madeira
Inscritos, 232.502 eleitores
Votantes, 140.721
Abstenção, 91.781, 39,5%
PSD, 90.339 votos, 64,2% (33 deputados, 70,2%) – apenas 38,5% do total de inscritos
PS, 21.699, 15,42% (7, 14,9%)
CDS, 7.512, 5,34% (2, 4,3%)
PCP, 7.659, 5,44% (3, 4,3%)
Bloco, 4.186, 3,0% (1, 2,1%)
MPT, 3.173, 2,25% (1, 2,1%)
PND, 2.928, 2,08% (1, 2,1%)

Funchal
Inscritos, 100.456 eleitores
Votantes, 60.022 (59,7%)
Abstenção, 40.434, 40,3%
PSD, 35.696 (59,5%) – 35,5% dos inscritos
PS, 9.091 (15,2%)
CDS, 3.338 (5,6%)
PCP, 5.054 (8,4%)
Bloco, 2.488 (4,2%)
MPT, 1.195 (2%)
PND, 1.744 (2,9%)

Legislativas 2011

Influência da crise financeira no país, queda do governo de Sócrates, vinda da troika e imposição da austeridade

Madeira
Inscritos: 255.928
Votantes: 139.003 (54,3%)
Abstenção: 116.925, 45,7%
PSD - 66.649 (49,4%) – apenas 26% dos inscritos
PS - 20.401 (14,7%)
CDS - 19.101 (13,7%)
PCP - 5.096 (3,7%)
PND - 4.046 (2,9%)
MPT - 2.561 (1,8%)
BE - 5.567 (4%)
PAN - 2.385 (1,7%)

Funchal
Inscritos: 106.431
Votantes: 59.306 (55,7%)
Abstenção: 47.125, 44,3%
PSD - 26.177 (44,1%), 24,6% dos inscritos
PS - 9.134 (15,4%)
CDS - 9.146 (15,4%)
PCP - 3.122 (5,3%)
PND - 2.039 (3,4%)
MPT - 923 (1,6%)
BE - 2.841 (4,89%)
PAN - 1.210 (2%)

Regionais de 2011

Denúncia e polémica em torno da alegada dívida oculta regional, ameaça de imposição de um PAEF pelo governo de Lisboa, da coligação Passos Coelho-Portas e degradação das relações políticas e institucionais com Lisboa:

Madeira
Inscritos, 256.483 eleitores
Votantes, 147.344 (57,4%)
Abstenção, 109.139, 42,6%
PSD, 71.556 votos, 48,6% (25 deputados, 53,2%) – apenas 27,9% dos inscritos
PS, 16.945, 11,5% (6, 12,8%)
CDS, 25.974, 17,6% (9, 19,1%)
PTP, 10.112, 6,9% (3, 6,4%)
PCP, 5.546, 3,8% (1, 2,1%)
PND, 4.825, 3,3% (1, 2,1%)
PAN, 3.125, 2,1% (1, 2,1%)
Bloco, 2.512, 1,7% (sem deputados eleitos)
MPT, 2.839, 1,9% (1, 2,1%)

Funchal
Inscritos, 106.436 eleitores
Votantes, 62.203 (58,4%)
Abstenção, 44.233, 41,6%
PSD, 26.706 (42,9%), 25,1% dos inscritos
PS, 7.378 (11,9%)
CDS, 12.110 (19,5%)
PTP, 4.279 (6,9%)
PCP, 3.551 (5,7%)
PND, 2.673 (4,3%)
PAN, 1.644 (2,6%)
Bloco, 1.274 (2,1%)
MPT, 989 (1,6%)

Autárquicas de 2013

Albuquerque abandona o Funchal, primeiros sinais de divergências no PSD-M, incluindo na escolha dos candidatos autárquicos e PSD-M, apesar de ter sido o mais votado, acaba sofrendo uma pesada derrota ao perder 7 dos 11 municípios regionais. O PS conquista o Funchal graças a uma coligação liderada mais por Paulo Cafofo do que pelo PS e os social-democratas ficaram apenas com Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta.

Madeira
Inscritos: 258.241
Votantes: 135.622 (52,5%)
Abstenção: 122.619, 47,5%
PSD - 47.207 (34,8%) – 18,3% dos inscritos
PS - 21.102 (15,6%) - coligação PS-BE-PND-MPT-PTP-PAN
CDS - 17.679 (13%)
PCP - 7.243 (5,3%)
MPT - 2.198 (1,6%) - fora do concelho do Funchal
BE - 6.798 (12,8%)
PAN - 1.657 (1,2%) - fora do concelho do Funchal
Cidadãos - 16.738 (12,3%) - inclui S.Cruz (futura JPP)
PS-PTP-BE-PND - 2.157 (1,6%) - Câmara de Lobos
PS - 11.636 (8,6%) - menos Funchal e Câmara de Lobos
BE - 516 (0,4%) - concorrendo sozinho 

Funchal
Inscritos: 106.637
Votantes: 53.808 (50,5%)
Abstenção: 52.829, 49,5%
PS - 21.102 (15,6%) - coligação PS-BE-PND-MPT-PTP-PAN,  19,8% dos inscritos
PSD - 17.450 (32,4%)
CDS - 7.828 (14,6%)
PCP - 4.504 (8,4%)

Regionais de 2015

Impacto da austeridade nacional, vigência do PAEF, abandono de Alberto João Jardim, nova liderança no PSD e excessiva colagem do PSD-M a Passos e ao PSD nacional. Recordemos os resultados:

Madeira
Inscritos, 256.775 eleitores
Votantes, 127.545 (49,7%)
Abstenção, 129.230, 50,3%
PSD, 56.669 votos, 44,4% (25 deputados, 51,1% dos mandatos) – 22,1% dos inscritos
PS, 14.574, 11,4% (6, 12,8%, concorreu em coligação com PTP, PAN e MPT que se revelou desastrosa para os partidos mais pequenos)
CDS, 17.489, 13,7% (7, 14,9%)
PCP, 7.060, 5,5% (2, 4,2%)
Bloco, 4.850, 3,8% (2, 4,2%)
JPP, 13.114, 10,3% (5, 10,6% – Santa Cruz representou 50% do total de votos obtidos)
PND, 2.635, 2,1% (1, 2,1%)

Funchal
Inscritos, 106.198 eleitores
Votantes, 53.059 (50%)
Abstenção, 53-139, 50%
PSD, 22.545 (42,5%), 21,2% dos inscritos
PS, 6.894 (13%) - concorreu em coligação com PTP, PAN e MPT
CDS, 6.958 (13,1%)
PCP, 4.267 (8%)
Bloco, 2.515 (4,7%)
JPP, 3.708 (7%)
PND, 1.459 (2,8%)

Legislativas de 2015

Impacto da situação política nacional, e apesar da coligação PSD/CDS ter vencido em votos não obteve a maioria parlamentar, permitindo o avanço da geringonça que fora anunciada como alternativa ainda antes das eleições. Na Madeira PSD e CDS foram fortemente penalizados e perderam um mandato cada um deles, a favor do PS e do Bloco de Esquerda.

Madeira
Inscritos: 255.821
Votantes: 125.104 (48,9%)
Abstenção: 130.717, 51,1%
PSD - 47.228 (37,8%), 18,5% dos inscritos
PS - 26.152 (20,9%)
CDS - 7.736 (6%)
PCP - 4.468 (3,6%)
PND - não concorreu
MPT - 1.705 (1,4% - provavelmente foi penalizado pela candidatura do PDR que era apoiada por antigos dirigentes do MPT)
BE - 13.342 (10,1%)
PAN - 2.206 (1,8%)
JPP - 8.671 (6,9%)

Funchal
Inscritos: 106.059
Votantes: 53.179 (50,1%)
Abstenção: 52.880, 49,9%
PSD - 17.522 (33%), 16,5% dos inscritos
PS - 12.599 (23,7%)
CDS - 3.011 (5,7%)
PCP - 2.588 (4,9%)
PND - não concorreu
MPT - 657 (1,2%)
BE - 6.798 (12,8%)
PAN - 1.131 (2,1%)
JPP - 2.616 (4,9%)

Autárquicas de 2017

Repetiu-se tudo o que aconteceu em 2013 no caso do PSD, ressalvando-se apenas a recuperação do Porto Santo por uma escassa margem de votos mas perdendo a Ponta do Sol algo que era impensável até há uns anos atrás. Tudo por causa de guerras internas e de um processo de imposição de candidatos que abriu porta à derrota. O PSD voltou a sofrer ainda em 2017 consequência ainda das mudanças operadas em 2015 depois das directas de final de 2014. Cafofo voltou a vencer no Funchal agora com uma coligação diferente e mais pequena do que a anterior, com as eleições regionais de 2019 a começarem a condicionar as posições dos partidos. PS, CDS e Bloco chegam a 2019 com novas lideranças.

Madeira
Inscritos: 255.782
Votantes: 138.428 (54,1%)
Abstenção: 117.354, 45,9%
PSD - 46.536 (33,6%), 18,4% dos inscritos
PS - 23.577 (17%) - coligação no Funchal com PS-BE-JPP-PDR-NC
CDS - 12.493 (9%)
PCP - 3.325 (2,4%)
MPT - 2.258 (1,7%) - coligado com PPV/CDC
PS - 16.714 (12,1%) - restantes concelhos excepto Funchal
BE - 986 (0,7%) - concorrendo sozinho
MPT - 882 (0,6%) - concorrendo sozinho
JPP - 14.080 (10,2%)
PTP - 2.392 (1,7%)
Cidadãos - 7.627 (5,5%) - incluindo São Vicente e Ribeira Brava

Funchal
Inscritos: 106.302
Votantes: 56.070 (52,8%)
Abstenção: 50.232, 47,2%
PS - 23.577 (42%) - coligação PS-BE-JPP-PDR-NC, 22,2% dos inscritos
PSD - 17.971 (32,1%)
CDS - 4.819 (8,6%)
PCP - 2.029 (3,6%)
PTP - 1.252 (2,2%)
MPT - 2.258 (4%) - coligado com PPV/CDC

Notas curiosas:
1 - o PSD entre as regionais de 2007 e as regionais de 2011 perdeu 18.783 votos e entre 2007 e as regionais de 2015 essa perda foi de menos 33.670 votos.
Quanto aos votantes, entre as regionais de 2007 e 2011 votaram menos 6.623 pessoas, número que passou para menos 13.176 eleitores entre as regionais de 2007 e 2015.
Pelo quadros acima podemos ver que os partidos mais votados nestas 7 eleições escolhidas neste trabalho comparativo, e de diferente natureza, constata-se que considerando os votos dos partidos mais votados, na RAM e no Funchal, aquele que representou maior percentagem considerando os eleitores inscritos foi o PSD nas regionais de 2007 -. Que foram uma excepção, como sabemos - com 38,9% dos inscritos. Seguiu-se o PSD no Funchal, nessas mesmas eleições, com 35,56% dos inscritos naquele concelho. Nas demais eleições nenhum dos vencedores obteve mais de 27,9% dos inscritos e voltou a ser o PSD nas regionais de 2011 e na votação regional. Estes valores têm a ver com a questão das representatividade dos eleitos e, também, com a credibilidade e fiabilidade das listas de eleitores inscritos que continuo a pensar estarem altamente empoladas, facto que tem que ser rapidamente resolvido até para credibilidade das eleições realizadas em Portugal.

2 - Quanto à evolução da abstenção vejamos o seguinte quadro-resumo:

·       Regionais de 2007 – 39,5% na RAM e 40,3% no Funchal
·       Legislativas de 2011 – 45,7% e 44,3% no Funchal
·       Regionais de 2011 – 42,6% na RAM e 41,6% no Funchal
·       Autárquicas de 2013 – 47,5% na RAM e 49,5% no Funchal
·       Regionais de 2015 – 50,3% na RAM e 50% no Funchal
·       Legislativas de 2015 – 51,1% e 49,5% no Funchal
·       Autárquicas de 2017 – 45,9% na RAM e 47,2% no Funchal

As eleições regionais que costumavam ser as que maior afluência de eleitores registavam estão a perder esse estatuto, pelo menos desde 2007, apresentando valores sempre em crescendo desde 2007 até 2015:

·       Regionais de 2007 – 39,5% na RAM e 40,3% no Funchal
·       Regionais de 2011 – 42,6% e 41,6%
·       Regionais de 2015 - 50,3% e 50%

Quanto às autárquicas, que eram depois das europeias a que regressa geral tinham maior abstenção, entre 2013 e 2017 a evolução foi diferente e positiva:

·       Autárquicas de 2013 – 47,5% na RAM e 49,5% no Funchal
·       Autárquicas de 2017 – 45,9 e 47,2%

(LFM)

PSD-M: não há tempo para banalidades ou protagonismos pessoais

Tirando a moção de estratégia global de Miguel Albuquerque, que basicamente serve de base ao futuro programa de governo a ser proposto pelo PSD na campanha eleitoral para as regionais, espero muito sinceramente que a discussão neste Congresso do PSD se centre no que realmente interessa e importa. O PSD-M não está em condições, nem tem tempo para perder tempo com  banalidades, muito menos para ser tolerante com protagonismos exagerados ou tentativas de se colocarem em bicos-de-pés.
O PSD-M saiu de um acto eleitoral autárquico de 2017 penoso (perdeu as mesmas 7 câmaras que tinha perdido em 2013) e as sondagens publicadas desde então, mesmo que se caia no lugar comum de repetir que sondagens são sondagens e que valem por isso - e são e valem. A verdade é que há indicações concretas que não podem ser escamoteadas (como existiram em 2017 na disputa autárquica no Funchal que foram deliberadamente desvalorizadas e alvo de muita manipulação que apenas escondeu do partido uma realidade que era mais ou em perceptível..."lá fora").
Sabe-se que para este Congresso existem seis moções sectoriais - da Concelhia do PSD/Funchal, da ARASD (Autarcas Social-Democratas), da JSD (Jovens Social-Democratas), apresentada por Bruno Melim, e outras subscritas por Cláudia Monteiro de Aguiar, Paulo Neves e Rubina Berardo. Só espero e desejo que as pessoas saibam enquadrar as suas moções sectoriais,colocando-as neste contexto muito mais exigente no seu devido patamar - aplauda-se o trabalho dos autores mas um congresso não pode ser caixa de ressonância de banalidades ou de situações que todos assumem como indiscutíveis.
Evitando que se transformem o congresso em oportunidades para exibicionismos pessoais apostados no tempo mediático, muito francamente faço votos para que o congresso oiça as bases do partido, o chamado partido mais profundo, aquele que em primeira instância - e não são as elites dirigentes regionais - sente o pulsar da sociedade e percebe o sentimento das pessoas, as suas expectativas e frustrações, mas que muitas vezes não possuem canais de contacto que façam chegar a quem de direito as suas constatações.
Não percamos tempo - e hoje tivemos uma confirmação pública disso - com oportunismos e oportunistas, muitos deles a reboque da disputa interna de 2014 e que permaneceram ao lado dos vencedores enquanto tiveram lugares ou isso lhes interessou. O problema é que minaram as estruturas internas do próprio PSD-M com muita intriga oportunista à mistura.  Quando isso deixou de acontecer, quando deixaram de ter lugares ou não lhes foi feita promessa de nada, viraram a casaca mostrando uma falta de carácter que existe hoje, é certo e sabido, mas que existia também em 2014 quando foi protagonizada a disputa pela liderança do partido. O PSD-M acabou por ser penalizado, nas freguesias e concelhos, entre outros motivos, também por estes oportunistas - um fenómeno que existe em todo os partidos, eu sei, mas que é mais perceptível nos partidos maiores e de poder. Não pode voltar a cair nesse erro. Há que separar o trigo do joio, a começar pelo Congresso de hoje, falando abertamente para si, dos seus problemas, do que é preciso ser feito, do modelo de funcionamento interno, das ligações entre secretariado e bases (essencial).
Quando se abriram estes congressos ao espaço mediático - sempre fui contra o espaço de debate interno e de intervenções e de discussão virasse um espaço público porque um partido não é propriamente um supermercado - isso inibiu as pessoas que prontamente começaram a não querer intervir, a sinceridade deixou de ser um dos atributos destas reuniões partidárias magnas, acabando os congressos por serem tomados de assalto pelas nomenclaturas dirigentes e suas ramificações. Veja-se uma vez mais o caso. Não há mal nenhum nisso, mas apostaram demasiado num debate institucional nos congressos, retirando deles a vertente da naturalidade, da sinceridade, basista, que no início da vida dos partidos - e alguns ainda se lembrarão disso - era fantástica e naturalmente salutar.
Hoje o que as pessoas percebem é que nada acontece por acaso, não há ingenuidade em nada do que é feito ou apresentado, Há sempre a expectativa de alguma coisa, há objectivos pessoais, há propósitos. E cabe aos partidos identificar isso e poder decidir em função dos seus interesses e não de qualquer pressão ou de insinuações.
Por exemplo, não se pode bater e rebater na tecla do inimigo externo - que sabemos que existe desde 1976 e que está identificado historicamente - e esconder os problemas internos concretos, reais, factuais, que em certa medida atrofiam o PSD-M e estiveram na origem de muitas situações adversas, muitas delas nos actos eleitorais e no perigoso aumento da abstenção.
Uma recomendação e algumas dúvidas: alguém vai exigir a limpeza dos cadernos eleitorais para que as eleições tenham resultados mais próximo da realidade? Alguém falará do modelo eleitoral vigente, se ele é o que aproxima mais as pessoas dos partidos, se é o mais justo em termos da representação de todos os municípios da Madeira em temos de parlamento regional? Alguém mostrará  preocupação em recomendar um estudo sobre a mudança operada no universo eleitoral regional que hoje nada tem a ver com o que se passava no passado? As pessoas passaram a ter outras prioridades, passaram a ter acesso a outras formas de comunicação, passaram a ter políticos que porventura não terão o mesmo carisma de outros tempos. Alguém "perdeu tempo" a estudar o impacto das redes sociais na vida interna dos partidos, nos tempos de campanha eleitoral, e partilhar isso com os congressistas para percebermos se a doentia dependência das redes sociais representa uma mais-valia? No caso dos municípios onde o PSD-M foi derrotado não cabe às respectivas estruturas partidárias concelhias entender o que se passou e planificar de imediato uma estratégia política de oposição que lhes permita recuperar o espaço perdido e a representação eleitoral? Como é que se discute isso num congresso misturando municípios onde o PSD foi vitorioso e é poder e municípios onde o  PSD-M foi derrotado e é oposição? Será este o caminho? E quando há um imenso trabalho pela frente de recuperação política, social e eleitoral do partido num ou noutro concelho é aceitável que as pessoas acumulem responsabilidades internas em vez de se concentrarem naquilo que deveria ser, deve sem, a sua principal causa? Duvido.Nunca aconteceu antes.
Pois é, cerca de um ano depois das eleições autárquicas e da realidade concreta que elas propiciaram, haverá razão, diria mesmo, haverá lógica e até legitimidade para que internamente nos comportemos como se nada se tivesse passado tentando branquear - perdoem-me o termo mas é isso mesmo - a realidade sob a capa de moções digam elas o que disserem? Reflexão, seriedade, pragmatismo e nada de populismos, demagogia, manipulação e banalidades. É só o que espero e desejo do fundo do coração (LFM)

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Robôs destroem 440 mil empregos na indústria e comércio até 2030

A automação poderá eliminar 1,1 milhões de empregos em Portugal nos próximos 11 anos, 40% dos quais na áreas da indústria transformadora e do comércio, revela estudo da CIP que será hoje divulgado

Caro Portugal, cumprir as metas da Europa 2020 é impossível?

Comissão Europeia propôs em 2010 uma estratégia de oito metas de desenvolvimento, mas já só nos resta um ano e grande parte dos objetivos é ainda uma miragem. A nossa melhor disciplina é a nível das alterações climáticas, mas só isso não chega. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo (Expresso)

Novo Banco deverá precisar de mais de €800 milhões em 2019...

O Novo Banco deverá precisar de mais de 800 milhões de euros de aumento de capital em 2019. O valor do pedido definitivo ainda não foi fixado pela administração mas António Ramalho admitiu esta quinta-feira que vai mesmo precisar de um reforço de capital

Não me venham com a "mudança do sistema político" porque as pessoas querem coisas sérias

Espero muito sinceramente que não me venham para este congresso teorizar e uma vez mais a reboque da demagogia em torno da mudança do sistema político e outras tretas do género associadas ao tema. O sistema político não se muda a pedido nem por decreto, nem muito menos por caprichos pessoais ou andando aos soluções com recurso a propostas demagógicas e populistas, de auto-flagelação e que apenas aumentam a desconfiança em relação aos partidos e um sentimento de "desnecessidade" destes no actual quadro democrático regional.
Os partidos na Madeira estão hoje fragilizados, sem meios para cumprirem as suas obrigações sociais. Há um distanciamento cada vez maior entre os partidos - e quando falo em partido falo num ou 2 partidos com dimensão organizativa mais importante - e as suas próprias bases de apoio, situação que tem desmobilizado e desmotivado muitas pessoas. Acresce que os partidos não podem querer mudar o sistema e depois permitir que, sem ofensa, novos "capatazes" nas freguesias ou nos concelhos possam emergir e secar tudo à sua volta, para concretizarem as suas ambições políticas, que sendo naturais e legítimas, devem ser medidas de forma realista, sem atropelarem e afastarem pessoas, limpando o caminho que vão usar.
Mudar o sistema político não se limita a cortar nas verbas que a ALR canalizava para os partidos, fundamentando essa decisão política em argumentos menores - só este ano o BES leva mais 800 milhões totalizando mais de 5.000 milhões de euros ali derramados, sem falar nos milhões que o  Estado perdeu com o apoio dado ao BPP e ao BPN, mas transformam 1 milhão de euros aos partidos na RAM numa coisa do outro mundo.
Tudo porque os maiores partidos deixaram-se ir a reboque das ladainhas dos partidos mais pequenos que não tem actividade militante digna de registo - salvo algumas reuniões dispersas, essencialmente no Funchal, ditadas pelo propósito de marcar presença na agenda (alguns partidos nem isso fazem)...
Mudar o sistema político regional não é só melhorar o regimento da ALR, democratizando-o comparativamente à versão anterior, permitindo que todos os partidos possam ter competências que antes não tinham.
A mudança do sistema político começará, por exemplo, com a mudança do modelo eleitoral vigente mas esse tema está longe de ser consensual. E porventura poderia considerar a eventual imposição aos partidos com representação parlamentar a obrigatoriedade de determinadas práticas políticas junto das pessoas, em respeito pelos votos que obtêm nos actos eleitorais (LFM)

PSD-Madeira: o congresso do reencontro

O Congresso do PSD-Madeira que amanhã se inicia no Funchal tem que ser o congresso do reencontro do partido consigo próprio, com a sua história e o seu legado, de alto abaixo, sem deixar ninguém de fora, sem julgar seja quem for, sem distorcer processos internos de decisão e de escolhas, sobretudo quando associadas a momentos eleitorais.
O que se passou em 2015 e 2017 acho que deve ter constituído exemplo e um alerta para que os mesmos erros não se repitam e queiram votos sem terem como candidatos pessoas que sejam credoras desse apoio social.
Continuo a pensar que o PSD precisa de um outro modelo de relacionamento com as estruturas de base - freguesias e concelhos - e acho importante a entrada de Rui Coelho e Rui Nunes no secretariado, pela experiência de têm, de muitos anos, do terreno e do pulsar das bases do partido. A significativa redução de recursos financeiros externos, depois de um debate demagógico e populista em torno das alegadas "mudanças" no sistema político, acabaram por aumentar o distanciamento entre os partidos e as bases - e falo num ou 2 partidos porque os demais não têm representação militante organizada fora do Funchal e de mais um ou outro concelho - e isso tem que ser resolvido sobretudo num ano triplamente eleitoral em que os dirigentes de qualquer partido não podem permitir que seja dada a ideia de que as bases, os chamados militantes de base, são apenas recordados quando há campanhas e é preciso mobilizar equipas para o terreno.
Outra matéria que tem que merecer atenção especial e atenta tem a ver com a comunicação política (partidária) e institucional. Há quem pense - erradamente - que as coisas se resolvem nas redes sociais, organizando um exército de "respondedores-comentadores" ou socorrendo de perfis falsos criados em períodos eleitorais. Isso é tudo treta e o mundo das "fake news", que afectaram vários actos eleitorais por esse mundo fora, e a uma outra escala, no caso português não se compara em nada ao que aconteceu nos EUA, no Brexit, no Brasil, etc. Nada disso. Tenho a sensação de que apesar da ânsia mediática crónica de alguns protagonistas, a "guerra" comunicacional, político-partidária e institucional, está longe de estar a ser ganha nos últimos dois anos. Não podemos olhar para esta área como se se tratasse de uma operação de marketing comercial de venda de sabonetes. A comunicação política veicula mensagens, ideias, propostas, suscita reflexões, promove debates, comenta, critica terceiros, etc. A comunicação institucional mostra o que é feito, explica o que é feito, pensado e decidido,mas socorrendo-se de uma linguagem acessível, virada para as pessoas em geral e não apenas para as elites ou para preencher espaços nas páginas dos jornais ou nos noticiários radiofónicos ou televisivos. É o que eu penso como um outsider que recusa ver um partido como o PSD-Madeira, com a sua história e responsabilidades, temer seja o que for e, mais do que isso, duvidar de si próprio e do que vale.
Se a unidade - e parece que isso finalmente vai acontecer - for construída neste congresso os adversários do PSD-Madeira que se cuidem porque não são as sondagens nem pos média a resolver resultados eleitorais. Quem resolverá isso serão as pessoas, no momento próprio e votando em liberdade, com pragmatismo, escolhendo em função do que importa à Madeira e à defesa da Autonomia que entendo estar de novo sob ameaças. O resto é conversa da treta e propaganda manipuladora. E nada melhor para começar do que ouvir as bases, de fazê-las falar aberta e sinceramente e encontrar as respostas para generalizar o trabalho que eu sei que algumas estruturas de base estão a realizar, por iniciativa própria, nos últimos tempos, envolvendo de novo pessoas que tinham sido deliberadamente ostracizadas nas suas áreas de residência, muitas delas cujo único crime foi o de ter apoiado nas directas der 2014 alguns dos candidatos derrotados ou de terem integrado as equipas partidárias lideradas por João Jardim. Acho que esses tempos passaram e que este Congresso será, de facto, o congresso do reencontro e da motivação, da mobilização e da esperança e da convicção (LFM)

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Brexit: as dúvidas sobre o futuro do turismo inglês e a Madeira

Uma das dúvidas, no que à Madeira diz respeito, tem a ver com as consequências do  Brexit - sim ou não? - no turismo, particularmente na Madeira onde os britânicos sempre foram o nosso principal mercado, entretanto já superados este no nesse ranking. Ou seja, existem sinais preocupantes mas que podem ser uma tendência ou podem resultar de uma atitude cautelar por parte dos turistas ingleses.
Consultei hoje os indicadores oficiais disponíveis na SRT - Janeiro a Agosto de 2018 - e são estas as conclusões retiradas:
Em Janeiro 2017, entraram na Madeira 23.262 turistas do Reino Unido, número que baixou em Janeiro de 2018 para 20.852 entradas, uma queda de 10,4%. A quota de mercado do turismo inglês em 2017 era de 25,1%, mas em Janeiro de 2018 essa quota baixou para 21,1%. Quanto a Dormidas, elas totalizaram em Janeiro de 2017, 149 809, contra 137 175 em Janeiro de 2018,  menos 8,4%. A quota de mercado dos ingleses passou de 30,1% em 2017 para 25,6% em 2018.
Em Junho de 2017 tinham entrado na Madeira 31 997 turistas que passaram em Janeiro de 2018 para 30 258 turistas em 2018, uma queda de 5,4%. A quota de mercado entre 2017 e 2018 passou de 20,8% para 20,1.
Em  Agosto de 2017 estiveram na Madeira 31 546 turistas ingleses que passaram em Janeiro de 2018 para 30 284 turistas, menos 4,0%. A quota de mercado era em 2017 de 18,4% mas passou em 2018, para 18,3%. Quanto às dormidas em Agosto de 2017 elas ascenderam a 215 572, baixando em Agosto de 2018 para 203 297 dormidas, -5,7%. A quota mercado passou de 22,9% em 2017 para 21,9% em Agosto de 2018.
Considerando o acumulado nos oito primeiros meses de 2018, constata-se que as entradas passaram de 1 384 574 em 2017 para 1 295 317 em 2018, -6,4% e que a quota de mercado que era em 2017 de 24,0% baixou em 2018 - e o ano não terminou nas estatísticas divulgadas pela SRT - para 22,7%. O Reino Unido que foi em 2017 o 1º mercado em entradas, quase lado-a-lado com a Alemanha, passou a 3º mercado em 2018, superado pelo Portugal e pela Alemanha (LFM)

quarta-feira, janeiro 16, 2019

PSD nacional: Afinal as bases servem para quê?

Suspeito que Rio pensa que tal como venceu a guerra com Pinto da Costa a propósito do Porto, pode vencer esta. Suspeito mesmo que a marcação do Conselho Nacional amanhã no porto tem a ver tudo com isso. É a minha desconfiança. Mesmo que ele vença agora, vai ter que dar ao PSD, eleitoralmente falando, mais do que as sondagens indiciam. Acho que este é um tempo ideal para Rio, eleito pelas bases do partido há um ano - afinal as bases andam a reboque das elites ou são sopeiras de uns pretensos "notáveis" da merda que protagonizam as guerras nojentas nos bastidores mais sujos dos partidos por ser esse o mundo deles? - mudar muita coisa, o discurso, a mensagem, a atitude, a comunicação, escolher os colaboradores - um mais fraco e insignificante que o outro, sem dinâmica, sem capacidade de mobilização, sem nada. Se persistir por este caminho vai bater de frente, vai ser vítima da sua incompetência e incapacidade. Aproveite esta crise interna para ganhar dinâmica e partir para uma nova etapa (LFM)

Jornalismo nas redes sociais? Não me lixem....

Há dias foi divulgada uma notícia sobre as obras no novo edifício sede da Policia Judiciária em Lisboa. Segundo foi noticiado a construção daquela sede está a ser investigada pelo Ministério Público. Em causa estarão suspeitas de graves irregularidades na execução da obra, que se se confirmarem poderão ter lesado o Estado em vários milhões de euros. Estamos a falar de alegados desfasamentos, depois de denúncias feitas acusando o construtor de não respeitar o que foi contratualizado. Logo que a notícia começou a circular nas redes sociais foi ver a habitual confusão ignorância e incompetência: já era a PJ a construir o prédio, já era a PJ envolvida num pretenso caso de corrupção, já era um chorrilho de asneiras próprias da libertinagem que impera nestes meandros. O que eu acho é que misturar as coisas, tentando nalguns casos desvalorizar e atacar a PJ - cada vez mais importante num país que quer combater o crime, a bandidagem e a corrupção, é patético e absurdo. Só visto! E ainda falam em jornalismo nas redes sociais ou "jornalismo social". Francamente... E nem falo na repetição sistemática de notícias falsas que passam nas redes sociais como faca quente em manteiga, transformando  "fake news" numa verdade absoluta. E num trampolim até para juízos de valor sobre pessoas ou instituições. (LFM)

Clarificando para evitar distorções (PSD nacional)

Sinto necessidade de clarificar isto para separar águas e não haver confusão entre perspectivas políticas, sempre discutíveis, e pessoas. Eu posso não gostar - e não gosto - do Luís Montenegro (ele foi um dos que levantou um processo contra deputados da Madeira por terem votado de forma diferente um orçamento de estado mas ultimamente fala muito na independência dos deputados....), não enquanto pessoa, mas pelo que ele politicamente é, pensa e representa, pelo período que a ele está associado e pela óbvia penalização que daí pode advir pelas funções exercidas. Vejo-o como ponta-de-lança de mais um ataque ao poder que se está a esboçar no PSD nacional e que passa, uma vez mais, por Relvas (e falar neste artista está tudo dito quanto a manipulação política) e por Passos Coelho. Eu não quero com isto dizer que Rui Rio é o melhor ou que tem feito bem. Nada disso, Sempre entendi que é um deslumbrado sem perfil para o cargo, é um desastre em termos de comunicação política, tem uma enorme dificuldade em mostrar que alternativa representa e quer,  é algo  convencido que julga que gerir o PSD na oposição e sedento de poder é o mesmo que gerir uma empresa ou uma Câmara como a do Porto onde ele era um quase monarca absolutista. O que eu acho é que há que fazer mais e diferente para que o eleitorado, as pessoas em geral, comecem a ver alguma utilidade política numa votação no PSD.Montenegro numa entrevista já criticou os professores - portanto deve ter perdido uns bons milhares de votos se fosse eleito - e criticou a redução das 40 para as 35 horas na função pública tema que estando longe de ser consensual e pacífico, obviamente coloca contra ele todos os que beneficiaram dessa redução. Os tempos da troika, da ditadura política e capitalista, do falso diálogo social, da discussão da treta de tudo o que era imposto aos portugueses, acabaram. Assim se espera. Os tempos da troika foram tempos tenebrosos, de má memória e que assustam as cidadãos, não pelo que foi necessário fazer, mas pelo excesso que foi feito, mais do que seria exigido. Só que eles, os protagonistas mais activos e papagaios desse tempo, não entendem isso (LFM)

terça-feira, janeiro 15, 2019

As patifarias no PSD nacional II

Há coisas estranhas: Montenegro exigiu ontem que o  PSD de Rio tenha entre 30 e 32% ou coisa do género nas legislativas deste ano. Em 2015 o PSD e o CDS juntos tiveram apenas 36,9% dos votos quando em 2011, concorrendo separados, tinham tido 50,4%. Não me lembro de ouvir Montenegro exigir a saída de Passos em 2015...

As patifarias no PSD nacional I

Montenegro exige de Rio 30 a 32% nas eleições legislativas de 2019. Mas em entrevista ontem à TVI lá foi dizendo que é contra a redução das 40 para 35 horas na função pública e criticou as reivindicações dos professores. Será que é assim que ele quer ganhar eleições? Ou estamos perante a confirmação do que eu sempre disse: este é mais do mesmo aos tempos da corja bandalha e da austeridade?

Estado já emprestou cinco mil milhões para o BES e o Novo Banco

O governo concedeu uma garantia de 152 milhões de euros ao fundo dos lesados do BES. E pode ter de fazer novo empréstimo ao Fundo de Resolução. O risco financeiro assumido pelo Estado na resolução do Novo Banco voltou a crescer. O Tesouro aprovou nesta segunda-feira a concessão de uma garantia de 152,8 milhões de euros ao fundo dos lesados do BES. Entre garantias e empréstimos concedidos na sequência da resolução do BES, tanto àquela entidade como ao Fundo de Resolução, o total vai já em 4,98 mil milhões, segundo as últimas informações disponíveis. E o montante em risco irá aumentar neste ano, já que o Novo Banco deverá fazer uma nova chamada de capital.
No fundo dos lesados do BES, gerido pela Patris, os apoios do Estado sobem para 297,9 milhões de euros. Essas responsabilidades foram assumidas pelo Tesouro na sequência do acordo anunciado pelo governo, no final de 2016, para mitigar as perdas sofridas por investidores não qualificados na resolução do BES, em agosto de 2014. Essa solução contemplou a criação de um fundo de recuperação de créditos que teria garantias estatais e que iria reembolsar parcialmente os lesados em pagamentos divididos em três tranches.
Para fazer o primeiro pagamento, o fundo recorreu no ano passado a um empréstimo direto do Estado no valor de 145,1 milhões de euros. Agora vê-lhe ser concedida, como previsto no desenho da solução, uma garantia de 152,8 milhões. Isso permitirá à Patris ir buscar financiamento a custos mais baixos, já que apresenta o Estado como garante dessa dívida.

Lembrando Raul Solnado: A História da minha ida à guerra de 1908


SIC-Notícias: O Eixo do Mal (12 Janeiro 2019)


SIC-Notícias: Quadratura do Circulo (10 Janeiro 2019)


domingo, janeiro 13, 2019

Nota: A saúde madeirense politicamente tão apetecida


A entrada em funcionamento do novo Hospital Privado da Madeira - oxalá eu esteja equivocado - e apesar da ligação que terá com o Medical Conter - e do anúncio de contratação de médicos madeirenses que trabalham fora da Região por inexistência de disponibilidade de trabalho na Madeira - terá implicações no serviço regional de saúde em termos de recursos humanos.
O poder político tem que perceber que, resolvidas questões que em 2015 ocuparam lugar destacado na agenda política e eleitoral regional, a saúde quase que se transforma - a par da mobilidade aérea, da política social e da maior dinamização da economia regional, alavancada no turismo e na dinamização do CINM - no principal item da agenda política e eleitoral para 2019. E não há volta a dar.
Desconheço se para o poder político regional isso - impacto do Hospital Privado no sector público regional da saúde - é ou não problema, se a questão já foi ou não analisada com profundidade e de forma pragmática e realista. Sobretudo quando é sabido que nunca antes de 205 ou 2026 teremos o novo Hospital da Madeira e que, paralelamente, a resposta do sector não se pode degradar. Mas esse é um tema sobre o qual não me compete pronunciar.
Uma coisa é certa: se por acaso começarmos a registar alguma degradação na capacidade de resposta do serviço público regional de saúdem, não duvidem que essas insuficiências voltarão às primeiras páginas dos jornais e demais mídia, todos os dias, pelo que então será demasiado tarde para se inventariarem as causas.

Afinal, a dívida não é tão má como se pensa?


Uma série de estudos voltou a trazer a discussão para a ribalta: devemos mesmo perder o sono por causa da dívida pública? A mais recente investigação indicia que algumas das histórias de terror que se contam sobre o endividamento do Estado podem ser exageradas.
Se calhar, o artigo tem de começar com um aviso: este texto não é sobre Portugal. O Estado português tem uma dívida demasiado elevada – uma das maiores do mundo -, que terá de alguma forma de diminuir (e já o começou a fazer). Feita a ressalva, há um debate interessante a decorrer no mundo académico sobre os limites ao endividamento. Os últimos estudos concluem que talvez devamos temperar o nosso medo da dívida pública.
Olivier Blanchard foi o último a juntar a voz ao debate. A sua apresentação na American Economic Association, feita há poucos dias, criou burburinho no meio económico. O título não é particularmente excitante – “Dívida pública e taxas de juro baixas” -, mas a conclusão do ex-economista-chefe do FMI é bastante provocadora. Numa frase: a obsessão mundial com os níveis de dívida pública é manifestamente exagerada.
“Mostro que a situação atual nos EUA, onde se espera que taxas de juro seguras permaneçam abaixo dos níveis de crescimento por muito tempo, é mais a norma histórica do que a exceção. Se o futuro for como o passado, isso implica que a renovação de dívida, emissão sem futuros aumentos de impostos, possa ser possível. De forma abrupta, a dívida pública pode não ter custos orçamentais”, escreve Blanchard.

Antevisão: a propósito do Congresso do PSD-Madeira

O jornalista do DN-Madeira, Vítor Hugo, pediu-me um depoimento sobre três itens concretos, todos eles relacionados com o PSD-Madeira e na lógica do  Congresso Regional que se adivinha. Como é habitual - sobretudo na minha pessoa - se me pedem 2 eu entrego 5, se me pedem 5 dou-lhes 10. Ou seja, excedo-me sempre nas considerações enviadas, não ligo patavina aos caracteres, mesmo sabendo - como era o caso - que as limitações de espaço impediriam a publicação de todas as tretas que decidi enlencar para este trabalho do Vítor Hugo e que foi hoje publicado no DN-Madeira.
O que eu pretendo essencialmente dizer é que, para que a minha prosa não seja desaproveitada, publicarei aqui, integralmente, todas as respostas que dei à questões suscitadas pelo jornalista do DN-Madeira e que ajudam a perceber, mesmo que isso não valha para nada, o que eu penso sobre cada um dos itens abordados no trabalho jornalístico.
- Em traços gerais como analisa o actual estado do PSD-M?
- Acho que o PSD-M sabe que os tempos são outros, que existem situações novas que precisam ser analisadas e discutidas internamente para que o partido tenha uma estratégia definida e que, eleitoralmente, assuma quais são os seus propósitos neste 2019 triplamente eleitoral. O PSD-M não pode governar deixando nas pessoas a ideia de que não se importa com as eleições. Todos os partidos no poder importam-se com as eleições. O PSD-M não pode ser excepção e não pode desvalorizar ou valorizar de forma hiperinflacionada factos novos que exigem análises cuidadas e projeções antecipadas.