Segunda-feira, Janeiro 31, 2011
60% dos franceses diz que há em Francia demasiados imigrantes
Los políticos franceses suspenden
En este barómetro sobre la confianza de los franceses se descubre además que un 42 por ciento de los galos no se fía "demasiado" del presidente del Gobierno, Nicolas Sarkozy, y que un 47 por ciento "nunca confió en él". Otras personalidades políticas del país tampoco reciben un aprobado, entre ellas la ex candidata socialista a la presidencia de Francia, Ségolène Royal, con un nivel de desconfianza del 56 por ciento, que se eleva al 68 por ciento en el caso de la presidenta del partido de ultraderecha Frente Nacional, Marine Le Pen. Ocho de cada 10 franceses consultados creen que a los políticos les preocupa "poco o nada" lo que piensa la población, y casi seis de cada diez no confían "ni en la derecha ni en la izquierda" para gobernar el país. Asimismo, un 57 por ciento estima que la democracia en Francia "funciona muy mal o no demasiado bien", y el 69 por ciento de los preguntados por asegura que los jóvenes de hoy en día tienen menos posibilidades de triunfar que la generación de sus padres".
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Opinião: "Funcionários de Bruxelas prejudicam Portugal?"
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No quadro das empresas públicas com prejuízos o sector dos transportes é o pior
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Economista que geriu entrada do FMI em 1983 aconselha pedido de ajuda externa
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Mais de 1200 alunos já cancelaram este ano a inscrição só em três das universidades...
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Açores: Sector da construção entrou em crise a partir de 2009
Garante o Açoriano Oriental, num texto do jornalista Pedro Lagarto, que "o ano de 2009, com uma quebra do volume de negócios de 182 milhões de euros face ao ano anterior, pôs cobro a uma evolução no sector da construção civil açoriana que se vinha fazendo sentir pelo menos desde 2004. Naquele período aumentou substancialmente o número de empresas de construção com alvará, o respectivo volume de negócios, bem como foi superior o ritmo de criação de novas unidades face às que deixaram o sector. Todavia, em 2009, a crise puxou o sector para baixo, conforme se constata no estudo da responsabilidade do Instituto da Construção e do Imobiliário. O estudo começa por revelar que entre 2004 e 2009 o número de empresas habilitadas com alvará de construção passou de 273 para 434, o que representa um crescimento de 58,97%, por sinal, a segunda maior evolução a nível de todas as regiões do País. Naquele período destaque para os concelhos de Santa Cruz (Graciosa), Angra do Heroísmo (Terceira), Lagoa (São Miguel), Velas (São Jorge) e Vila do Porto (Santa Maria), que registaram um aumento do número de empresas com alvará de construção superior a 100%. Em termos de peso relativo das várias regiões, no que respeita ao número de empresas com alvará de construção, os Açores elevaram a sua percentagem no total do País de 1,08% para 1,79% entre 2004 e 2009. Assim, os Açores conquistaram 0,71 pontos percentuais na “quota” do número de empresas de construção com alvará emitido pelo Instituto da Construção e do Imobiliário, o que de qualquer modo não impede esta Região de permanecer no último lugar do “ranking” a nível do país. Quebra de 182 milhões O estudo analisou igualmente a evolução do volume de negócios das empresas de construção com alvará entre 2004 e 2009. E conclui que se registou naquele período um aumento da ordem dos 18,27%, ainda que no último ano em análise, portanto, entre 2008 e 2009, se tenha assistido a uma quebra significativa de 740 para 568 milhões de euros (-182 milhões de euros). Dito de outro modo, a evolução do volume de negócios não acompanhou, necessariamente, a evolução do número de empresas habilitadas para o exercício da actividade de construção. Já a nível da criação de empresas, entre 2005 e 2009, surgiram 310 novas unidades de construção no arquipélago dos Açores às quais foram atribuídas alvará, sendo que o ano de 2007 revelou-se o mais profícuo para o período em análise (107 novas empresas). De modo inverso, o estudo avança que deixaram o sector durante o mesmo período 149 empresas, com destaque para 2009 (- 44 empresas), praticamente o dobro das saídas face ao ano anterior".Etiquetas: Açores
Açores: Nova secretária da Educação promete prosseguir política da sua antecessora, mas com outra “sensibilidade"...
Li no Diário dos Açores que "a nova secretária regional da Educação e Formação, Cláudia Cardoso, prometeu que vai seguir a mesma política educativa que a sua antecessora nesta pasta do Governo dos Açores, embora com “sensibilidade” diferente. “O que eu pretendo é continuar a fazer o bom trabalho que tem sido feito no sector da educação pelos governos socialistas”, afirmou Cláudia Cardoso em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de posse, que decorreu na sala do plenário da Assembleia Legislativa Regional, na Horta. Cláudia Cardoso salientou, no entanto, que cada pessoa tem a sua “sensibilidade”, podendo daí “decorrer algumas alterações” relativamente à actuação a seguir. A dignificação da carreira docente e a melhoria do sistema educativo são algumas das prioridades da nova secretária regional da Educação, que, relativamente à reivindicação dos sindicatos para que o governo abre os concursos interno e externo de professores, garantiu uma decisão para breve. Cláudia Cardoso admitindo mesmo que o executivo possa tomar uma decisão sobre esta matéria na próxima semana. Por seu lado, o presidente do executivo regional, Carlos César, salientou que “refrescamento” do governo ocorre numa área “fundamental” para os Açores, para a qual a nova secretária regional tem “aptidões especiais”. Carlos César recusou que a anterior secretária regional da Educação, Lina Mendes, tenha abandonado o cargo na sequência da contestação dos sindicatos de professores devido à decisão de não abrir os concursos interno e externo de docentes. “Nenhum sindicato até hoje, desde que eu sou presidente do governo, remodelou alguém no governo. Era o que mais faltava”, afirmou Carlos César, acrescentando que o executivo açoriano “não governa para os sindicatos”, nem muda de opinião por causa deles”.Etiquetas: Açores
Açores: 17.266 beneficiários do RSI
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Açores: Farmácias hospitalares vão dispensar medicamentos em unidose
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Rebelião no Egipto já foi baptizada como a 1ª revolução da Al-Jazeera no mundo árabe
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Taguspark dá aumentos salariais superiores a 10%...
AUDITORIA ENVIADA A INVESTIGADORES
Os accionistas do Taguspark decidiram em assembleia geral, no final de Novembro de 2010, enviar ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas a auditoria financeira à gestão da equipa liderada por Américo Thomati. O documento foi enviado aoMinistério Público e ao Tribunal de Contas devido à existência de dúvidas sobre eventuais ilegalidades em determinado tipo de procedimentos. Na altura, não foram revelados os casos que levantaram dúvidas aos accionistas.
CÂMARA DE OEIRAS LIDERA ACCIONISTAS
A Câmara Municipal de Oeiras, presidida por Isaltino Morais, é o maior accionista do Taguspark. Com uma participação de 17,01% no capital social do parque tecnológico, a autarquia de Oeiras surge à frente do Instituto Superior Técnico e do BPI, que têm 12,64% e 11,03%, respectivamente.
IDA A JULGAMENTO EM CAUSA
A juíza do processo Taguspark decide na próxima sexta-feira se leva a julgamento Rui Pedro Soares, ex-administrador não-executivo do Taguspark, Américo Thomati e João Carlos Silva, ex-gestores executivos do parque tecnológico. O Ministério Público acusa estes três gestores do crime de corrupção passiva para acto ilícito. O ‘caso Taguspark’, que resultou de uma certidão retirada do processo ‘Face Oculta’, está relacionado com o contrato de gestão de imagem celebrado entre Luís Figo e o Taguspark no Verão de 2009. No essencial, o Ministério Público suspeita de que os então administradores do Taguspark usaram a imagem do ex-internacional português para beneficiar uma candidatura partidária, neste caso a de José Sócrates, nas eleições legislativas de Setembro de 2009. Luís Figo, que assinou o contrato com o Taguspark pelo valor global de 750 mil euros em três anos, não foi acusado de corrupção, por desconhecer que aquele parque tecnológico era detido por uma maioria de capitais públicos. O processo está em fase de instrução desde Abril, e Rui Pedro Soares, em sua defesa, pediu à PT para entregar ao Tribunal de Instrução Criminal o contrato publicitário dos Gato Fedorento, para provar que Figo não terá sido favorecido.
JOSÉ MOURINHO ROMPEU CONTRATO
José Mourinho assinou com o Taguspark um contrato de cedência dos direitos de imagem. Com um valor de 250 mil euros por um ano, Mourinho assinou o contrato no Verão de 2009, mas desistiu dele em Outubro desse ano. No centro desta renúncia está, segundo as actas do parque tecnológico, o facto de o treinador do Real Madrid não ter gostado do guião do filme que tinha de fazer com Figo”.
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Seis candidatos, uma eleição e Cavaco Silva Presidente
Às 20 horas, altura em que foram apresentadas as primeiras projecções, estavam 1.435.500 espectadores a seguir a RTP1. Já a SIC registou uma audiência média de 944.200 espectadores e a TVI alcançou uma audiência média de 999.200 espectadores.
Dos espectadores que viram a emissão especial da RTP1, cerca de 71% contactou também com a emissão das Presidenciais 2011 da SIC, e 76.9% viu também a emissão da estão de Queluz. Análise realizada pela MediaMonitor com base em dados retirados do MMW/Telereport. (fonte: Marktest.com, Janeiro de 2011)
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Açores: demissões no Governo Regional (educação)...
“Operação de cosmética”
Depois de conhecida a nova titular da pasta da Educação, o PSD/Açores considerou que a mudança na Secretaria Regional da Educação e Formação é uma “operação de cosmética”, num governo que está “cansado”. António Marinho, líder parlamentar do PSD/Açores, considerou que a alteração no executivo regional é uma “renovação com pessoas velhas”, numa referência ao facto de Cláudia Cardoso, actual deputada do PS/Açores, já ter integrado o governo.
Saída natural
Para os restantes partidos da oposição parlamentar a saída de Lina Mendes foi considerada natural. Artur Lima, líder parlamentar do CDS-PP, recordou que o seu partido já tinha pedido há alguns meses a demissão de Lina Mendes por entender que “ela não tinha condições nem capacidade para exercer o cargo e dirigir os destinos da Educação nos Açores”. Opinião semelhante defendeu o deputado Paulo Estêvão, do PPM, para quem a titular da pasta da Educação “não tinha condições para ter sucesso por deficiências óbvias do ponto de vista do desempenho e da estratégia educativa”. Zuraida Soares, do BE, também foi crítica da actuação de Lina Mendes, afirmando esperar que, com esta mudança, “a educação leve outro rumo e seja encarada de uma maneira diferente e com o respeito (pelos profissionais) que até agora não tem existido”. Por seu lado, Aníbal Pires, do PCP, frisou que esta mudança na Secretaria Regional da Educação “era uma necessidade e uma inevitabilidade”, salientando que Lina Mendes estava “fragilizada” e “não correspondia ao que era necessário fazer”. A única voz discordante veio da maioria socialista, tendo o líder parlamentar do PS/Açores, Berto Messias, defendido que “o que mais interessa são as políticas e não as pessoas”. Nesse sentido, assegurou que o governo “continuará a desenvolver uma política educativa positiva”, tendo em atenção os interesses dos docentes, funcionários e alunos”.
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Salários de gestores custam 4,7 milhões...
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Morreu o jornalista José Pedro Barreto (TVI)
Li aqui que "faleceu recentemente o jornalista José Pedro Barreto, de 62 anos, na sequência de um acidente vascular cerebral, após uma cirurgia. Actualmente a desempenhar funções de editor de Internacional da TVI, chegou a ser director da estação de Queluz de Baixo entre 1996 e 1999. Começou a carreira em 1975, no ‘Jornal Novo’ mas passou ainda pelos jornais ‘A Tarde’, ‘Semanário’, ‘Primeiro de Janeiro’e ‘Diário de Notícias’. Ele faz parte do início e da história da TVI”, conta ao Correio da Manhã o director de informação da estação de Queluz de Baixo. Júlio Magalhães descreve o “companheiro de trabalho sereno e tranquilo, que dava bom ambiente à redacção” como “um dos jornalistas mais reconhecidos e competentes” do canal. José Pedro Barreto “foi uma das pessoas mais excepcionais com quem me cruzei na TVI, apesar de muito marcado pela vida, devido a alguns dissabores familiares”, acrescenta. O editor de internacional foi uma das caras da TVI na cobertura da cimeira da Nato, em Lisboa, no passado mês de Novembro, e esteve recentemente no Brasil, como enviado especial para as eleições presidenciais. “Ainda esta semana esteve até às quatro da manhã na TVI 24 a comentar o discurso de Obama ao congresso norte-americano”, lamentou Júlio Magalhães”. A vida tem destas coisas...Etiquetas: Jornalismo
Presidenciais: 80% do PS não votou Alegre!
O jornalista do Sol, José António Lima fez as contas a concluiu que “nunca o voto do eleitorado socialista se terá fragmentado tanto e em tantas direcções como nas presidenciais.. Manuel Alegre era o candidato oficial do PS, mas a contragosto de muitos socialistas, que não lhe perdoam a colagem dos últimos anos à esquerda radical e às teses do Bloco de Esquerda, a rebeldia antipartido do seu avanço contra Mário Soares em 2006 ou as críticas recorrentes à governação de Sócrates. De acordo com o modelo de transferência de voto assente em matrizes a nível distrital, Alegre não terá captado mais de 1/5 dos eleitores socialistas (cerca de 405 mil dos mais de 2 milhões obtidos pelo PS nas últimas legislativas, de Setembro de 2009 - quase tantos como os 380 mil que terá ido buscar ao eleitorado do BE...). Para vários sectores do PS, como era o caso evidente da ala soarista, Fernando Nobre era o candidato alternativo de recurso, capaz de congregar muitos socialistas descontentes com a escolha de Alegre e de representar, nestas presidenciais, um papel semelhante ao do movimento cívico de Alegre nas eleições de 2006. Nobre ultrapassou as melhores expectativas e quase igualou, com os seus 14,1%, a votação do próprio Mário Soares há cinco anos (14,3%). Com quase 600 mil votos, o presidente da AMI terá conquistado votos em quase todo o leque partidário (150 mil no centro-direita, 80 mil entre os abstencionistas, 15 mil no PCP), com destaque para os eleitores do PS que o preferiram a Alegre: 285 mil. O voto socialista em Nobre foi predominantemente de eleitorado urbano, do litoral do país e de várias capitais de distrito. No confronto directo Alegre-Nobre, o candidato dos soaristas apenas vence em 24 concelhos (ver mapa ao lado), com destaque para as vitórias nos distritos de Leiria, Aveiro e Faro”.Etiquetas: Presidenciais
China: Portugal perde 3,6 milhões por dia!
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Emprego só para dez em cada cem
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Casal apedrejado e executado por relação extraconjugal
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Ex-deputado e líder da JSD nacional em união gay
Num texto assinado pelos jornalistas do Correio da Manhã, Cristina Rita, João Saramago e Sónia Trigueirão é revelado que “o ex-líder da JSD Jorge Nuno Sá casou-se com Carlos Yanez, na conservatória de registo civil de Lisboa. É a primeira união homossexual assumida por um político português. Desde Maio, mais de 550 homossexuais já deram o nó no país ou em consulados de Portugal no estrangeiro, ao abrigo da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O actual membro do Conselho Nacional do PSD e ex-deputado apresentou o seu cônjuge a alguns dos colegas de partido, no último conselho nacional. Ao que apurou o Correio da Manhã, Carlos Yanez é de origem sul-americana e o casal ter-se-á conhecido em Cuba. Problemas de saúde levaram familiares de ambos ao país caribenho para tratamentos e terá sido numa dessas viagens que Jorge e Carlos se conheceram. A cerimónia de ontem foi discreta e restrita e alguns dos convidados só souberam da data da formalização da união na semana passada. No último conselho nacional, em Novembro, Jorge Nuno Sá foi o único a votar contra o apoio à recandidatura de Cavaco Silva às presidenciais. Desde que a lei que permite casamentos homossexuais em Portugal entrou em vigor (Maio de 2010), já se realizaram mais de 277 casamentos. Segundo dados do Ministério da Justiça, até 31 de Dezembro foram celebrados 256 matrimónios em território nacional e 21 em consulados de Portugal no estrangeiro. Os homens lideram a lista, com 201 casamentos, e é no distrito de Lisboa que se celebram mais matrimónios gay. Por cidades, Lisboa lidera com 75 matrimónios, Porto registava 16 e Almada 14. Oeiras, com seis uniões femininas é, depois de Lisboa (16), o concelho onde mais mulheres casam entre si. No estrangeiro, o consulado em Bruxelas foi o que registou mais uniões: quatro. Os dados relativos a Janeiro só estarão disponíveis no próximo mês”.Etiquetas: política
Televisão: Sócrates o "rei" das notícias em 2010!
Em 2010 José Sócrates liderou em termos de número de notícias, assim como em duração total das notícias em que interveio nos serviços regulares de informação da RTP1, RTP2, SIC e TVI. Esta análise exclui eventuais programas, debates ou entrevistas realizadas no período, considerando apenas os serviços regulares de informação. Na contabilização do tempo, considera-se o tempo total de duração da notícia. O Primeiro-ministro esteve perante os ecrãs destes canais por 53 horas e 20 minutos, tendo protagonizado 1251 notícias ao longo do ano.O Presidente da República, Cavaco Silva, foi o segundo protagonista do ano, tendo protagonizado 838 notícias, que tiveram de 33 horas e 30 minutos de duração. Pedro Passos Coelho, líder do PSD ocupou o terceiro lugar, tendo intervindo em 703 notícias com 28 horas e 54 minutos de duração. Teixeira dos Santos, ministro de Estado e das Finanças, foi o quarto protagonista das notícias do ano, com intervenção directa em 539 notícias de 23 horas e 46 minutos de duração. Na quinta posição ficou Paulo Portas, líder do CDS-PP, que interveio directamente em 526 notícias de 19 horas e 30 minutos de duração. Francisco Louçã (líder do Bloco de Esquerda), Jerónimo de Sousa (líder do PCP), Francisco Assis (líder parlamentar do PS), Marcelo Rebelo de Sousa e Miguel Macedo (líder parlamentar do PSD) encerram a lista dos 10 nomes que protagonizaram notícias de maior duração total ao longo de 2010.Esta análise considera apenas os serviços regulares de informação dos canais em análise no período compreendido entre 1 e 31 de Dezembro de 2010, segundo a seguinte Nota Metodológica. Em análise, estão os seguintes programas: Jornal da Tarde, TeleJornal e Portugal em Directo; Hoje (ex-Jornal 2) (RTP2); Primeiro Jornal e Jornal da Noite (SIC); Jornal Nacional e Jornal da Uma (TVI). (fonte: Marktest.com, Janeiro de 2011)Etiquetas: televisão
A geografia das Presidenciais de 2011
Cavaco Silva foi o candidato mais votado em 4068 freguesias, tendo sido na já referida freguesia de Granho que obteve a maior percentagem de votos. Os 6 votantes nesta freguesia votaram todos em Cavaco Silva. O resultado menos favorável para este candidato foi observado na freguesia de Alcôrrego (concelho de Avis), onde recolheu os votos de apenas 7.39% dos 238 votantes nesta localidade. Cavaco Silva repartiu ainda a vitória com Francisco Lopes na freguesia de Relíquias (concelho de Odemira), ambos com 29.61% dos votos válidos. O Presidente reeleito partilhou ainda a vitória com Manuel Alegre em 4 freguesias, onde recolheram entre 33.3% e 37.8% dos votos expressos. Manuel Alegre obteve a maioria dos votos em 82 freguesias, tendo sido em Corujeira (concelho de Guarda) que a sua votação teve maior expressão, pois recolheu 56.67% dos 90 votos expressos. Pelo contrário, não recolheu nenhum voto em 8 freguesias do país. Fernando Nobre foi o candidato mais votado na freguesia de Velosa (concelho de Celorico da Beira), onde recolheu 44.12% dos 68 votos expressos. Em 42 freguesias não obteve qualquer voto. Francisco Lopes venceu em 86 freguesias (não contando com aquela em que empatou com Cavaco Silva), tendo sido em Alcôrrego (concelho de Avis) que recebeu maior percentagem de votos, com 72.61% dos 230 votos válidos. Em 225 freguesias não registou nenhum voto. José Manuel Coelho, pelo seu lado, foi maioritário em 14 freguesias, tendo sido em Santa Cruz (Madeira) que o seu peso foi mais significativo, pois recolheu 55.93% dos 3181 votos válidos da freguesia. Em 155 freguesias do país não recebeu nenhum voto. Finalmente, Defensor Moura, que não foi o mais votado em nenhuma freguesia do país, obteve o seu melhor resultado na freguesia de Vilar de Murteda (concelho de Viana do Castelo), onde recolheu 35.07% dos 134 votos expressos da freguesia.
Se mudarmos o prisma de análise e observarmos os resultados ao nível do concelho, vemos que Cavaco Silva foi vencedor em 292 dos 308 concelhos do país, com maior expressão em Alvaiázere (80.76%), que Manuel Alegre venceu em 3 concelhos, tendo sido no Corvo que registou maior percentagem (35.86%), que Fernando Nobre foi mais votado no concelho de Lagos, com 21.13%, que Francisco Lopes venceu em 10 concelhos, com maior expressão em Avis (44.16%), que José Manuel Coelho foi maioritário em 3 concelhos da Madeira, tendo sido mais votado em Santa Cruz (47.78%) e que Defensor Moura foi mais votado no concelho de Viana do Castelo, onde recolheu 20.07% dos votos expressos.Esta análise foi realizada com os dados disponibilizados pela DGAI.
(fonte: Marktest.com, Janeiro de 2011)Etiquetas: Presidenciais
Presidenciais: o meu rescaldo (IV)
Começo por referir que os resultados nas regionais de Outubro de 2011 - embora condicionados pela dimensão da insatisfação popular que então se verificar e que eu temo possa ser ainda pior do que a que hoje já se constata existir… - nada terão a ver com os resultados das presidenciais. Mas estou como o antigo "capitão" do Porto quando um dia pediram a João Pinto uma previsão de um jogo qualquer e ele respondeu que "previsões só depois dos 90m"! Sinceramente julgo que andam muitos a fazer festas antecipadas em demasia, que há euforias despropositadas, que andam a exigir a cabeça deste ou o pescoço daquele, quando uma coisa não tem nada a ver com outra. Admito que seja natural este fenómeno de aproveitamento empolado de resultados conjunturalmente favoráveis. Mas o exagero pode ter custos, à “posteriori”. E a ideia de que por causa dos resultados nas presidenciais - provavelmente as eleições onde estes fenómenos eleitorais mais facilmente ocorrem - as eleições regionais de Outubro já estão decididas, é ridículo. Mas nada de ilusões. Desvalorizar o que é hoje uma evidência, pode ter um custo penoso. Os partidos com mais responsabilidades devem estar atentos, devem discretamente perceber porque e onde falharam, devem fazer as mudanças que forem tidas por convenientes para susterem o populismo. Desconfio que se caírem no erro de continuarem a alimentar certos discursos radicalizados de denúncia e contestação, vão pagar por isso. As pessoas, repito, começam a estar fartas, começam a desesperar, os problemas continuam, agravam-se, a demagogia de alguns crápulas já ultrapassa os limites do razoável - veja-se um partido que corta salários em Lisboa mas depois exige compensações na Madeira, que reduz ou elimina benefícios sociais, mas depois exige que a Madeira mantenha ou reforce as verbas que em Lisboa eliminaram, o mesmo partido que exige tudo isto, mas que aplaudiu e apoiou o corte nas transferências do Estado para a Madeira por via de uma lei de finanças regionais vergonhosa e persecutória, aprovada apenas por eles com base em evidentes motivações partidárias e sede de vingança política.
Passemos a alguns indicadores:
a) Manuel Alegre alcançou na Madeira (7,8%) o seu pior resultado em todo o país (-8,04%), seguido de Faro (menos 4,66%). A maior subida do candidato do PS e do Bloco foi nos Açores (mais 8,58%). Alegre, entre 2006 e 2011, só aumentou a sua votação nos Açores, Braga, Bragança, Vila real e Porto;
b) Entre 2006 e 2011 a abstenção aumentou em todos os distritos e regiões Autónomas, excepto em Bragança onde baixou 14,81%. Os Açores voltaram a ser a região com maior abstenção (68,9%!) e curiosamente a Madeira foi a região do país onde a abstenção, nas regiões onde ela cresceu, aumentou menos (cerca de 10,3%). Contudo, nas presidenciais de 2011, a abstenção na Madeira apenas foi superada por seis distritos continentais;
c) Cavaco Silva aumentou a votação em muitos dos distritos e regiões autónomas excepto em Bragança, Guarda, Leiria, Viana do Castelo, Viseu (com pequenas oscilações entre 2006 e 2011) e Madeira (meros 14,5%) onde acabou por conhecer a maior queda;
d) No caso da abstenção na Madeira, ela baixou entre 2006 e 2011 apenas nos concelhos da Calheta, Porto Santo e Santa Cruz (menos eleitores e menos percentagem de abstenções), verificando-se uma redução dos eleitores participantes em todos os restantes concelhos excepto em Santa Cruz onde até votaram em 2011 mais 61 eleitores que em 2006;
e) Tomando os resultados das regionais de 2007 como referência, e somando os votos do PS e do Bloco de Esquerda, apoiantes de Manuel Alegre, este candidato perdeu mais de 12.500 votos, com especial destaque para Funchal (mais de 7.200 votos a menos) e Santa Cruz (quase 2.900 votos a menos). Estamos a falar de 21.699 votos nas regionais (socialistas e bloquistas) contra apenas 9.105 de Alegre este ano. Em termos percentuais a queda foi geral e na Região ascendeu a cerca de menos 10,7%;
f) Na mesma ordem de ideias, e face ao somatório dos votos do PSD e do CDS nas regionais de 2007, a perda para cavaco Silva nas presidenciais deste ano foi de cerca de 48.700 votos (!) com destaque para o Funchal (menos quase 20 mil votos), Santa Cruz (menos 6.600 votos), Câmara de Lobos (menos 5.600 votos) e Ribeira Brava (menos 5.400 votos). Se não me engano foram os concelhos mais afectados pelos temporais de Fevereiro de 2010! Em termos percentuais, e com base na mesma projecção comparativa, Cavaco perdeu 25,53% face aos que foram obtidos em 2007 por PSD e CDS, seus apoiantes, tendo sido Santa Cruz (mais de 30%), Funchal (26,4%), Ribeira Brava (26,3%) e Câmara de Lobos (25,9%) aqueles onde a queda percentual foi mais significativa;
g) Quanto aos candidatos, Manuel Alegre perdeu entre 2006 e 2011, quase 11.500 votos, dos quais 6.300 no Funchal e 2.100 em Santa Cruz. Em termos percentuais a queda foi superior a 8%, a maior das quais em Santa Cruz com mais de 12%. Já Cavaco Silva perdeu, entre 2006 e 2011, mais de 27.400 votos, particularmente no Funchal (mais de 9.800 votos a menos) e Santa Cruz (queda de mais de 3.300 votos). Igual tendência, menos 14,5% na queda percentual na Região, tendo sido a Ribeira Brava aquele onde a queda foi maior (menos 19,7%);
h) A apreciação comparativa aos resultados de Coelho com o PND é pior, pois este partido ficou-se pelos 2.928 votos nas regionais de 2007 e 5.638 votos nas autárquicas de 2009, contra os 46.247 votos do candidato presidencial! Aqui é um caso evidente de que não se pode fazer nenhuma projecção entre Coelho e PND. Não há qualquer possibilidade. No caso das autárquicas a situação ainda se torna pior pois o PND apenas apresentou candidaturas em Câmara de Lobos (Coelho teve então 901 votos contra 4.648 agora) e no Funchal (4.737 nas autárquicas de 2009 e 1.744 votos nas regionais de 2007 contra 20.414 agora). Nem os 2,1% nas regionais ou 4,1% nas autárquicas do PND têm alguma coisa a ver com os 36,9% de Coelho nas presidenciais;
i) Finalmente quanto ao PCP o candidato Francisco Lopes perdeu, comparativamente aos votações dos comunistas na regionais de Maio de 2007, um total de 3,46% (Funchal e Santa Cruz em destaque) e perdeu ainda mais de 5.300 votos, dos quais quase 3.900 no Funchal.
Uma nota final: numa região onde entre 2006 e 2011 votaram menos 12.248 eleitores, onde Cavaco Silva perdeu cerca de 27.400 votos, Alegre perdeu cerca de 11.500 e Francisco Lopes perto de 5.300 votos, se fizermos o somatório destas três perdas ela ascende a 44.200 votos, que são sensivelmente os 46.247 votos que José Manuel Coelho totalizou a mais que o PND nas regionais de 2007. E nem falo sequer nos 986 votos do absurdo deputado socialista Defensor Moura (obviamente saídos do eleitorado do PS), nem dos quase 7.700 votos de Fernando Nobre, supostamente uma candidatura influenciada pela ala soarista do PS contra Alegre, em nome de um ajuste de contas que se percebeu ter existido. Deixo às pessoas a liberdade de tirarem as suas conclusões, sobretudo quando se fala em eleitorado flutuante e nos contributos partidários para a votação obtida pelo candidato Coelho" (in Jornal da Madeira)
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Opinião: "La revolución de Al Yazira"
"Pocas revoluciones han podido seguirse minuto a minuto por televisión. La revuelta tunecina llegó a todas las salas de estar del mundo árabe gracias a que Al Yazira inundó los boletines de noticias con imágenes de las manifestaciones de Túnez, alimentó su Twitter constantemente y apostó por Facebook antes que nadie. "Desde el principio, los acontecimientos en Túnez se volvieron una prioridad y decidimos seguirlos paso a paso. Quizá no previmos que iba a caer Ben Ali, pero encontramos que había algo especial en lo que ocurría, empezando por la historia de Mohamed Buazizi", explica Mohamed Krichen, periodista tunecino y uno de los presentadores estrella de la cadena qatarí. Al Yazira fue la primera televisión que ofreció imágenes de la inmolación de Buazizi, el acto desesperado que inflamó las protestas de miles de jóvenes tunecinos que condujeron a la caída del presidente, Zin el Abidin Ben Ali, el pasado 14 de enero. "Encontramos que la gente trataba de romper la censura con vídeos grabados con teléfonos móviles colgados en internet. Decidimos difundirlos pese a su mala calidad, pues lo importante era el contenido", añade Krichen.La voz de la oposición
Tras esta crucial decisión editorial, Buazizi se convirtió en símbolo de todos los árabes, desde Mauritania a Jordania. "Me entristece su final, pero Buazizi será inolvidable para los tunecinos, porque les dio la oportunidad de poner fin a esta dictadura", afirma este periodista que ha seguido la revolución como enviado especial. El canal llegó a tener un equipo de 40 personas destacado en la capital tunecina y ha montado un estudio en uno de los hoteles más céntricos de la ciudad. Allí se acercan cada día figuras de la oposición que antes ni soñaban con salir en la televisión. "Al Yazira ha jugado un gran papel porque ha llenado el vacío del panorama periodístico y ha permitido expresarse a los tunecinos", comenta Imed Aissa, un médico que no se ha separado de la televisión. Con él coincide Balkis Mechri, vicepresidenta de la Liga Tunecina de Derechos Humanos, aunque le hace algún reproche. "Los medios de comunicación en Túnez no dejaban salir a la luz el discurso crítico, repetían el mensaje oficial. Al Yazira nos permitió expresar nuestra opinión como tunecinos, pero luego se especializó en difundir la corriente islamista", estima. "Es imposible hacerlo todo a la perfección al 100%. Pero hay que distinguir entre la cobertura de nuestros periodistas y las entrevistas a invitados. En un boletín de noticias, la información se elabora de manera profesional. Pero cuando invitas a un opositor, un periodista o un ciudadano, no puedes controlar lo que dice", puntualiza Krichen. Es indudable que, tras el papel jugado en Túnez, el canal qatarí ha demostrado tener una influencia política más allá de las ondas. Los regímenes autoritarios árabes lo saben bien y por eso sus periodistas tienen prohibido trabajar en países como Marruecos, Argelia, Irak o Kuwait
Acoso al corresponsal
El Túnez de Ben Ali no iba a ser menos y la cadena tuvo que esperar a la fuga del 'rais' para que sus enviados especiales pudieran entrar en el país. Lotfi Hajji, su corresponsal permanente, era frecuentemente acosado por las autoridades, que le prohibían trabajar libremente. No en vano Hajji es militante en favor de los derechos humanos y presidente del Sindicato de Periodistas Tunecinos. La cobertura del canal panárabe en Túnez "marca la madurez de Al Yazira como fuerza política que puede jugar un papel en los cambios del orden político", escribe Rami G. Khouri, editor del diario libanés 'The Daily Star'. "Siguiendo su evolución de los últimos 15 años, desde su nacimiento en 1996, se ha convertido en un instrumento de expresión emocional y de solidaridad entre los espectadores árabes que se sienten frustrados por su incapacidad de practicar su ciudadanía", añade. Muchos otros regímenes árabes están ahora alerta ante cualquier atisbo de descontento popular, asustados por lo que se les pueda venir encima después del éxito de la revolución en Túnez. Pero sobre todo, tienen miedo de Al Yazira. "Antes ya no les gustábamos, pero ahora nos van a odiar más", opina Krichen” (pela jornalista do El Mundo, Rosa Meneses, com a devida vénia)
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Pensões dos políticos furam contas do Estado
ACUMULAÇÃO DE REFORMAS SUJEITA A TRIBUTAÇÃO DE 10%
A acumulação da subvenção mensal vitalícia com reformas ou pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) ou da Segurança Social está sujeita, desde 1 de Janeiro deste ano, a uma "contribuição extraordinária de solidariedade", na expressão consagrada na Lei do Orçamento do Estado para 2011. Segundo o artigo 162º, "as reformas, pensões, subvenções e outras prestações pecuniárias de idêntica natureza, pagas a um único titular, cujo valor mensal seja superior a 5000 mil euros, são sujeitas a uma contribuição extraordinária de 10%, que incide sobre o montante que excede aquele valor". O Orçamento do Estado para este ano estipula, no artigo 172º, que os beneficiários da subvenção vitalícia que exerçam funções políticas ou públicas remuneradas têm de optar pela suspensão da subvenção ou do salário.
TRÊS PARLAMENTARES ABDICARAM DO SALÁRIO
A proibição da acumulação do salário com pensões, consagrada no Orçamento do Estado para 2011, já está a surtir efeito na Assembleia da República (AR): até 24 de Janeiro, segundo os serviços da AR, três deputados tinham prescindido do vencimento como deputado, optando por receber a pensão. Como a remuneração mensal ilíquida de um deputado é de 3624 euros, após o corte salarial de 5% em 2010 e ao qual acresce um novo corte em 2011, significa que a pensão de reforma daqueles três deputados é superior ao vencimento. As opções dos parlamentares que acumulavam o salário com a pensão passou também por opções contrárias: 11 deputados preferiram continuar a receber o salário de parlamentar, prescindindo da pensão. E, segundo os serviços da AR, estão ainda em estudo os casos de três outros deputados. O Parlamento, nos termos de uma resolução da Comissão Nacional de Protecção de Dados, não divulga os nomes dos deputados que acumulam a pensão com o salário”.
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Almeida Santos:"Carrilho é quase um adversário do PS"
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Presidenciais: o meu rescaldo (III)
Quando se fala em eleições, fala-se na expressão da vontade das pessoas num determinado momento. O chamado voto vinculado – em que as pessoas votam sempre num partido, aconteça o que acontecer, por ser essa a sua filiação partidária – é cada vez mais reduzido. Não esquecer que estamos a falar de partidos que nem sequer têm 10% do seu eleitorado filiado, e quem disser o contrário mente. Estamos a falar de partidos que se não fossem as subvenções públicas que recebem, fechavam portas porque as parcas receitas provenientes das quotas, provavelmente nem a conta da água e da luz pagariam. Há, isso sim, uma larga faixa, fenómeno á comprovado nalguns estudos realizados por algumas universidades, que tem a ver com o chamado eleitorado flutuante, que não se sente vinculado a ninguém, que ora vota hoje de uma determinada forma, como amanhã vota de forma diferente, mas que acaba por ter um papel importante, por vezes decisivo no desfecho eleitoral. Finalmente, há ainda que ter em consideração a própria natureza do acto eleitoral em si mesmo, o que ele representa e o que por vias dele está em causa, factores valorizados ou não pelos eleitores, conforme o entendimento que por estes é dado a uma conjugação de factores vários, que tanto podem servir para encarar de forma séria uma ida às urnas, como pode ser aproveitada para se transformar num instrumento de contestação ou até de ridicularização do sistema político, dos seus protagonistas e dos candidatos.
Como se percebe, as respostas não existem, não há verdades absolutas, nem os estudos servem para coisa nenhuma. O que pode ser solicitado são sondagens de opinião junto dos cidadãos, não especificamente eleitorais, tentando perceber a frustração dos cidadãos, o que querem, o que esperam, que expectativas têm, o que criticam. O PSD da Madeira fez isso há uns anos, tinha um quadro claro, concelho a concelho, do que as pessoas pensavam, do que queriam, das suas reivindicações, do que era mais ou menos importante para elas, que opiniões tinham da política e dos partidos, etc. E lembro-me que as diferenças entre os concelhos eram evidentes, porque cada município tem, no interior do seu espaço humano e geográfico, especificidades próprias que variam até entre concelhos vizinhos.
Os resultados eleitorais são muitas vezes influenciados pelo estado de espírito das pessoas, ou seja, por factores conjunturais exógenos, que partidos e políticos não controlam, mas que podem ser num dado contexto conjuntural suficientemente fortes para influenciarem as opções de voto das pessoas, mas que podem deixar de funcionar da mesma forma amanhã, noutro acto eleitoral posterior. Quando dois dias antes das eleições presidenciais, por exemplo, milhares de pessoas, funcionários públicos, receberam os seus recibos de vencimentos e constataram que todos tiveram reduções motivadas não apenas pelos cortes percentuais de salários, mas pelo aumento de descontos para a segurança social (e ADSE), o que estarão os partidos e os políticos à espera? Que essas pessoas esqueçam o que passará a ser uma realidade mensal quotidiana daquelas famílias e não dêem expressão ao seu descontentamento e penalizem aqueles que elas acham serem os autores políticos e cúmplices destas medidas?! Se pensam assim, então estão a mais na política e não podem analisar os fenómenos eleitorais com isenção e de forma séria. Perante situações destas, nem a militância, nem a filiação partidárias contam. E o mesmo se passa com famílias que se confrontam com o desemprego e percebem que os jovens terão dificuldade em encontrar empregos dignos. Como querem que elas reajam? Votando nos partidos que não lhe são as respostas que elas querem e esperam?! O que para essas pessoas conta é apenas a decisão de protestar ou não, naquele momento, quando elas têm um boletim de voto e votam sozinhas, em silêncio, de forma desinibida, livre, em função da sua consciência.
Para além de todo isto, e insisto neste ponto, a tal lógica eleitoral” das eleições regionais, pouco ou nada têm a ver com a mesma “lógica eleitoral” das eleições europeias, por natureza distantes das pessoas e pior ainda no caso das presidenciais, onde a componente partidária funciona abertamente (!) e onde a amplitude do distanciamento entre o candidato e o eleitor supera o que se passa nas europeias tendencialmente as que maior abstenção registam. Não existem estudos concretos, porque teriam que assentar na análise da composição etária ao nível das diferentes mesas eleitorais, mas é pacífico que os eleitores mais idosos começaram a deixar de votar – por natureza eram os mais conservadores nas suas opções – ou porque faleceram, ou porque estão doentes, ou porque se desinteressaram em fenómeno eleitoral, e que há uma geração esmagadora de eleitorado que hoje vota - ou não vota (?) - que se encontra na faixa etária dos 18 a 20 anos, que nada têm a ver com o passado e nem sequer com a primeira década do pós-25 de Abril. E depois há uma mancha de eleitores, que provavelmente será a mais importante, que se encontra entre os 45 e os 55 anos, que viveram os últimos anos do regime anterior, dele têm apenas uma percepção distante, mas que viveram, isso sim, todo o percurso da revolução de Abril e da autonomia desde 1974 e que são no fundo os que ainda mantêm alguma coerência ideológica e militância partidária
Ninguém sabe na Madeira, e isso seria importante, a caracterização das mesas eleitorais. Antigamente sabia-se que, salvo algumas oscilações, as mesas iniciais correspondiam aos eleitores etariamente mais idosos, e as mesas mais recentes eram preenchidas pelos novos eleitores, os mais jovens. Hoje isso pulverizou-se. Misturaram-se as transferências de residência e com a aplicação do chamado cartão do cidadão, e mesmo antes dele, funciona a lógica correcta da proximidade das pessoas das secções de voto, em função da residência.
Terminei ontem uma série de quadros eleitorais comparativos, incluindo algumas projecções matemáticas que não passam disso mesmo, que pensavam poder trazer hoje, mas que deixarei para amanhã. Os números são soberanos.
Dar-vos-ei contudo apenas uma ideia para reflexão. Escolhi cinco freguesias -. Monte, Santo António, Tabua, Serra de Água e Curral das Freiras – que foram das mais afectadas pelos temporais do ano passado e onde é fácil imaginar o estado de espírito das pessoas.
No Monte - comparando os resultados das regionais de 2007 (eu sei, eu sei, não se pode comparar eleições diferentes, eu próprio o tenho referido, mas numa lógica de exercício matemático e de lógica política nada me impede de o fazer) - os ganhos eleitorais de Coelho face ao PND (42,84%), são quase os mesmos correspondentes às perdas eleitorais dos partidos apoiantes de Cavaco (PSD+CDS) e Alegre (PS+Bloco) comparativamente às regionais de 2007 (menos 39,61%). E falta considerar depois a abstenção! No caso do Curral das Freiras, o que Coelho ganhou face ao PND em 2007 (20,98%) quase que corresponde às perdas conjunturas do PSD/CDS (Cavaco) e PS/Bloco (Alegre), que foi der 21,16%. Na Tabua, Coelho aumentou 34,79% face ao PND mas Alegre e Cavaco perderam 33,96% comparativamente aos votos que os respectivos atidos obtiveram nas regionais de 2007. Na Serra d´Agua o que Coelho ganhou (37,59%) face ao PND é quase igual ao que os partidos apoiantes de Cavaco e Alegre perderam (37,91%). Finalmente em Santo António, os mais 43,27% de votos que Coelho alcançou face aos que o PND teve em 2007, é um pouco superior aos 38,39% correspondentes aos votos que os partidos apoiantes de Cavaco e de Alegre, comparativamente, perderam face às regionais. Querem melhor prova do que atrás referi quando ao eleitorado flutuante e ao voto cada vez menos vinculado a partidos e afectado por factores exógenos que nem políticos e partidos controlam?! Não me venham com conversas da treta. As presidenciais de 2011 foram as primeiras eleições depois dos temporais de 2010 na Madeira. Provavelmente poderiam começar por aí se querem fazer “estudos”, pelo ponto da situação, pela análise no terreno do que já foi feito, do que poderia ter sido feito e ainda não foi, de quais têm sido as prioridades, do estado de espírito das pessoas que vivem naquelas zonas, etc. Amanha trago-vos mais resultados" (in Jornal da Madeira)
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Presidenciais: o meu rescaldo (II)
"Insisto na ideia - porque é fundamental - que cada eleição tem um contexto, uma natureza, uma amplitude e resultados próprios. Manuel Alegre também contava este ano com os resultados obtidos por ele nas presidenciais de 2006 e foi o que se viu! Extrapolar um acto eleitoral para outro, cruzando dados, não passa de um mero exercício matemático curioso, mas sem base consistente nem credibilidade. Quando analiso um acto eleitoral faço-o em função da minha opinião e da análise dos resultados. Nunca desvalorizo resultados, sejam eles quais forem, porque acho que as eleições têm sempre um sinal em concreto. O que não faço é enxovalhar os eleitores num acto eleitoral, porque votaram, noutros partidos, chamando-os de “vilões” ou “analfabetos” e depois “apaparicá-los” todos quando votam em sentido diferente. A vontade do povo é sempre soberana.O que se passou na Madeira não foi um acaso, pois não aceito que milhares de pessoas tenham saído de cada, em dia de chuva, frio, nevoeiro e neve, para votar como votaram, apenas por capricho. Houve uma deliberada intenção de dizer alguma coisa e de usar o voto, desta feita nas presidenciais, para enviar sinais, dando desta forma expressão a uma insatisfação popular mais do que evidente, e que vai agravar-se. Depois houve a particularidade de milhares de funcionários públicos por esse país fora que nessa semana perceberam, finalmente, a dimensão do impacto nos seus salários da aplicação das medidas do governo socialista e no agravamento do custo de vida. Não é prudente nem inteligente dissociar as eleições destas realidades sociais.
Acham que os madeirenses pretendem que José Manuel Coelho seja o inquilino da Quinta Vigia?! Francamente! O problema é que, com o discurso que ele utiliza, regra geral assente no insulto e na suspeição - independentemente até da razão que possa ter nalgumas das situações abordadas - Coelho e o PND (que neste acto eleitoral deliberadamente ”desapareceu” para reservar o protagonismo mediático a quem pode dar corpo à estratégia eleitoral e fazer o que os mentores do discurso e dos comportamentos mediáticos não fazem, até por razões de estatuto social) pretendem assumir-se como uma espécie de porta-vozes de pessoas que usam os actos eleitorais para exprimirem um estado de insatisfação que os níveis de abstenção revelam e começa a ser perigoso. Numa entrevista à TVI, anteontem, achei curioso que Coelho tenha referido, por exemplo, que o PND é um “partido sem ideologia, pois tem apenas um objectivo político” e que deixou de ser “um partido de direita” para se transformar numa espécie de albergue onde cabem todos os que queiram a mudança política na Madeira e deixaram de acreditar na restante oposição. O perigo (político, claro) deste discurso é sobretudo para os partidos do contra, muitos deles apoiaram, incentivaram e até instrumentalizaram, Coelho, e pagam agora a factura. Mas dizer que, em termos de eleições regionais, o PSD já perdeu, que o Bloco vai desaparecer, que o PS vai ficar reduzido a não sei quantos deputados, etc, são conjecturas que valem o que valem, nada.
Finalmente gostaria que as pessoas entendessem que eu trabalho com base em números, só me interessam análises factuais, tentar perceber oscilações, e finalmente fazer também algumas projecções – que são sempre meros exercícios matemáticos, repito – com a noção de que não existem verdades absolutas. A terceira parte deste rescaldo será meramente de apreciação aos resultados, na certeza de que há casos concretos que podem ser tidos em consideração: Cavaco Silva perdeu em três dos concelhos mais populacionais (excepto Câmara de Lobos), ganhou em todas as freguesias dos concelhos mais pequenos, bem como no Porto da Cruz e Santo da Serra (ambas em Machico), na Sé, Imaculado Coração e Santa Luzia (todas no Funchal) e Santo da Serra (Santa Cruz).
Quando uma semana antes das eleições presidenciais constatei a preocupação de alguns partidos da oposição, de menor dimensão, pelos resultados do candidato Coelho e se questionavam sobre as consequências disso nos próprios resultados eleitorais de Outubro deste ano – e foram várias as picardias entre José Manuel Coelho e o PCP e o Bloco de Esquerda - finalmente aceitei que em jogo estava muito mais do que um simples capricho, um acto aventureiro ou uma encenação. Em jogo estava claramente a autonomização de José Manuel Coelho face ao próprio PND, não tendo sido pró acaso que os alegados dirigentes do partido estiveram sempre discretamente distantes, provavelmente por saberem que a candidatura presidencial de Coelho não podia ser confundida com o PND. Julgo que se pode afirmar que, independentemente dos resultados daqui para a frente, das derrotas que o PND naturalmente vai obter – porque em democracia as cosias funcionam assim, ora para cima, ora para baixo - Coelho conseguiu a “maioridade”, ou seja inverteu as regras do jogo no seio do seu partido. Explico O PND ficou refém dele – não é que isso incomode a estrutura partidária em causa que nem sequer uma sede oficial tem! - e nas regionais de 2011 não terá outra opção senão a de candidatar o próprio Coelho, seja qual for o resultado que este venha a conseguir. Obviamente que sendo actos eleitorais diferentes poderão surgir argumentos internos destinados a “travar” a euforia de Coelho. Mas que os resultados alcançados por ele causaram evidente incómodo aos dirigentes do PND, disso não duvido. Tal como se passaria rigorosamente o mesmo com outro partido nas mesmas circunstâncias.
Retomando o meu rescaldo – que reflecte o que eu penso independentemente de concordarem ou não – quando falo das novas tecnologias e das potencialidades que elas colocam aos políticos, bastar-me-á perguntar: que campanha fez Coelho no Continente, onde salvo raríssimas excepções, aparecia nas televisões como um ”coitadinho” sem grandes movimentações populares à sua volta? Mas uma coisa ele viu garantida, a sua presença diária nas televisões e nos meios de comunicação social em geral, em tempos de antena equitativos, muitas vezes para falar de questões que nada tinham a ver com as presidenciais. Mas isso o que importava? E para além disso, há que recordar, Coelho foi fortemente prejudicado por um comportamento indigno das televisões nacionais, vergonhoso em termos da ética e da deontologia jornalísticas, e atentatório das regras democráticas, ao ser posto à margem de debates que nunca deveriam ter sido realizados sem terminar o prazo da apresentação de candidatos. E tudo isto se passou com a cumplicidade asquerosa da Comissão Nacional de Eleições, cujo Presidente deveria ter sido demitido.
Tenho afirmado, e insisto nesta minha teoria, que os resultados das eleições regionais de Maio de 2007 foram enganadores pela inesperada dimensão e podem criar ilusões. Tenho batido nesta questão e não deixarei de o fazer. Corremos o risco, com o actual sistema eleitoral regional, embora a alteração da lei eleitoral possa agora parecer uma tentativa de afastar os partidos mais pequenos, de vermos a região cair numa situação de ingovernabilidade ou de subversão das regras democráticas, caso os partidos perdedores, por via de coligações parlamentares, afastem do poder o partido mais votado. Aconteceu há 5 anos na Galiza com o PP a ser afastado do poder por um deputado (e devido a uma coligação entre os socialistas e os nacionalistas galegos), acontece presentemente em Canárias com o PSOE privado de formar governo graças a uma coligação entre o 2º e o 3º partidos (PP e a Coligação Canária, pró-nacionalista), ainda por cima agora às turras em pleno ano eleitoral local. O problema é que, eleitoralmente falando, a Madeira não estava preparada para situações como as que Coelho protagoniza, as quais ninguém sabe se reflectem uma tendência de mudança, motivada pela insatisfação, ou se se trata de um fenómeno esporádico e relacionado com a natureza do acto eleitoral. Por isso as regionais de Outubro deste ano, que já eram importantes para uma cabal clarificação eleitoral de Maio de 2007, acabam por ver essa importância acrescida, na medida me que precisam de desmistificar e clarificar estes resultados agora alcançados por José Manuel Coelho e ver até que ponto o PND beneficiária alguma coisa com eles e conseguirá o seu grande objectivo das regionais que é a eleição de um grupo parlamentar, aumentando-lhe assim as prerrogativas regimentais que hoje não tem.
Como comentarista, e sem sectarismos, tenho que reconhecer que o PS é o grande derrotado - se conjugarmos a sua votação com os resultados desastrosos de Alegre - mesmo que os socialistas queiram sacudir culpas ou partilhá-las com o Bloco de Esquerda, que, tal como o PCP, acabam por ser fortemente penalizados na Madeira. Aliás começo a pensar que as regionais de 2011 poder ser (?) um desafio de sobrevivência para mais do que um partido. Duplamente: derrotado porque as pessoas penalizam a desgovernação socialista, penalizado porque as pessoas sabem que são os autores dessa desgovernação por muito que mandem a divagar com iniciativas patéticas ou a fazer discursos inflamados, o PS local precisa de uma profunda reforma, estrutural, funcional, de pessoas e de discurso. Não podem os socialistas andar a reclamar mudanças no PSD da Madeira, quando são mais do mesmo, pois na realidade estamos perante figuras que não inspiram qualquer confiança, quando foram, os responsáveis pela derrota socialista nas regionais de Maio de 2007, mas que estão agarrados ao poder qual lapas que não o largam" (Jornal da Madeira)
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