quarta-feira, novembro 14, 2018

Protagonistas da informação em outubro de 2018

Em outubro de 2018, o Primeiro-ministro, António Costa, liderou em termos de exposição mediática, ao protagonizar 213 notícias com 9 horas e 59 minutos de duração durante o mês. Note-se que esta análise exclui eventuais programas, debates ou entrevistas realizadas no período e que na contabilização do tempo se considera o tempo total de duração da notícia. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, baixou para a segunda posição, ao intervir na primeira pessoa em 158 notícias, com 6 horas e 45 minutos de duração. Rui Rio, líder do PSD, manteve-se na terceira posição, tendo estado perante os ecrãs por 3 horas e 40 minutos de duração, repartidos por 91 notícias. Catarina Martins manteve-se em quarto lugar, intervindo diretamente em 80 notícias de 3 horas e 33 minutos de duração. O ministro das Finanças e líder do Eurogrupo, Mário Centeno, foi quinto, com intervenção direta em 53 notícias de 2 horas e 41 minutos de duração.

TAP: três anos depois da privatização continuam problemas

Faz três anos que a TAP foi privatizada e depois objeto de recompra por parte do Estado português. Desde essa altura, muito mudou na TAP. A companhia voltou aos lucros, abriu mais rotas, adquiriu mais aviões, transportou mais passageiros. Mesmo assim há problemas, apontados pelo Tribunal de Contas e há também os atrasos constantes nos voos que levam a uma perda de milhões de euros por ano

A TAP e os erros de análise com as ilhas

A TAP comete um erro quando gere a linha da Madeira, em termos comerciais e de fixação de tarifas, da mesma forma que gere comercialmente outras linhas de médio curso na Europa, Madrid, Barcelona, Paris por exemplo, com aproximadamente a mesma durabilidade de voo, praticando neste caso tarifas que são, 5, 6 ou 7 vezes inferiores às praticadas na Madeira e nos Açores.
A TAP esquece-se - mas como o presidente é estrangeiro até admitimos que ele deva receber lições sobre coesão territorial nacional, e obrigações de serviço público que no Brasil podem não existir mas aqui sim - que a Madeira e os Açores são parcelas integrantes de Portugal, apesar da distância e da insularidade das mesmas. Esquece-se que não pode colocar num mesmo patamar de análise, em todos os parâmetros considerados, voos entre Lisboa e Porto ou Faro, porque enquanto nestas cidades continentais as pessoas se quizeresm podem ir de carro, de comboio ou a pé, no caso das ilhas a alternativa - não havendo um barco rápido e cómodo - é ir a nado. É isto que a TAP e o seu presidente estrangeiro se esquecem e é isto que os administradores, executivos ou não executivos (continuo em saber para que servem e porque existem), precisam de ter presente quando abordam a problemática das ligações entre o Continente e as ilhas. Para não falar do turismo nacional e do seu impacto na Madeira e nos Açores e nos preços exorbitante que são praticados se um passageiro viajar fora dos pacotes que as agências de viagens comercializam ou das promoções que a própria TAP divulga ao longo do ano. Se o brasileiro do TAP e sua corte "versalhiana" entenderem isto, se perceberem de uma vez por todas que a insularidade é uma realidade diferente e cheia de constrangimentos, provavelmente muitos dos problemas serão superados. Enquanto isso não acontecer, certas manobras - como aconteceu esta semana com passagens da TAP, Funchal-Lisboa-Funchal, a preços razoáveis mas para serem realizadas (discricionária e discriminadamente) apenas nos primeiros ou nos últimos voos do dia em Dezembro, não passam de manobras divertidas para tentar atenuar os efeitos negativos de audições parlamentares que se revelaram desastrosas e que deveriam ter sido melhor preparadas.

terça-feira, novembro 13, 2018

Eleições: a propósito do peso do Funchal na perfomance eleitoral dos partidos e outras ideias...

Quando refiro o facto de que o Funchal tem um peso diferente, no global da performance eleitoral dos diferentes partidos na Região, faço-o sustentado na realidade imperial que são os resultados eleitorais e na estabilidade repetitiva de votações que atestam o que se afirma.
Repito, o Funchal deixou cada vez mais de ser decisivo para alguns partidos políticos, enquanto para outros, nomeadamente alguns de menor dimensão, tem um peso que é determinante para os resultantes conseguidos.
Quer isto dizer que qualquer estratégia eleitoral, em termos de preparação da campanha eleitoral por parte dos diferentes partidos, deve ter presente também a realidade eleitoral histórica em cada concelho. Por exemplo, um concelho onde o eleitorado maioritariamente vota centro-esquerda dificilmente um discurso mais ousado à direita terá sucesso. O mesmo acontece ao contrário, em concelhos onde claramente o centro-direita predomina nas opções eleitorais dos cidadãos, qualquer discurso mais virado à esquerda estará condenado a nenhum outro desfecho quer não o fracasso.

Madeira: curiosidades eleitorais (regionais) com a devida antecedência....

Lembremos então - porque o pior que pode acontecer em politica é a falta de memória ou o erro de desvalorizar sistematicamente o que nos deve servir de lição – a realidade eleitoral regional desde 2024 e quando estamos em vias de entrar na última sessão Legislativa da presente Legislatura regional, tempo mais do que suficiente para que os partidos reflictam com muita seriedade e assumam as decisões que tiverem que ser tomadas em termos de reaproximação aos eleitores e de definição daqueles que são os itens essenciais de um candidato a uma eleição parlamentar que nada tem a ver com eleições autárquicas.
Acresce que para o PSD-M a realidade política interna, pós directas de 2014, não se coloca em 2019, quando a realidade eleitoral do partido é aquela que as eleições de 2015 e 2017 reflectem. Acho mesmo que no caso do PSD-M o congresso de final deste ano tem que ser decisivo para a consolidação de mudanças e para percebermos o que vai ser feito no futuro, para entendermos que os social-democratas não podem prescindir de candidatar os melhores nas suas fileiras, abandonado algumas posturas e atitudes persecutórias (regra geral a nível local, nas freguesias e nos concelhos) que desde 2015 têm vindo a alimentar uma certa conflitualidade surda e de bastidores, que tem gerado o afastamento, forçado ou por decisão própria, de militantes que são uma reconhecida mais-valia e que se colocaram (ou foram colocados) à margem do quotidiano partidário, muitos deles magoados com a forma com foram tratados.

Pois é. É caso para perguntar: e?

fonte: CM

TAP: afinal e ou não verdade?

fonte: DN-Madeira

segunda-feira, novembro 12, 2018

Educação e o estudo do TdC: a estranha ausência de um debate (ou interpelação) parlamentar...

Gostaria que a conferência sobre o futuro da educação na Madeira – acharia absurdo que perdessem tempo a falar do passado quando neste momento o mais importante é perceber e antecipar o futuro – que esta semana terá lugar no Funchal me ajudasse a encontrar uma explicação para o facto dos partidos no parlamento regional, sobretudo os da oposição - sempre céleres a pedir debates e a tomar iniciativas regimentais sobre qualquer tema que aparece nos jornais ou nos noticiários das rádios e televisão - na perspectiva de que isso lhes propicie espaço mediático e alguns votinhos, tenham ignorado o “Estudo sobre os impactos da evolução demográfica da população residente na RAM na área da educação” realizado pelo Tribunal de Contas.
Não creio que o facto das conclusões do estudo não terem agradado aos sindicatos e que os partidos da oposição, pelo menos alguns deles, terem uma forte presença docente entre os seus deputados, sejam motivos, conjugados ambos, mais do que suficientes para que - e posso estar a cometer um erro por desconhecimento, o que seria estranho por todos divulgam tudo o que fazem ou dizem… - nenhum debate parlamentar tenha sido requerido sobre este tema da educação, com a presença do titular governativo pela área da educação.

Tal como recuso aceitar, por seria desonesto, que o Tribunal de Contas, mais do que desvalorizado na sua competência e na sua liberdade de realizar os estudos que entender por úteis, passe de uma entidade respeitável e competente, na qual todos falam com regularidade, para uma instituição diabolizada só porque as conclusões do estudo e a constatação de evidências que têm sido ocultadas deliberadamente pelos protagonistas do sector, não lhes tenha agradado. Cheguei a ouvir um douto sindicato local assegurar, à falta de argumentos consistentes e sérios, que o estudo do Tribunal de Contas tinha sido uma espécie de encomenda, um frete ao Governo Regional.

Educação: uma conferência que atira o estudo do TdC para debaixo do tapete?

Fiquei a saber pela imprensas que se realiza esta semana no Funchal uma conferência de imprensa sobre a educação, numa perspectiva de futuro.
Não creio, muito sinceramente, que qualquer conferência, esta incluída, sobretudo se virada para uma análise ao futuro da educação na Madeira, nas suas múltiplas componentes, ignore o estudo realizado pelo Tribunal de Contas e intitulado “Estudo sobre os impactos da evolução demográfica da população residente na RAM na área da educação”
Seria irresponsável, sectário, estranho (ou talvez não…) e lamentável que para satisfazer determinados interesses e ceder a pressões provenientes de determinadas estruturas às quais este estudo não caiu bem, nem foi ainda digerido, que o mesmo fosse ignorado e que entre todos os contributos, certamente que válidos, que possam ser dados para o sucesso e utilidade da conferência, este documento fosse posto à margem do debate em vez de escalpelizado de forma minuciosa.
Lembro que o Tribunal de Contas – no seu excelente e actual estudo sobre o sector educacional na RAM – realizou um trabalho com base na informação produzida pelo Instituto Nacional de Estatística sobre a Região Autónoma da Madeira estúdio esse que perspectiva os impactos da evolução demográfica sobre o sistema regional de educação e em que medida a administração pública regional avalia e antecipa essa evolução.

O que concluíu o TdC?
  • No cenário central (tido como o mais provável), a Região perderá população ao longo de todo o período de projeção cerca de um terço dos seus habitantes, passando de uma população de 254,9 mil residentes, em 2016, para 165,7 mil, em 2080, sobressaindo, a par de uma expressiva queda da população em idade ativa, a redução da população jovem, e um significativo aumento da população idosa;
  • Nesse cenário, a população em idade escolar (43,4 milhares, em 2018) sofrerá uma significativa queda ao longo de quase todo o período da projeção, atingindo o seu ponto mínimo em 2064, com apenas 22,3 mil indivíduos. O período mais critico, decorrerá até 2030, com as taxas de decréscimo a oscilar entre 3,3% e 1,1%, ao ano, resultando, em termos absolutos, numa diminuição média anual superior a mil indivíduos até 2029;
  • O volume da redução do número de alunos, e em especial a reduzida dimensão da população estudantil total em alguns concelhos, levam a antever que em muitos casos estará em causa a viabilidade de alguns estabelecimentos de ensino por falta de alunos suficientes para garantir a sua dimensão critica. Em certas situações poderá também estar em causa a viabilidade da oferta de alguns ciclos educativos com a mesma malha geográfica atualmente existente, mormente no que se refere ao ensino secundário;
  • Ao contrário do previsto para o pessoal não docente, a comparação da estimativa de evolução do atual quadro de docentes com a estimativa para as necessidades futuras, assumindo que os rácios de alunos por professor se mantêm estáveis, leva a concluir que durante toda a década de vinte existirá um considerável excedente face às necessidades do sistema educativo (cerca de 1400 docentes no ensino público e 200 no ensino privado);
  • O desafio que se coloca em cada decisão de reajustamento dos recursos do sistema de ensino, é o de encontrar-se o ponto de equilíbrio entre os critérios de natureza pedagógica, de carácter social, e de racionalidade económica. O risco existente é o de não se atuar de forma proactiva, não tomando as decisões necessárias em devido tempo, levando ao aumento de ineficiências que, face à evolução expectável, tenderão a surgir naturalmente no sistema”.

Vamos a factos – digo eu:
- é ou não verdade que apesar da significativa queda demográfica que afectou de forma inesperada a população escolar da RAM, sobretudo no ensino básico, o número de docentes não conheceu qualquer redução equivalente?
- é ou não verdade que hoje há escolas com salas a funcionar com 5 ou 6 alunos no ensino básico, embora algumas delas tenham sido encerradas e os alunos transferidos para outras escolas próximas, processos que nem sempre foram os mais racionais?
- qual o rácio alunos/ professores nos ensinos básico e secundário hoje em dia e há 5, 6 e 7 anos?
- foram discutidas ou pelo menos pensadas, eventuais medidas destinadas, por exemplo de contenção da formação universitária de futuros docentes, tendo em consideração que as reformas antecipadas sofreram uma queda entre os docentes, e bem, e considerando os dados apurados pelo Tribunal de Contas que estranhamente estão a ser “esquecidos”?

- quantos alunos e professores tem a Madeira hoje, no ensino básico e secundário, e quantos alunos e professores tinha a RAM, todos os anos desde 2010 até hoje?

Afinal não é problema nenhum: ERC apenas registou uma queixa por 'fake news' e foi arquivada

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) apenas registou, "até à data", uma queixa sobre as chamadas 'fake news' e foi arquivada por se tratar de "considerações gerais", informou a ERC. Questionada pela Lusa, a ERC informou que, "até à data, a entidade apenas registou a entrada de uma participação especificamente sobre o fenómeno das 'fake news'" e que, por abordar "considerações gerais, sem concretizar", foi "decidido proceder-se ao seu arquivamento. A Assembleia da República pediu à Entidade Reguladora para a Comunicação Social para que elabore "um documento com o seu pensamento estratégico sobre essa matéria, a remeter ao parlamento" para, eventualmente, os deputados tomarem iniciativas legislativas.

Crise não passou: Global Media adia pagamento de subsídio de Natal

A Global Media informou os seus trabalhadores que o subsído de Natal só será pago na primeira quinzena de Dezembro e não em conjunto com o salário de Novembro, como é habitual. De acordo com o Público, que cita um e-mail enviado aos trabalhadores, esta decisão deve-se a problemas de tesouraria. A empresa que controla o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a TSF explica que 2018 se tem revelado um ano adverso para o negócio da comunicação social, "tanto no que respeita a circulação como no investimento publicitário em imprensa escrita e rádio", situação que teve "evidente impacto na situação económico-financeira da empresa e em particular na tesouraria".

Trabalhadores da RTP querem demissão do presidente

Assim que foram anunciados os nomes da equipa de Maria Flor Pedroso para a direção da RTP, fizeram-se logo ouvir as vozes de protesto. Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores da estação repudiou as "contratações de luxo" (de Cândida Pinto, da SIC, e Helena Garrido, ex-diretora do ‘Jornal de Negócios’, para diretoras-adjuntas) e pediu a intervenção "imediata" do Governo, exigindo, nomeadamente, a demissão do presidente do grupo público, Gonçalo Reis. "A Diretora de Informação da Televisão tem toda a legitimidade para propor a contratação de quem quiser, mas este Conselho de Administração, e nomeadamente o seu presidente não tem, nem a moral, nem legitimidade para aceitar estas contratações e ao fazê-lo revela que não tem a mínima capacidade para continuar à frente dos destinos da empresa", lê-se no comunicado intitulado "Uma pouca vergonha!"

Sindicato e Precários da RTP contestam contratações para nova Direção de Informação

O Sindicato dos Jornalistas e o movimento Precários da RTP contestaram as duas contratações externas para a nova Direção de Informação da estação pública, manifestando "estranheza e estupefação" pela "desigualdade de critérios na gestão" da empresa. Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas lamenta que o Conselho de Administração da RTP, liderado por Gonçalo Reis, tenha decidido "recorrer a um pedido de exceção para fazer duas contratações externas para a Direção de Informação". Isto "numa altura em que várias dezenas de jornalistas esperam uma resposta da empresa sobre o descongelamento ou a progressão na carreira que se mantém, em muitos casos, parada há 10, 15 ou 20 anos", em que "dezenas de jornalistas precários aguardam o reconhecimento do seu vínculo à empresa, perante uma postura de bloqueio e total desconsideração por parte da administração da RTP" e em que "toda e qualquer aspiração negocial por parte dos sindicatos é fortemente limitada" pela estação pública, que alega não ter "margem financeira".

RTP: cada vez mais a necessidade de saber definir prioridades

E no meio de tudo isto - uma potencial crise que ameaça o futuro da comunicação social em geral - acresce uma situação na RTP que promete dar mais confusão e que, mais do que "bradar aos céus" - pelas contradições estranhas que ela comporta - mostra que parece haver numa empresa com graves dificuldades financeiras (mas sem que isso a impeça de tentar inverter uma realidade televisiva que dificilmente se alterará...) determinados comportamentos que em vez de olharem primeiro para dentro, para o bem-estar e para a mobilização dos recursos humanos próprios altamente desmotivados, prefere apostar no reforço das estruturas dirigentes de topo, como se os nomes - sem colocar em causa a experiência e a competência profissional das contratadas, bem pelo contrário - fossem suficientes para alterar audiências ou aumentar as receitas financeiras, mantendo-se tudo o resto na mesma.
Obviamente que a crise do serviço público de televisão - e nem falo na polémica em torno das transmissões de espectáculos de tourada, depois de um texto do primeiro-ministro publicado num jornal diário que nada tem a ver com as posições que sobre este tema têm sido sistematicamente defendidas pelo Presidente do CA da RTP... - vai-se agravar, quer em termos de audiências, quer em termos comerciais, quer em termos financeiros, se ninguém der um murro na mesa e estabelecer prioridades concretas para a empresa televisiva estatal. A RTP precisa de um grande investimento em equipamentos, que a modernize, que lhe dê outras condições técnicas e operacionais para responder às televisões privadas.Não precisa nada de uma qualquer feira de vaidades naquilo que parece ser uma inversão de prioridades, quando não há mais tempo a perder num tempo em que claramente é o futuro do serviço público e da RTP que começa a estar em cima da mesa (LFM, fervoroso defensor do serviço público de televisão e que não considera um crime o estado estar envolvido no sector da comunicação social)

Quando é que os jornalistas retomam o controlo da situação?

De facto começa a ser tempo de serem os próprios jornalistas, as suas organizações (que precisam de um enorme safanão) e os reguladores - pressionados pelos jornalistas, porque está visto que se tornaram desnecessárias e obsoletos - a saírem da zona de conforto em que mergulharam há uns anos, para que sejam capazes de recomeçar a defender hoje o futuro de uma actividade profissional essencial nas sociedades e na democracia.
Uma actividade profissional que se arrasta penosamente pelos trilhos da dúvida e da insustentabilidade, por isso sistematicamente fragilizada por quem julga que o jornalismo quanto mais dependente (comercialmente) mais vulnerável fica e mais manipulável se torna. Eu sei que uma conversa feita nestes termos algo rudes, incomoda. Mas tenho a consciência que este desabafo corresponde a uma verdade contra a qual nada de concreto existe que seja passível de a contrariar. 
A crise está aí, mesmo com todas essas trapalhadas, vemos televisões, rádios e jornais em dificuldade, muitos deles pelas "horas da amargura", arrastando-se penosamente pelos habituais caminhos de dificuldades financeiras que condicionam tudo e que colocam em causa a própria sobrevivência. Durante anos, o problema da comunicação social portuguesa era a alegada pertença ao Estado de alguns meios de comunicação. Resolvida essa questão, e transferida essa titularidade do Estado para grupos financeiros e empresariais que obviamente actuam em função dos seus interesses e objectivos e defendem o que mais lhes convém ou serve - não me venham com palhaçadas para tentarem enganar as pessoas com discursos idiotas sobre esse assunto -  a verdade é que tudo continua como antes, provavelmente pior do que antes. Acho que depois do "safanão" na crise de 2011 e dos efeitos sentidos ainda em 2017 e 2018, o ano de 2019 será decisivo para os meios de comunicação social, pressionada também e cada vez mais, por outras alternativas, sem credibilidade, mas com uma projecção social maior. É o caso das redes sociais a reboque das quais se institucionalizou o "jornalismo dos cidadãos" onde vale tudo. Não me espanta por isso que um dos maiores grupos empresariais nacionais dos média, tenha reconhecido há dias dificuldades para pagar os subsídios de natal aos seus trabalhadores, como era habitual juntamente com os vencimentos de Novembro, pretendendo fazê-lo apenas até meados de Dezembro (LFM)

Absurdos televisivos

"Fulano sei que não és especialista em assuntos jurídicos, mas achas que Bruno de Carvalho vai ficar em prisão preventiva? Uma pergunta feita em directo por uma dondoca qualquer, no canal televisivo mais especulativo - mas paradoxalmente liderante... Outra da mesma dondoca: "Fulano (um comentador que de justiça desportiva nada sabe) acha que com esta prisão de BdC os jogadores do Sporting que rescindiram poderão ficar livres de pagar indemnizações?". Claro que o homem faz um esforço mas não diz nada. Pudera. Não sabe nada do que lhe foi perguntado. Não havia nenhum comentador jurista disponível para is a estúdio responder a essas questões concretas??? Poupem-me, por favor!

Jornalismo e rigor

A procissão de jornalistas contratados a preços de saldos  e com contratos precários que os transformam em meros "servos" das direcções, e que são obrigados a acamparem, por ordens superiores, às portas de postos de policia, cadeias, casas particulares, sedes de clubes, tribunais ou partidos, etc, mostra a miséria a que chegou a justiça e o jornalismo em Portugal. Uma rafeirada que dá vontade de gritar! Por muito que eu saiba, e sei, como funcionam as guerras de audiências, shares, as disputas de publicidades, a psicose das chamadas "primeira mão", as tretas à volta do que se designa hoje de "jornalismo de investigação" de merda que mais não é que uma caça às bruxas que muitas vezes esconde ajustes de contas pessoais ou até mesmo ajustes de contas sancionados por interesses comerciais, etc. Isto não tem nada a ver com a liberdade de imprensa e com a responsabilidade, credibilidade, sobriedade e rigor ético e deontológico a ela associada. Tem a ver com libertinagem (LFM)

domingo, novembro 11, 2018

O tesouro que se encontra nos arquipélagos

Das mais de 90 espécies de cetáceos existentes no mundo, perto de 30 podem ser encontradas na região da Macaronésia, que inclui os arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo verde. A universidade espanhola de Las Palmas deu início um projecto financiado por fundos europeus para Monitorizar o estado de saúde das baleias e dos golfinhos. Este é o tema do programa "De Lisboa a Helsínquia", que vai poder ver este sábado à noite na RTP3.

sábado, novembro 10, 2018

Bruxelas pede multa pesada para Portugal devido a "slots" nos aeroportos

A Comissão Europeia pediu ao Tribunal de Justiça da União Europeia que sancione Portugal por o país não ter tomado as medidas necessárias para respeitar as normas comuns da UE sobre atribuição de faixas horárias ('slots') nos aeroportos. Apontando a "falha" de Portugal em cumprir integralmente o acórdão proferido pelo próprio Tribunal de Justiça, que dera razão a Bruxelas sobre esta matéria em 2016, a Comissão Europeia volta a apresentar queixa, sugerindo agora a imposição de uma multa de valor fixo de 1,8 milhões de euros e de uma sanção pecuniária diária de quase 7.500 euro "se não houver pleno cumprimento por parte do Estado-membro na data em que o Tribunal emitir o seu segundo acórdão". Em 02 de junho de 2016, o Tribunal de Justiça da UE deu razão aos argumentos do executivo comunitário, considerando que Portugal não garantiu a independência da ANA -Aeroportos de Portugal enquanto coordenadora do processo de atribuição de faixas horárias ('slots') nos aeroportos de Lisboa, Porto, Madeira e Faro (Visão)

O maior aeroporto do mundo é em Istambul e tem o tamanho da cidade do Funchal

A inauguração coincidiu com o 95.º aniversário da República turca. Este é um dos projetos que têm marcado o país desde que Recep Erdogan chegou ao poder. Vai substituir o Aeroporto Internacional Atatürk, que atingiu o limite. O novo aeroporto tem 76 km2, o equivalente à área da cidade do Funchal, Madeira. Seis pistas, três terminais, um sistema de segurança com tecnologia de última geração e acesso a aplicações móveis e inteligência artificial. Terá capacidade para 200 milhões de passageiros/ano, mas nesta fase, a primeira de quatro, receberá apenas 90 milhões. O interior ostenta elementos que cruzam a arte turca e a arte islâmica. A torre de controlo é em forma de tulipa e venceu prémio internacional de arquitetura 2016. O primeiro voo realiza-se a 31 outubro, dois dias depois da inauguração. Terá como destino Ancara, capital política da Turquia. O novo aeroporto vai funcionar em pleno a partir de 29 de dezembro Até lá o novo aeroporto garante apenas cinco voos diários.
INFRAESTRUTURA TEM SIDO ALVO DE PROTESTOS
Os sindicatos da construção dizem que aeroporto é "um cemitério". Acusam a construtora de violar os direitos dos trabalhadores, denunciam más condições de trabalho e questionam as mortes em acidentes laborais. De acordo com o sindicato terão morrido mais de 130 pessoas. O ministério do Trabalho turco refere apenas 27. Calcula-se que a obra vai custar 4,5 mil milhões de euros. Este projeto alinha-se com o desejo de Erdogan de transformar Istambul num centro global entre três continentes: Europa, Ásia e África (aqui)

México: Imagens aéreas que mostram a dimensão do aeroporto milionário travado pelo novo Presidente




Andres Manuel Lopez Obrador, que toma posse a 1 de dezembro, anunciou a intenção de cancelar a construção do novo aeroporto do México, rejeitado num controverso referendo. A consulta popular, que amplamente rejeitou o novo aeroporto (69,95% dos votantes), esteve envolta em polémica: não foi organizada pelas autoridades eleitorais nacionais, e os detratores contestam a sua legalidade e denunciam a ausência de rigor, como votos múltiplos, constatados por diversos órgãos de comunicação social no terreno. “A decisão respeita o mandato dos cidadãos, nós vamos construir duas pistas no aeroporto militar de Santa Lucia, melhorar o aeroporto da Cidade do México e reativar o aeroporto de Toluca”, explicou Lopez Obrador numa conferência de imprensa. “Foram as pessoas que decidiram”, sublinhou o Presidente eleito, saudando uma “muito boa decisão”.

Alberto João Jardim diz que se trata de "histórias de cordel"

Alberto João Jardim diz que o caso das faltas dos deputados no Parlamento são histórias de cordel. Em entrevista à TVI24, na 21.ª hora, o antigo presidente do governo regional da Madeira afirmou ainda que há uma campanha contra Rui Rio.

SIC-Notícias: Quadratura do Circulo (08 Novembro 2018)


Porto Canal: Universo Porto da Bancada (07 Novembro 2018)


SIC: Entrevista de Cavaco Silva (26 de Outubro 2018)


PSD-Madeira: Rubina Leal no secretariado é errado

Li hoje no DN-Madeira que Rubina Leal pode vir a integrar o secretariado ao PSD-Madeira a ser eleito no congresso regional laranja do final do ano. Acho isso um erro. Não por Rubina Leal, mas pelos motivos político-partidários que vou explicar. Sem colocar em causa a necessidade urgente de mudanças neste importante órgão partidário - até porque muitos dos problemas do partido, em termos de mobilização e eficácia no terreno, passam porventura por ele e pela necessidade de uma outra forma de estar e de operacionalidade junto das bases (que são o alimento essencial para que um partido se mantenha mobilizado e empenhado), considero, mas esta minha opinião é meramente pessoal e vale o que vale, que este cenário é absolutamente inaceitável, neste momento.
Vamos a factos.
Historicamente os membros do secretariado do PSD-M nunca desempenharam outros cargos partidários, exactamente para que fosse garantida a isenção e o distanciamento em relação a todas as estruturas partidárias de base. Não quero com isto dizer que isso seja regra estatutária ou mesmo regulamentar ou sequer uma obrigação. Cada líder partidário - porque é ele que faz as escolhas e é ele a responder em caso de sucesso ou fracasso - pensa o que bem entender, e decide em conformidade com essa sua lógica, mas acho que é razoável que essa perspectiva fosse mantida.
Rubina Leal, pouco tempo depois de ter sido derrotada nas autárquicas de 2017 no Funchal, foi eleita para a liderança da Comissão Política Concelhia do PSD-Funchal. Ora sabendo-se o peso que essa estrutura concelhia tem - porque o Funchal pode ser decisivo na definição de qualquer resultado eleitoral, apenas por ser o concelho com mais eleitores - o envolvimento de RL em actividades do Secretariado fará com que ela não se concentre naquilo que deve ser o mais importante para ela, podendo pôr causa devido a uma  dispersão de responsabilidades a eficácia da estrutura funchalense que depois da derrota autárquica, precisa de ser acompanhada de perto. E de que maneira!
Por isso, das duas uma: ou esta ideia vai para a frente e o PSD-M corre sérios riscos políticos de voltar a bater contra a parede, graças a opções internas erradas, ou Rubina Leal fica apenas a liderar a CPC do Funchal (integrando ainda a Comissão Política Regional), que por si só vale mais do que integrar o secretariado. Tenho a certeza que a coordenação política da CPC do Funchal exige muito e propicia suficientes preocupações, ainda por cima num ano triplamente eleitoral - e é bom que não se esqueçam disso - desafios que em meu entender serão os mais importantes de sempre, porque 2019 pode transformar-se num desafio fundamental para o futuro do PSD-M. Se não interiorizarem esta evidência, então alguma coisa está realmente mal. E sou o primeiro a lamentar (LFM)

Pensem nisso enquanto há tempo

O pior erro que um partido político pode cometer, é transmitir para a opinião pública a ideia, fatal e altamente perniciosa, de que há no seu seio uma espécie de insignificante casta de pessoas a quem são dados todos os lugares e atribuídas responsabilidades que devem e podem ser partilhadas por mais pessoas. Porque das duas, uma: ou as pessoas acreditam, perante a sucessão de tiros-nos-pés, que esse partido afinal não tem recursos humanos capacitados - os jovens precisam de ter sempre uma primeira oportunidade para mostrarem o que valem, mesmo que cometam erros ou, nalguns casos, se deslumbrem -  nem dimensão ou estrutura orgânica e funcional para corresponder a desafios importantes, e, nesse caso, deve ser penalizado enquanto é tempo, evitando males futuros maiores e irresolúveis; ou, pelo contrário, esse partido está refém e é dominado por interesses associados a qualquer grupo restrito de pessoas, que não abrem mão desse controlo, e que autistas se comportam - porque no fundo para eles é mais importante manter o seu casulo inexpugnável - indiferentes às críticas e, mais do que isso, de mostram incapazes de perceber a realidade e de, por antecipação e pragmatismo, agirem em conformidade. Simples entender a mensagem: quando as pessoas não têm perfil ou não mostram as adequadas competências para um deter,minado projecto que exige credibilidade pessoal, então há que substitui-las, sem dramas, sem polémicas e sem que venha nenhum mal ao mundo. Pensem nisso enquanto há tempo! (LFM)

quarta-feira, novembro 07, 2018

As asneiras (ingénuas) do deputado Silvano que viraram polémica só por ser SG do PSD de Rui Rio

O que se passou como deputado Silvano do PSD não tem nada de especial e se não fosse o fato dele ser o secretário-geral do PSD de Rui Rio. Logo a notícia deve ter sido passada para a comunicação social por algum viúvo ou alguma viúva do passismo,  motivados pelo seu ressabiamento - porque se não fosse assim nem teria sido notícia.
Esta é uma prática nos nossos parlamentos, há décadas, que está prevista regimentalmente. Trata-se de uma forma de evitar que haja deputados a perder mandatos por excesso de faltas. Há que ter a coragem de o dizer.
Eu sei que há milhares de justificações de faltas parlamentares "por motivos de actividade partidária ou política" argumento que garante ao deputado, repito, que por não ter comparecido não será penalizado. Obviamente que não tendo comparecido no plenário ou numa reunião de comissão não pode auferir o subsídio de deslocação, caso ele exista. Mas isso são questões diferentes.
O problema é que o registo das presenças de Silvano foi feito através do sistema digital do parlamento com recurso a uma segunda pessoa que alegadamente terá usado a password de acesso ao referido sistema e que apenas o deputado Silvano - eventualmente alguns funcionários de apoio no grupo parlamentar - conhecerão.

Pragmáticamente...é isto. E mais nada!

Considerando os picos, maior e menor, da votação para as regionais entre 2004 e 2015, verifica-se o seguinte:
- a abstenção entre 2004 e 2015 aumentou cerca de 19 mil eleitores apesar dos votantes eleitores terem aumentado mais cerca de 10 mil pessoas, reduzindo entre 2007 e 2015 em mais de 13 mil eleitores aumentando cerca de 7 mil eleitores entre 2007 e 2011 e baixando entre 2011 e 2015 perto de 20 mil eleitores. Uma das recomendações que deixo  é a de associarem o ano a acontecimentos ligados às eleições e tentar tirar as conclusões (2007, regionais depois da polémica com lei de finanças regionais, a maior votação, 2011, regionais em ano de descoberta da dívida "oculta" de 1,1 milhões de euros e perspectiva de austeridade imposta por Lisboa, o que sucedeu em 2012, e 2015 ano da saída de João Jardim da liderança do PSD). Entre 2004 e 2015 a taxa de participação eleitoral variou de 60,5% em 2017 para 49,7% em 2015.
Obviamente que a abstenção variou também entre os 39,5% de 2007 - dos mais baixos de sempre - e os 50,3% em 2015, o valor mais alto de sempre em eleições regionais.
Quanto ao PSD - considerando o mesmo período em análise no quadro - e se exceptuarmos os mais de 90 mil votos em 2007, um dos valores mais altos, constata-e que os 56,5 mil votos de 2015 foi dos mais baixos de sempre, menos 17.330 votos que em 2004 e menos 14.982 votos entre 2011 e 2015.
Curiosamente entre 2004 e 2015 o PS obteve neste ano o valor mais baixo de todos - apesar de ter concorrido numa espécie de coligação - e o CDS que em 2011 tinha dado um alto por razões facilmente explicáveis e que não tem qualquer mérito próprio, acabou por perder deputados e perto de 8.500 votos entre 2011 e 2015.
Curiosamente entre 2011 e 2015 o CDS perdeu quase 8.500 votos e o PSD outros quase 15 mil votos (o PS desceu 2.300 votos). Se somarmos estas perdas, perto de 25.800 votos superam os cerca de mais 20 mil eleitores abstencionistas entre 2011 e 2015. Mas a este fenómeno temos que associar os 13.000 votos que a JPP obteve ma sua primeira participação eleitoral para o parlamento regional, o que demonstra que os principais partidos perderam eleitores para este antigo movimento de cidadãos transformado em partido para as regionais de há 4 anos (isto sem falar na queda eleitoral do PTP que passou de 10.200 votos em 2011 para um número indefinido em 2015 dado que se perdeu numa espécie de coligação liderada pelo PS e que politica e eleitoralmente foi desastrosa (LFM)

segunda-feira, novembro 05, 2018

Eleições na RAM 8

Depois destas publicações cada um que faça as análise que entender e tire as conclusões que achar por bem.  Só faço um pedido: não inventem por favor! E não digam que o branco é preto só porque vos convém ou por que erradamente acham que conseguem enganar as pessoas. O que é branco será branco para sempre, o que é preto, preto continuará a ser. Transporte esta ideia para os resultados eleitorais e para o que se passou nas últimas eleições realizadas na Madeira. Dizer que nada aconteceu é uma patetice própria de mentecaptos.

Eleições na RAM 7


Este quadro mostra um comparativo entre as eleições autárquicas de 2013 e as autárquicas de 2017, realizadas na Madeira, porque desconfio que é a partir destes valores eleitorais que muitas estratégias foram desencadeadas, nomeadamente no PS.

Eleições na RAM 6


Esta sequência de quadros mostra a evolução dos principais partidos políticos da Madeira (PSD, PS, CDS, PCP e Bloco de Esquerda), nas três últimas eleições realizadas para a Assembleia Legislativa, Assembleia Regional, Autárquicas e Europeias

Eleições na RAM 5


Este quadro mostra a data de realização de todas as eleições regionais e as eleições para a Assembleia da  República. Podemos constatar que raras vezes as eleições legislativas nacionais ocorreram no mesmo ano das regionais, algo que aconteceu em 2015 devido à dissolução do parlamento regional.

Eleições na RAM 4


Este quadro mostra a data de realização de todas as eleições regionais para a Assembleia Legislativa da Madeira. Lembramos que em 2007 (lei de finanças regionais) e 2015 (nova liderança do  PSD e abandono de João Jardim) realizaram-se dois actos eleitorais antecipados.

Eleições na RAM 3

Estes quadros mostram a evolução dos principais partidos da Madeira em todas as eleições regionais, entre 1976 e 2015, considerando também os valores da abstenção, o número de deputados eleitos, o número de partidos concorrentes e respectivas percentagens, da abstenção e dos partidos. Num outro quadro estão reunidos os votos dos pequenos partidos, incluindo nestes a JPP porque apenas concorreu em 2015 às regionais (recolha e quadros de LFM).

domingo, novembro 04, 2018

Eleições na RAM 2

Este quadro mostra uma série de dados eleitorais no concelho do Funchal (votos e percentagens, abstenções e votantes) - que terá sempre um peso decisivo na resolução de qualquer eleição na Madeira. Considerei neste estudo as regionais de 2007, 2011 e 2015 e as autárquicas de 2009, 2013 e 2017 (recolha e quadros de LFM)

Eleições na RAM 1




Cada um destes quadros mostra uma série de dados eleitorais (votos, percentagens, inscritos, votantes, abstenções e percentagens) dos cinco principais partidos em eleições realizadas na Madeira entre 2007 e 2017. Considerei neste estudo as 3 últimas regionais, 3 autárquicas, 3 legislativas nacionais e 2 europeias (recolha e quadros de LFM).

Reflexão: só espero que os média saibam separar o trigo do joio e denunciem os manipuladores e suas motivações

A culpa muitas vezes é das pessoas com responsabilidades, e que obedecem a princípios deontológicos que não se podem perder, que acham que determinados indivíduos que por puro oportunismo se encostam, são uma espécie de sumidades da treta. A "renovação" idiota, porque se foi deturpando e distorcendo aceleradamente à medida que a espuma dos dias foi pondo a descoberto a verdade, em nome da qual muita coisa será destruída se não forem tomadas as medidas que neste momentos se exigem - porque quatro anos depois acabou o tempo da palermice e do vedetismo anão - transformar-se-á na tumba de muita coisa e os coveiros desses episódios dificilmente se safarão - como talvez acreditam que o conseguirão - ao julgamento seja ele qual for, doa ele o que doer. Há momentos em que já não ligados aos estragos nem ao rasto de destruição que o ajuste de contas eventualmente provoque. Ele simplesmente tem que ser feito. Ponto!
A "renovação" foi um episódio, um hiato, um ajuste de contas, um momento para a formalização da mudança de uns pelos outros, mantendo-se a disputa pelos lugares e a ânsia de protagonismo e o desfilar de vaidades pessoais absolutamente hilariantes e patéticas. Basta andar em determinados locais da cidade - porque é lá que se sabem as coisas, a realidade, e não sentados em gabinetes ou estirados em sofás sem nada de útil que fazer - para percebermos que terão mudado as moscas mas que tudo o resto, alegadamente podre e ultrapassado, continua na mesma, ou pior, nalguns casos bem pior, porque a lata e o descaramento hoje são algo substancialmente pior e mais descarado do que antes. Deixou de haver um pingo de vergonha para a insinuação, para os estatutos sociais de merda, para as influências da trampa, para tudo isso. Hoje, como ontem, ou há credibilidade e respeitabilidade e competência, de facto, ou nada feito.
Por isso não espanta que assistamos hoje, também e lamentavelmente, a meios de comunicação social - e a crise na comunicação social é cada vez mais dramática e com consequências ainda imprevisíveis, bem piores do que o rasto de destruição que já a penalizou de forma demolidora - que em vez de manterem uma postura de cautela e distanciamento para evitar que sejam manipulados, enganados e usados por oportunistas de pacotilha, que por aí andam em busca de tachos, que apostam em transformar jornais, rádios ou televisões em meros amplificadores da idiotice e do absurdo, como se no tempos que correm e com os meios que são colocados ao dispor das pessoas, fosse possível a qualquer instituição pública se comportar de forma leviana ou recorrer a comportamentos abusivamente perniciosos e eticamente reprováveis. sejam com quem for. Alguém minimamente formado e informado acredita nisso?
Cada história tem, do outro lado, no reverso da medalha, uma outra história, a verdadeira, nem sempre abonatória, melhor dizendo, quase sempre pouco ou nada abonatória para quem é nela protagonista. Por isso no início só se conhece apenas uma versão, a história mal contada e não censurada de um dos lados da contenda (?), regra geral motivado por despeito, vingança ou ajuste de contas pessoal.
Suspeito - porque é sempre assim e todas estas idiotices - que se um dia a história for conhecida, em todos os seus contornos e com todas as suas vicissitudes, que provavelmente alguém ficará muito "mal na fotografia". Demasiado mal que duvido que lhe interesse que essa história seja conhecida integralmente.
Mas quando se fica a conhecer a história completa, a versão de todos os lados da "contenda", então tudo muda e a alegada "vítima" normalmente acaba por se comporta-se os ratos quando a água caminha na sua direcção. Não há mais espaço a versões vesgas, porque as histórias, todas as histórias, têm sempre um início, um meio e um fim.
O problema é que as instituições públicas, falemos delas, em vez, como deviam, de responder na mesma moeda, especulativa e distorcida, defendendo-se, exigindo a imediata clarificação de acusações infundadas, assim se presume, ou de fazerem o público desmontar de narrativas de merda, remetem-se ao silêncio deixando que o tempo esqueça o que não pode nem deve ser esquecido.
E sobretudo quando devem ser equacionados o enumerar de procedimentos adoptados, de como foram adoptados, quando, porquê e para quê e quem. E com que consequências. Nem falo nas questões morais e na autoridade moral pessoal porque não devo confundir as coisas, apesar de elas se interligarem. Se as instituições públicas abandonarem o silêncio passivo e amedrontado, e de consciência tranquila - há que tê-la como é evidente - saltarem a terreiro pugnando pela sua defesa e contra-atacando ao mesmo nível dos outros protagonistas da contenda, com a firme disposição da sua autodefesa, as cosias mudariam imediatamente.
Como é que um patético qualquer que salta de um lado da política para outro, qual saltimbanco oportunista, se julga uma espécie "educador das massas" reclamando para si valores éticos que não transporte nem demonstra possuir? E média, desculpem mas as coisas devem que ser ditas, precisam de ter redobradas cautelas, porque tal como não gostam nem conceda espaço para que se fale publicamente dos seus problemas quando eles ( se eles) os - e existem, - também não podem depender da especulação mediática para que a reboque se uma qualquer notícia mais especulativa, venda mais jornais ou tenham mais audiências - que não vendem nem têm.
A auto-defesa, mas sobretudo a verdade e o contraditório são regras essenciais - penso eu - de uma deontologia profissional que nunca vai deixar de existir e sobreviver estoicamente, mesmo que jornais, rádios e televisões um dia acabem. E é isso que marca a diferença, impedir a todo o custo que os média sejam usados em questiúnculas pessoais ou em oportunismos perfeitamente identificados e mais facilmente desmontáveis. E que não podem deixar, seja de que forma for, um meio de comunicação, qualquer que ele seja, numa posição de fragilidade por não ter respeitado as regras essenciais dos procedimentos. No que em que se perceber que o banditismo ético que caracteriza as redes sociais e a libertinagem do que lá andam, afinal se compara a um jornal, uma rádio ou uma televisão, então estes tornam-se obsoleto e dispensáveis, enquanto que que as redes sociais sobreviverão. Esse dia seria para mim um dos mais tristes! (LFM)

sexta-feira, novembro 02, 2018

Que Marcelo Rebelo de Sousa faça o que tem (e deve) que fazer para ser o que diz ser

O Presidente Marcelo Rebelo Sousa, com o show-off que sempre o caracteriza e com a mediatização de tudo o que faz - como se ele fosse uma espécie de poder paralelo que, bem vistas as coisas, não é, nunca será e pouco ou nada manda - está na Madeira, visita que valerá zero, repito ZERO, caso o locatário de Belém não intervenha na clarificação e na solução de dois problemas que julgo serem graves, os quais persistem e contaminam o relacionamento entre o Estado e a Região, penalizando a Madeira e os Madeirenses:
- por um lado, falo na urgente necessidade de obrigar o Estado, através do seu amigalhaço Costa e enquanto accionista maioritário (50%) da empresa, a acabar de uma vez por todas com o escândalo da TAP (e por arrastamento noutras companhias privadas oportunistas...) e no roubo que é feito todos os dias aos madeirenses e açorianos e ao erário público - porque na realidade estamos a falar de financiamento indevido, criminoso e encapotado das companhias aéreas que operam para a Madeira em vergonhoso conluio negociado nos bastidores entre todas elas, com a cumplicidade zarolha do regulador e do Estado que se limite a pagar milhões à TAP e demais companhias no quadro do subsídio de mobilidade que para essas empresas virou uma teta leiteira a que se agarraram e não mais largam. Como é que um Presidente responsável e preocupado pode olhar, calado e de forma subserviente, tudo o que se passa com a TAP que trata as ligações entre as regiões insulares e o Continente, como trata das ligações entre Lisboa e o Brasil, EUA ou os destinos europeus?
- O que espera o Presidente - caso seja um presidente preocupado e interessado como diz ser mas não mostra - para ser protagonista activo na superação de dificuldades estranhamente criadas, para intervir junto do governo do seu amigalhaço  Costa - até porque Belém é que vai promulgar o orçamento de estado - para exigir um a explicação à misteriosa contabilidade feita por Lisboa para que 50% dos custos da construção do novo Hospital da Madeira, não seja metade desse investimento, mas tenha antes duas ou tr~es interpretações diferentes, 13%, 26%, e por aqui vamos? Vai promulgar o OE-2019 depois de Costa ter prometido um financiamento de 50% dos custos de constrição do Hospital da Madeira, sem comprovar previamente se é esse o calor inscrito no documento que lhe enviarão para promulgar? Vai falar discretamente com o seu amigalhaço Costa sobre isto ou vai-se comportar como uma espécie de "rainha da Inglaterra" sentada no sofá, cegueta e dispensável por desnecessária?
Finalmente, já no quadro  institucional, mantenha uma conversa com o seu Representante da República porque me parece que há protagonismos excessivos que devem ser  clarificados por muita fome de holofotes e da ribalta mediática - os vícios pegam-se rápido...- possa existir. Percebe-se isso em  MRS porque, bem vistas as coisas, ele chegou a Belém depois de anos de presença televisiva calculista e devidamente pensada, em privilegiados espaços de opinião onde nunca teve contraditório, facto que transformou a corrida presidencial de 2016 numa farsa e num espectáculo desequilibrado por tudo o que aconteceu anteriormente a essa corrida presidencial. Falo do papel institucional do representante da República, do deu protagonismo absolutamente intolerável, dos riscos que isso implica na distorção do seu enquadramento institucional e constitucional e na deturpação da realidade e das competência reservadas  ao escolhido por MRS, entidade que esperamos seja definitivamente tratada de forma adequada  em próxima revisão constitucional. Aliás há uma outra postura nos Açores por parte de uma personalidade, diplomata de carreira, com quem tive o prazer de estar recentemente, e que assumiu uma adequada concepção relativamente ao seu papel e enquadramento na realidade constitucional naquela  Região.
Mal seria de personagens escolhidas pelo PR acabassem "usadas" em guerras político-partidárias paroquiais entre entidades públicas numa mesma região, tudo por causa de motivações políticas que convidam o Representante para certos actos públicos só para que os mesmos não sejam presididos pela entidade regional competente. Aliás é por tudo isto que a autonomia será sempre refém de politiquices e de concepções mesquinhas de autênticos "blocos de cimento" que na realidade são os principais obstáculos à afirmação da autonomia regional como uma solução supra-partidária.
Se estas questões não forem clarificadas pelo Presidente MRS ele pode continuar a visitar a Madeira a beijar quem entender, a ser protagonista de selfies e selfinhas e a branquear o seu "reinado" com  a cumplicidade conivente da comunicação social mas a história, essa sim, implacavelmente o julgará no devido momento e de forma exemplar sobre o que fez e não fez, porque tinha a obrigação de intervir e não interveio. Nomeadamente medindo a diferença entre o assumir corajoso de responsabilidades e obrigações que lhe valem e o show-off mediatizado que dá votos na recandidatura e transforma um presidente num astuto e hábil "animal político" na verdadeira acepção do termo, com todas as virtudes e os defeitos que essa adjectivação comporta. Fico à espera que MRS assuma as suas responsabilidades e seja uma "ponte" como acho que deve ser, pelo menos no que às duas primeiras questões que coloquei, e que estão a minar as relações entre o Estado e a Região. Talvez seja então, na recandidatura de 2021, já decidida mas escondida, o que não fui em 2016 por convicção pessoal: votante nas presidenciais e votante em MRS! Boa visita à Madeira e, sobretudo, que saiba ouvir e reter o que neste momento é essencial para esta terra de paz e de gente boa (LFM)

terça-feira, outubro 30, 2018

Debate na Generalidade OE 2019: Paulo Neves versus Ministro do Planeamento e das Infraestruturas (mobilidade)

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Brasil: os erros do PT (e de Lula e Dilma) e as razões de Balsonaro

O recém eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, é um produto do PT de Lula e de Dilma, da corrupção vergonhosa que legaram ao país, da manipulação do poder, do agravamento da crise social e económica, do recuo na alfabetização e no acesso à educação (apesar dos bons passos dados no início do mandato de Lula), do aumento do desemprego e do agravamento da criminalidade que atinge números alucinantes.
Não nos esqueçamos que o Brasil registou mais de 26 mil assassinatos no 1º semestre de 2018 mas este número não é real dado que Maranhão, Paraná e Tocantins não divulgam as suas estatísticas completas. Em 2017 foram registadas no Brasil quase 60 mil pessoas assassinadas
Bolsonaro é fruto da conjugação de tudo isso, da insegurança que se apoderou da sociedade brasileira, sejam os ricos ou os pobres, e com números cada vez maiores.
Bolsonaro pode ser um potencial vazio de propostas, de programas, de ideias políticas consistentes e coerentes, pode não ter deixado nenhuma solução concretas e exequível para os grandes problemas do Brasil. De política externa então é mais que zero!
Mas bastou-lhe enfatizar o discurso de prioridade pessoal no combate ao crime e aos corruptos para que este militar, que andou durante 20 anos dos corredores do poder parlamentar em Brasília, sem que ninguém tivesse dado por ele, se tenha proposto como candidato e desde início tenha subido em todas as sondagens.
O seu adversário na segunda volta - para além de ter sido protagonista destacado do ciclo petista no poder, e de estar a braços com potenciais processos judiciais no quadro dos megas processos que envolvem Lula e a não reeleita Dilma, entre outros, cometeu um erro terrível, desde início da sua campanha.
Desde logo ele nunca foi o candidato ideal para combater Bolsonaro. A esquerda brasileira tinha outras alternativas menos queimadas, tinha outros nomes, situados acima dos partidos, mas é público que Lula e Dilma recusaram todos eles, facto que levou o PT a insistir, patética e provocadoramente na pretensa candidatura de Lula, preso por corrupção, quando era sabido que a justiça brasileira nunca cederia e que essa candidatura era uma espécie de mito usado pelo PT para manipular a opinião pública adepta dos petistas e conduzir o PT para uma situação de ilusão que acabou penalizando a sua campanha, enquanto Bolsonaro ia reunindo apoios e "tropas" à sua volta e radicalizando o discurso e a mensagem eleitoral.
Haddad foi um falhanço desde início, provavelmente por ter sido escolhido pelo próprio Lula e por nunca se ter desligado do ex-Presidente e amigo. Haddad era visita de Lula durante a pré-campanha e campanha eleitoral, e não havia discurso que não falasse no antigo Presidente, na expectativa de que isso se revelasse uma mais-valia eleitoral para o PT, partido que, enquanto tal, nunca conseguiu mais do que 20% em qualquer eleição no Brasil.
Haddad não resistiu ao facto da eleição presidencial se ter transformado numa disputa entre os pró-PT e os anti-PT, e nem sequer conseguiu conter o facto de ter sido, já durante a campanha, e segundo as sondagens, o petista com menor apoio no Nordeste brasileiro desde 2002. Ora o Nordeste sempre foi fundamental para o  PT e em qualquer eleição e em certa medida voltou a ser, quer na garantia da segunda volta ao candidato do PT, quer na obtenção dos 45% de votos na segunda volta. Haddad demorou demasiado tempo a perceber que essa colagem a Lula o penalizou de forma decisiva, incapacitando-o de recuperar a significativa diferença eleitoral para Balsonaro, apesar das bacoradas, das asneiradas e dos estragos causados ele e pelos seus absurdos filhotes.
Balsonaro sabia que com maior ou menor dificuldade estaria na segunda volta e que seria nessa que tudo se decidiria. Por isso adoptou uma estratégia eleitoral pessoal que, mais do que uma provocação aos adversários, apostou em introduzir, nalguns casos  estranhamente, novas questões ao fenómeno político das eleições nas democracias  e em pleno tempo das redes sociais. Questões essas que, estou certo vão suscitar nos próximos tempos um debate muito interessante e longe de ser consensual - aliás tal como aconteceu com Trump e a sua obsessão pelas redes sociais - com destaque para o Twitter - destinado a identificar as principais ameaças à democracia e aos métodos mais tradicionais das campanhas eleitorais e da comunicação entre candidatos e eleitores (LFM)

Funchal: porque não mostram os estudos sobre impacto das decisões no trânsito urbano?

Pode a Câmara Municipal do Funchal negar todos os dias, mil vezes, que o trânsito no Funchal não está pior - devido a obras e a alterações na circulação com estradas encerradas, etc - que ninguém acredita. Sobretudo quem anda na cidade, quer usando o carro próprio, quer recorrendo aos transportes públicos nos quais é cada vez mais visível o stress dos motoristas pressionados pelo cumprimento de horários apesar dos atrasos imputáveis a terceiros.


Ou seja, a CMF sabe, mas não assume, que há problemas no trânsito citadino funchalense. Aliás, ontem mesmo, reparei que desde muito cedo alguns jovens foram colocados em pontos determinantes da cidade - provavelmente considerados mais complexos em termos de tráfego automóvel - a controlar o movimento automóvel, claramente um trabalho destinado a dar indicações mais seguras, a quem de direito, para eventuais mudanças. Penso, e espero, que os dados recolhidos, que não se devem limitar apenas a um dia e a horário específico matinal, possam ajudar a CMF a alterar o que tiver por ser alterado, a assumir os erros se eles forem identificados e a mudar o discurso, tentando negar o que é uma evidência. Claro que as coisas podem ser melhoradas. Mas com fundamentalismos idiotas ou "cegueiras" auto-impostas só por conveniência, as coisas tendem a agravar-se, nunca a melhorar.
E, já agora, divulguem os resultados dos estudos realizados (?) sobre o trânsito na cidade - creio que o povo funchalense os desconhece - e divulguem também os estudos sobre o impacto das alterações introduzidas na cidade em termos da circulação automóvel (LFM, fotos do JM e DN, com a devida vénia)

Debate na Generalidade do Orçamento do Estado para 2019: Lara Martinho (PS-Açores) versus Mário Centeno (mansinho)

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Debate na Generalidade do Orçamento do Estado para 2019: Sara Madruga da Costa versus Mário Centeno (irritado)

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Debate na Generalidade do Orçamento do Estado para 2019: Rubina Berardo versus Carlos Pereira

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segunda-feira, outubro 29, 2018

Os "paridores" de partidos...

Em Portugal parece que voltamos, de novo, a uma espécie de psicose patética de criar partidos por tudo e por nada, particularmente por motivos resultantes de amuos pessoais ou divergências políticas. Os casos mais recentes surgiram no centro-direita, ou mesmo na direita portuguesa, com Santana Lopes a dar o primeiro sinal com o seu abandono do PSD e a criação da (ou do?) Aliança - que apenas vai complicar a vida aos social-democratas, eleitoralmente falando, embora se desconheça em que medida e com que amplitude. Seguiu-se André Ventura um desconhecido comentador desportivo de televisão (Benfica) na CMTV, que ficou conhecido por se ter candidatado à liderança da Câmara de Loures (perdeu para o comunista Bernardino Soares), empurrado pelo Passos e que ficou logo negativamente mercado, já em 2017, por um discurso radicalmente algo xenófobo. Mais recentemente diz ter abandonado o PSD e, a reboque disso, ter saído da edilidade de Loures para a qual tinha sido eleito como vereador sem  pelouros.

Madeira: TAP virou empresa aldrabona?


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Será que a nossa TAP, para além da roubalheira com as passagens entre o Funchal e Lisboa, juntou outra habilidade ao seu vergonhoso curriculo - ou não se tratasse de uma empresa verdadeiramente...artista! - a de aldrabar as pessoas ou de gozar com elas?
Vamos a factos depois de uma projecção de reserva que hoje formalizei e que mostra como esta empresa se está a cagar para os madeirenses. A TAP é mentirosamente chamada de empresa pública, quando na realidade apenas estamos a falar de uma patifaria feita pela geringonça, ou seja um frete sindical que por via da reversão da privatização, permitiu manter as mordomias dos sindicatos que temiam que com a privatização da TAP nos moldes decididos pelo Passos e pelo Portas perdessem:
a) reservei uma viagem entre o Funchal e Lisboa, no dia 31 de Outubro, e escolhi um voo que marca 62,09 euros (imagem 1);
b) marquei o regresso, Lisboa-Funchal, no dia 6 de Novembro, escolhendo uma viagem que custa, segundo o site, 159,09 euros (imagem 2);
c) em vez de pagar  221,18 euros, o somatório dos dois preços indicados no site a TAP obriga-me a pagar 461,18 euros (imagens 3 e 4)
E ninguém denuncia esta merda? Ninguém obriga estes cabrões a se comportarem como devem? Ou o Estado está sem rei nem roque e as empresas alegadamente públicas viraram covil de bandalhos geringonçados?