Quarta-feira, Junho 29, 2011
Alberto João Jardim:"Temos de rapidamente fazer o PSD-nacional cumprir os seus compromissos eleitorais com a Zona Franca da Madeira"
"Terminou o processo eleitoral que culminou com a eleição de uma nova Assembleia da República e o despedimento “por justa causa” dos socialistas Sócrates, Teixeira dos Santos, Silva Pereira, Santos Silva (S.S.), Vasques & Companhia Irresponsável.Os Portugueses vão pagar caro, por muitos anos, a memória fraca de ter reeleito, há anos, estes socialistas, não se recordando dos desastres que são sempre os Governos do partido socialista e as circunstâncias em que terminam sempre os respectivos mandatos.
Infelizmente o Povo Madeirense, os únicos Cidadãos em território nacional a ter uma visão maioritária correcta e sempre coerente de oposição ao socialismo, também se vê envolvido no suportar das consequências do mal que os socialistas fizeram a Portugal.
Infelizmente, depois de o Povo Madeirense ter sido trucidado financeiramente por causa da sua Resistência a que o tempo deu razão, ainda aparecem catorze por cento de eleitores no arquipélago – catorze por cento!!!... – a subscrever masoquistamente os males imperdoáveis que os socialistas fizeram a todos nós, inclusive a esses que ainda lhes dão o voto.
É caso para perguntar, que vai na cabeça dessa gente?...
Trata-se de uma mística “religiosa” que arrasta para como que a um “martírio” em nome do socialismo?...
Trata-se de uma psicopatia, em que problemas íntimos alimentam um desejo de “vingança” ou de destruição da sociedade em que se inserem?...
Ou trata-se de uma incultura, de uma confusão incivilizada, que vê no partido socialista uma espécie de clube de futebol, em relação ao qual, mesmo jogando mal, por “simpatia” irracional votam sempre neles?...
O Partido Social Democrata da Madeira, desde os seus Militantes aos seus Eleitores, está de parabéns pelos resultados alcançados no círculo eleitoral da Região Autónoma. Elegeu quatro Deputados, contra um do PS e outro do CDS.
Mas, agora, avizinha-se uma campanha eleitoral ainda mais decisiva, a partir do início de Setembro.
Mais decisiva, porque dos resultados eleitorais de Outubro sairá o novo Governo da Madeira para o período 2011-2015.
Isto é, o Povo Madeirense vai eleger o Governo que terá de aguentar o período mais duro desde que a Democracia e a Autonomia Política nasceram com a Constituição de 1976.
O Povo Madeirense vai eleger o Governo Regional que terá de O conduzir e defender o melhor possível, face à situação gravíssima que os socialistas criaram – e de uma maneira geral criaram-na as ideias, mitos e idiotices de toda a “esquerda” – situação gravíssima que provocou Portugal ficar sob mando estrangeiro e, se quiser comer, ter de aplicar a política que nos foi imposta pela vergonhosa tutela internacional a que chegámos.
Um Governo Regional que terá de demonstrar capacidade para conduzir o arquipélago nas dificílimas situações que, por caírem sobre Portugal, infelizmente caiem também sobre os Madeirenses e os Portossantenses, embora tal não seja justo em relação a um Povo que sempre discordou do que se passava, que foi sempre oposição ao próprio sistema político, que sempre alertou Lisboa para os erros desta.
Povo Madeirense que, aliás, mantém o alerta: se a Constituição não for alterada, a situação portuguesa degradar-se-á ainda mais, pois os Portugueses não podem continuar à mercê de uns académicos de Direito, cujo situacionismo os faz papaguear em defesa de uma Constituição absolutamente errada e nociva.
Portanto, o que agora está em jogo para os Madeirenses e os Portossantenses nas eleições de Outubro próximo é escolher um Presidente de Governo Regional que, com o novo Executivo que formar, dê garantias de hábil e inteligentemente enfrentar a situação complicadíssima em que os socialistas nos mergulharam.
E logo uma questão salta. É na “esquerda”, culpada de tudo isto, que pode ser encontrada uma “solução”?...
São os socialistas, autores de todo este desastre, afinal os mais indicados para enfrentar as dificuldades, depois de virmos pagar, todos, as suas incapacidades e irresponsabilidades?...
São os socialistas locais que incitaram e cumpliciaram as garotices que o Governo socialista fez ao Povo Madeirense, agora os mais indicados para nos conduzir nas dificuldades que eles são causadores, desde os roubos financeiros até à tentativa de destruição da Zona Franca?...
São aqueles socialistas que, devendo a sua respectiva carreira política à Madeira, apesar de estarem no Governo socialista que atentou contra nós, lá se deixaram ficar, também cúmplices e solidários com os males feitos ao Povo Madeirense?...
Mais digo. Se formos ver as políticas que o Partido Social Democrata da Madeira fez nos domínios da habitação, da protecção fiscal possível às classes económico-socialmente mais débeis, das estradas, portos e aeroportos, da recuperação do Turismo, da reforma agrária e da agricultura, das pescas, do ambiente, do ordenamento do território, do saneamento básico, da saúde, da solidariedade social, da cultura, do desporto, da educação, do diálogo e compromisso laboral, etc., se vermos estas políticas com isenção e boa-fé, afinal quem teve a visão de uma revolução social tranquila?
Foi a “esquerda”, ou foi o PSD, postado inteligentemente ao Centro, sem o radicalismo daquela?
Afinal, quem travou a “direita” (CDS) e a extrema-direita (PND) no arquipélago, impedindo que voltássemos aos tempos imorais e obscuros da “Madeira Velha”, ao atraso, às injustiças sociais e às hierarquias de classes que marcaram tais tempos também desgraçados?
Ou, alguém com um palmo de testa pensará que a solução para as dificuldades que a “esquerda” nos vai fazer sofrer, passará pelo retorno a um passado também de má memória?...
Ou, tirando os “devotos” habituais e os infelizmente desesperados, passa pela cabeça de alguém que a solução seja o comunismo?
Ponho estas questões à Vossa Consciência, porque são de facto as alternativas que, em Outubro, se colocam aos Eleitores da Madeira e do Porto Santo.
É de facto a situação para que, de fora, empurraram a Madeira, que me faz recandidatar à presidência do Governo Regional. Seria uma covardia recuar ou desistir no presente quadro. Sei ao que me arrisco, dadas as dificuldades que vamos ter pela frente, risco de saúde inclusive, quando, com os meus resultados e os meus erros – também – era mais fácil abandonar ante o que aí vem, levando comigo os sucessos e transformações que Deus me permitiu concretizar.
Mas, não. Temos de lutar.
Recuperar as finanças da Região Autónoma, depois de aquilo a que, perante os roubos do Governo socialista, tivemos de nos sujeitar para impedir o que eles pretendiam: parar a Economia e destruir o Estado Social, ou seja, as acções desenvolvidas no campo da solidariedade social.
Temos de rapidamente fazer o PSD-nacional cumprir os seus compromissos eleitorais com a Zona Franca da Madeira.
E, a par da recuperação financeira, concluir toda a infraestruturação do arquipélago, programada ou eventualmente interrompida, sem entrar por investimentos dispensáveis na presente situação.
Como temos de defender a população, nomeadamente a mais necessitada, mantendo o Estado Social.
E, através de uma revisão constitucional, apesar dos integracionistas cá colaboracionistas com Lisboa, conquistar para a Madeira os poderes legislativos sem os quais é uma miragem se falar de Desenvolvimento Integral.
Como até temos de assumir a coragem para pensar em caminhos futuros diferentes, se a República nos negar Direitos que são indiscutíveis.
São as horas mais difíceis que acabam por propiciar as decisões e as atitudes mais corajosas.
É sob o signo da coragem ante a complexidade das circunstâncias actuais, que o Partido Social Democrata avança para as eleições regionais de Outubro.
As alternativas para governar a Região Autónoma – E SOBRETUDO AQUELES QUE SÃO OS SEUS ROSTOS – são conhecidas. Depois de tudo, os socialistas? Os fascistas do comunismo ou da extrema-direita? Esta “Madeira Velha” sob os hábitos conservadores do CDS, um CDS que localmente nada tem a ver com o nacional? Ou nós, com as provas diferentes que aqueles e eu demos?
Depois de trinta e três anos, a Oposição está desesperada. Não captou pessoas com um mínimo de qualidade, alinhou contra o próprio Povo Madeirense, opôs-se sempre a tudo quanto era progresso, praticou um permanente bota-abaixo, não tem alternativas, só fascina os desordeiros, bêbados, drogados e vadios que infelizmente existem em diversas localidades.
Nós fizemos as coisas enquanto era tempo.
Daqui até Outubro, a Oposição, desesperada, não vai olhar a meios, pois sabe que conta com importantes impunidades e cumplicidades, desde a maçonaria, passando pela comunicação social até serventuários da República Portuguesa e em áreas desse respectivo Governo.
A Oposição, desesperada, vai descer o nível a uma baixeza sem precedentes.
A Oposição vai explorar o que a coligação PSD-CDS não fizer imediatamente – porque não é logo viável – ou as decisões que começar a tomar por causa do imperativo controlo internacional, e que não podem ser adiadas.
Preparem-se para este tipo de jogo!...
Mas, vamos em frente, com confiança na inteligência do Povo Madeirense!
É preciso combater a abstenção, porque são precisamente estes que podem comprometer os resultados das próximas eleições, em termos de a não existência de uma maioria impedir o Governo eficaz de que a Madeira carece nestes tempos gravíssimos.
Peço que cada um de Vós, uma vez mais, ajude a Madeira!” (texto de Alberto João Jardim publicado na edição de Julho do quinzenário editado pelos social-democratas madeirenses, “Madeira Livre”)
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Tino
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Jaime Ramos: "Esperamos que o CDS Nacional saiba se comportar com responsabilidade até ao fim da legislatura"
Esperamos que o CDS Nacional saiba se comportar com responsabilidade até ao fim da legislatura e que não se comportem com a postura habitual dos seus companheiros da Região. Verificamos na Madeira que este pequeno partido de direita tem tido políticas próprias de extrema-esquerda, não olhando a meios para atingir os seus fins.
Em conjunto com toda a oposição no Parlamento e fora deste com os “mercenários” do panfleto da oposição, o DN, preferem a crítica destrutiva, as promessas fáceis em detrimento das críticas construtivas e objectivas.
Na Madeira, a oposição não tem diferentes ideologias, tem um único objectivo: denegrir, difamar e destruir.
O acordo entre Ingleses, Trindades, Caldeiras e a oposição visa atacar o PSD, difamar Alberto João Jardim.
Para atingir o poder tudo é válido.
A oposição na Madeira resume-se a um “bando” de ignorantes, de incompetentes, de desonestos com um único propósito: difamar.
Em Outubro, temos eleições para o Governo Regional. São Eleições importantes no actual quadro constitucional, pois a Madeira tem, com Passos Coelho como Primeiro-Ministro, todas as condições para recuperar a economia, o emprego, em consonância com o Programa do PSD que será posto em prática pelo novo Governo.
Se nos últimos 6 anos fomos “castigados”, fomos “roubados” pelos socialistas que tinham como objectivo destruir o que de bom foi feito, agora temos a oportunidade de negociar com um Governo Social-Democrata.
A oposição na Madeira resume-se a um “jornalista” que vem aos fins-de-semana à Madeira como candidato pela direita e um “colaborador de Sócrates” que viveu em Lisboa nos últimos 30 anos e que sempre perseguiu, em conjunto com os socialistas de Lisboa, o Povo Madeirense e Porto-santense, com a cumplicidade dos socialistas madeirenses e muito especial com o seu “sócio pêra manca”!
Não restam dúvidas, temos que nos unir, e cada vez mais, para termos uma robusta maioria na Assembleia Legislativa da Madeira.
É fundamental essa maioria para ALBERTO JOÃO JARDIM poder dar a continuidade à sua política de desenvolvimento socioeconómico da Região.
A Madeira optou pela social-democracia em 1975 e o benefício de tal opção é real e evidente e por isso é fundamental continuar esse ciclo de desenvolvimento.
A oposição, desde a extrema-esquerda ao CDS, viveu nestes últimos 6 anos como autênticas “aves de rapina”.
Nunca os Madeirenses e Porto-santenses podem perdoar ao PS e ao CDS o mal que nos fizeram neste últimos 6 anos, pois estiveram sempre juntos no momento de votar ou denegrir a Região.
Agora, com o PSD no Governo da República e com a boa relação existente entre Passos Coelho e Alberto João Jardim, a oposição anda desesperada, pois vai deixar de se regozijar como sempre fizeram com o mal que os socialistas e CDS fizeram à Madeira. Com os socialistas madeirenses não vamos perder muito tempo, pois nem o seu líder reconhece capacidade para se apresentar como alternativa a Presidente do Governo Regional em Outubro e arranjou um “traidor” em Lisboa para se candidatar como alternativa a Alberto João Jardim.
Na realidade, há défice de Oposição nesta Região!
Pobre oposição!” (editorial de Jaime Ramos no “Madeira Livre” da primeira quinzena de Julho de 2011)
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Cuidado ao acordar algum "tarzan" destes...
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Mais uma edição do "Madeira Livre"
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Terça-feira, Junho 28, 2011
Programa de Governo: estranho
Por isso se este programa de governo - com poucas ou nenhumas referências à Madeira e nenhuma à autonomia regional, enquanto compromisso do Estado, a que se junta, por exemplo, a ausência de qualquer referência à questão do CINM que tem sido apontado como fundamental para o futuro, apesar de ter grandes reservas sobre o impacto do memorando da “troika” naquele Centro – tivesse sido apresentado por um governo socialista já teria manifestado a minha desconfiança e uma crítica ao facto da autonomia não merecer qualquer destaque. Em coerência, não posso deixar de estranhar, manifestar a minha surpresa, porque não esperava, o facto do programa não conter nenhuma alusão às autonomias. Não que isso seja obrigatório, tal como não é obrigatório, nem sequer importante, na minha perspectiva, que um madeirense integre um governo nacional, quando as relações são essencialmente políticas e funciona m ou não funcionam conforme a predisposição do primeiro-ministro. Mas porque a autonomia regional faz parte do património político do PSD. Não sei se foi esquecimento, desconheço que foi exigência do CDS/PP, parceiro da coligação, que obviamente tem uma visão diferente daquele que o PSD tem. Não sei mesmo se tal omissão mais concreta se ficou a dever ao facto de estarmos a escassos meses de eleições regionais. Não sei, nem me importa saber. O que eu sei é que o documento passa ao lado de uma realidade política, que tal como tudo o que construímos nestes mais de 30 anos de percurso democrático, tem os seus defeitos e as suas virtudes, mas é uma realidade pujante, constitucional e que precisa de dar passos significativos na sua consolidação e na superação de omissões e mesmo de algumas contradições no domínio do legislativo. Fica contudo o meu registo de surpresa e de desconfiança, sem com ele querer criar “casos”, até para que não se confunda abusivamente uma opinião pessoal com o partido de que faço parte, ou não envolvam, indirectamente, Alberto João Jardim num acto de liberdade pessoal que é este, o de dar expressão a uma opinião pessoal que reafirmo. Obviamente que as palavras valem o que valem, os compromissos duram o que duram. O que importante são os actos, as decisões no momento em que terão que ser feitas escolhas e formalizadas opções. Isso é que importa, Mas, pormenor ou não, acho sinceramente que o programa de governo, de um governo onde o PSD é a parte liderante, não podia ter ignorado a autonomia regional, limitando-se a transpor para o texto hoje divulgado as referências que já constavam do memorando de entendimento assinado com a "troika". (LFM)
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Canárias: CC acorda com o PSC grande parte do texto suscrito em 2007 com o PP
Garante o El Dia que "aunque firmados con cuatro años de diferencia, los acuerdos de gobernabilidad regional suscritos por Coalición Canaria (CC) con el Partido Popular (2007) y el PSC-PSOE (2011) coinciden en los grandes asuntos: autogobierno, Régimen Económico y Fiscal, generación de empleo y reforma de la Administración. Los discursos de los tres principales candidatos a la Presidencia del Gobierno de Canarias -Paulino Rivero, José Miguel Pérez y José Manuel Soria- durante la campaña electoral dieron a entender que sus ideas eran muy distintas. Sin embargo, sus programas electorales dejaban entrever todo lo contrario: había mucha similitud. Algo similar ocurre con los pactos de gobernabilidad firmados por Coalición Canaria (CC), en 2007 con el PP y en 2011 con el PSC-PSOE. Con la crisis como excusa, y con algunas de las reivindicaciones pasadas ya resueltas, los textos adolecen de grandes novedades, si bien se aprecia algo más de profundidad en los contenidos del suscrito hace cuatro años. Por aquel entonces no hubo tanta prisa en sellarlo.Economía
Ambos documentos, aunque con diferentes defensores, recogen la necesidad de exigir al Estado que corrija el déficit de la financiación ordinaria de Canarias, producida entre los años 2002 y la actualidad, así como revisar la financiación de las competencias sanitarias, tomando como referencia la población de hecho realmente atendida, para no limitar la capacidad del Sistema Canario de Salud (SCS). Falta saber ahora si los socialistas lo defenderán con misma la vehemencia que durante los últimos cuatro años lo hicieron los populares. En el aspecto económico se suma también la necesidad de acabar con la reforma del Régimen Económico y Fiscal (REF), ahora en manos de la buena voluntad del Estado, se apuesta de nuevo por relanzar la Zona Especial Canaria (ZEC), se defiende la internacionalización de la economía de las islas, y se repiten gran parte de los argumentos orientados a generar empleo: líneas de financiación especial, planes integrales, igualdad de oportunidades... ¿Novedades?
Autogobierno
Para CC, lograr más autogobierno fue prioritario en 2007 y lo será en 2011. Por eso, los pactos suscritos en ambas fechas recogen su referencia a la necesidad de contar con un nuevo Estatuto de Autonomía. Del firmado hace cuatro años se logró la inclusión del mar entre islas como ámbito espacial del mismo y se ha avanzado en la regulación de la Justicia, pero se frenó la Ley Orgánica de Transferencias para Canarias (Lotraca) en el Congreso, el régimen de los cabildos sigue igual, no ha habido acuerdo para regular el sistema electoral y el Archipiélago no tiene aún la definición de Atlántico. El nuevo pacto vuelve ahora a la carga con la intención de lograr un Estatuto de "última generación", en el que se contienen previsiones en el régimen electoral, tales como el número de diputados por islas, circunscripciones electorales y porcentajes de votos que deban obtener las listas electorales para acceder al reparto de escaños.
Reforma de la Administración
El documento suscrito por Paulino Rivero y José Manuel Soria en 2007 contemplaba el desarrollo del denominado Pacto Local canario, con una renovada Ley de Cabildos que garantizase a éstos como gobierno insulares y que, a su vez, descentralizase parte de sus competencias a los ayuntamientos. Cuatro años después el compromiso de Rivero y José Miguel Pérez es promover la aprobación de una Ley de Administraciones Públicas canarias, que defina con "criterios de racionalidad y eficacia" el marco competencial de cada una de las administraciones locales canarias. Además, hace cuatro años y ahora, se demanda la creación de una Ley de Función Pública. ¿Distinto? La novedad en este punto viene en forma de reducción del sector público, aunque en ninguna parte del documento se hable de reducir el número de empleados públicos. Ahorro energético y de calidad medioambiental e incentivar la colaboración de los sectores público y privado, por un lado, y aplicación de medidas de control, ordenación de los puestos de trabajo y seguimiento del absentismo laboral, por otro, son varias de las consignas para lograr el ansiado y necesario recorte. Es nuevo, asimismo, que se pretenda crear una Ley de Radiotelevisión canaria para que, entre otras cosas, su director lo elija el Parlamento.
Ordenación del Territorio
La Ley de Medidas Urgentes aprobada durante la VII Legislatura aclara, pero no soluciona, los graves problemas del planeamiento municipal. Por eso, el nuevo pacto de gobernabilidad mantiene la posibilidad de que el Gobierno intervenga en estos planeamientos, e incide, al igual que el firmado con el PP en la necesidad de "clarificar" el régimen competencial en materia de ordenación del territorio. ¿Más de lo mismo? Lo que sí añade el texto recién firmado es una referencia al controvertido concepto de "fuera de ordenación". Con ellas se pretende establecer un nuevo régimen jurídico para las edificaciones no ajustadas al planeamiento.
Educación y sanidade
En materia educativa las coincidencias vienen de la mano de medidas puestas en marcha ya durante la recién culminada legislatura: centros públicos bilingües, educación de 0 a 3 años, apoyo a las universidades, Universidad Virtual de Canarias... No se habla, sin embargo, en el nuevo texto de aumento de inversión, como había prometido el PSC-PSOE. "Se impulsarán nuevas medidas que contribuyan a la eficiencia y la eficacia en la inversión y el gasto en educación", reza. El de 2007 contemplaba una inversión de hasta 40 millones de euros. La crisis frenó esta promesa.Tampoco en sanidad varían muchos los dos textos programáticos. Rebajar las listas de espera -el gran quebradero de cabeza de los consejeros del ramo-, aumentar las plantillas de Atención Primaria y aumentar el número de ambulancias sanitarizadas forman parte de las coincidências”.
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Opinião: "Sequestros assombram portugueses que vivem na Venezuela"
"O sequestro vulgarizou-se na Venezuela, país de acolhimento de milhares de portugueses e lusodescendentes. Correia Sacarias e o pai terminavam um dia de trabalho. Dois desconhecidos entraram na loja. Vinham armados. Forçaram-nos a entregar o dinheiro de caixa. Quereriam sequestrar o comerciante de ascendência portuguesa, mas ele trocou-lhes as voltas. Pegou na sua arma e disparou. Feriu um dos suspeitos. O episódio remonta ao final de tarde de 8 de Junho. Aconteceu em Los Naranjos de Guarenas, estado de Miranda. E foi noticiado pelo jornal venezuelano La Voz, puxando a origem do comerciante para título, citando fontes do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais (CICPC). A Venezuela integra o top 10 dos sequestros. Nenhum outro crime cresceu tanto nos últimos dez anos. E isso alimenta o sentimento de insegurança na população, comunidade portuguesa incluída, observa Aleixo Vieira, director do jornal português Correio de Venezuela. Um dos últimos casos mediáticos envolveu o empresário português Manuel Isidro da Silva, sequestrado em El Valle, na Zona Sul de Caracas. A polícia resgatou-o após 25 dias de cativeiro, em Campo Claro, no estado de Miranda. Fora acorrentado ao tronco de uma árvore, na parte alta de uma montanha. Impossível saber até que ponto o problema atinge a comunidade. As autoridades não divulgam dados por nacionalidade. Alguns números gerais vão sendo debitados por entidades diversas. "Uns falam em milhares, outros em centenas", lembra Jerónimo Fernandes, oficial da ligação da Polícia Judiciária em Caracas. "Podem estar todos a dizer a verdade. Há uma dificuldade grande em conseguir que os sequestrados vão à polícia." De acordo com o Inquérito Nacional de Vitimização e Percepção de Segurança Cidadã, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística em meados de 2010, 16.917 pessoas foram sequestradas na Venezuela em 2009. Nada mais, nada menos do que 46 por dia. Os casos que chegam às autoridades andarão muito abaixo. Há uns meses, o ministro das Relações Internas e da Justiça, Tareck El Aissami, referiu 537 denúncias em 2008 e 795 em 2009. Já em Abril, em defesa de uma lei de desarmamento da sociedade venezuelana, José Manuel Hernández, do partido opositor Primeiro Justiça, mencionou 895 em 2010. Na ânsia de recuperar a vítima sã e salva, os familiares guardam silêncio. "Têm medo de represálias. E tratam o sequestro como se fosse um negócio", nota o inspector Jerónimo Fernandes, ali colocado há mais de três anos por causa do tráfico de cocaína, mas disponível para auxiliar as famílias dos sequestrados. "Há uma insistência que eu faço: "Comuniquem de imediato com as autoridades venezuelanas". Custa, mas tem resultado." No final de Maio, o vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, assegurou que o número de sequestros no país diminuiu, na sequência do "grande esforço" do Governo de Hugo Chávez para combater a insegurança. Entre Janeiro e Maio, registaram-se 174 sequestros, menos 57,42 por cento do que nos primeiros seis meses do ano passado, período em que se contabilizaram 284 casos. "Não vamos desanimar até levar os índices de criminalidade aos padrões internacionais", prometeu. Aleixo Vieira está confiante: "As autoridades estão a actuar muito bem. Nos últimos meses, acabaram com três bandos de sequestradores em Caracas." E o sequestro é apenas um dos tipos de crime que atormentam quem vive na Venezuela. O Governo criou uma nova força, a Guarda Nacional Bolivariana, e está a fazer uma limpeza na Polícia Metropolitana.Etiquetas: Venezuela
TV pública alemã acusada por concorrência desleal através do iPad
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Espanha: Congreso reclama que o governo reduza o gasto em publicidade institucional em 25%
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Jornalistas do “El País” protestam retirando o nome dos seus textos
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Prisa anuncia venda de mais activos por 500 milhões de euros
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Tribunal Europeu dos Direitos do Homem dá razão a Sofia Pinto Coelho em caso de liberdade de informação
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Oito países exigem à Comissão Europeia que reduza os gastos salariais
Segundo o El Mundo, "los gobiernos de Alemania, Austria, Dinamarca, Finlandia, Francia, Holanda, Reino Unido y Suecia han pedido en una carta pública que la Comisión Europea reduzca sustancialmente la partida destinada a salarios y pensiones de su personal, en la propuesta presupuestaria para el periodo 2014-2020 que debe aprobarse este año. El próximo miércoles, el comisario europeo de Relaciones Institucionales y Administración, Maros Sefcovic, tiene que presentar a la Comisión una primera propuesta "propia" sobre gastos administrativos, según confirmó a Efe su portavoz, Antony Gravili. A partir de aquí, el Ejecutivo comunitario abrirá un proceso de consultas con los sindicatos de funcionarios para redactar una "propuesta formal" que deberá recibir el visto bueno del Parlamento Europeo y los estados miembros.El comisario agradece 'la aportación'
Según Gravili, las demandas de estos ocho gobiernos "serán estudiadas" por el Ejecutivo europeo durante la elaboración de la primera propuesta. "Agradecemos cualquier tipo de contribución y propuesta para el debate" del marco presupuestario, aseguró Gravili. La carta ha sido enviada a todos los estados miembros a principios de esta semana. El portavoz comunitario se negó a "especular" sobre si finalmente se tendrán en cuenta las peticiones de recorte de los ochos países, ya que, explicó, el comisario aún no ha presentado su propuesta. Cinco países liderados por el Reino Unido ya solicitaron a principios de año la congelación real de los gastos administrativos de las instituciones europeas. En 2012, la Comisión destinará a esta partida el 5,6% de su presupuesto, lo que supone 8.281,7 millones de euros”.
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David Cameron critica la construcción de nueva sede del Consejo Europeo
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Itália, com dívida das maiores do mundo, anuncia austeridade
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Miguel Morais Leitão, secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus
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Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro e das Finanças
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João Filipe Rodrigues Queiró, secretário de Estado do Ensino Superior
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Luís Morais Sarmento, secretário de Estado do Orçamento
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Cecília Meireles, secretária de Estado do Turismo
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Teresa Morais, secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade
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António Almeida Henriques, secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional
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Fernando Leal da Costa, secretário de Estado adjunto e da Saúde
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Manuel Teixeira, secretário de Estado da Saúde
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Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
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Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
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Islandia reforma la Constitución vía Facebook
Debates retransmitidos en directo
"Temíamos que la gente participara diciendo groserías", relata Oddsdóttir, "pero no ha sido así, hay mucho respeto, a la gente le preocupa el proceso". Y éste se dispone de la siguiente manera: La asamblea ha abierto una web oficial (en islandés e inglés) sobre el proyecto de reforma en la que los ciudadanos pueden leer su contenido y enviar propuestas o comentar las que ya están colgadas a través de una línea de Facebook empotrada en el site (es el canal que concentra la discusión; los perfiles externos de esta red y de Twitter concentran el entusiasmo extranjero por la iniciativa). Un informático vela por el flujo de la información y una editora, por los contenidos. Cada jueves, la asamblea se reúne y debate, con una emisión en directo en la web, lo que los internautas islandeses han aportado a esta suerte de democracia 2.0. Según las cifras que maneja Oddsdóttir, el proyecto de reforma constitucional ha recibido ya alrededor de 2.000 comentarios, una cifra nada desdeñable en un país de tan solo 320.000 habitantes (dos tercios, con perfil en Facebook) que, no obstante, se ha erigido en modelo de contestación social ante la crisis. Cuatro temas, entre muchos otros, destacan en el diálogo político abierto en la Red entre asamblea y ciudadanos: el papel de la religión, la separación entre poder legislativo y Gobierno, la protección animal y el cuidado del medioambiente. A seis semanas de que se agote el plazo dado a la asamblea constitucional para que saque adelante un proyecto de reforma definitivo, el sistema de aprobación no está muy claro. No existe un proceso formal. La asamblea, sin embargo, apuesta por presentar un documento en el que se vean las novedades introducidas por los ciudadanos y los cambios que ha sufrido el texto original. De ahí, al referéndum nacional y, si sale adelante, al Parlamento islandés. El canal, hasta el momento, sigue abierto y acumula mensajes llegados de dentro y fuera de Islandia. "Si puedo decir algo tras la experiencia vivida en estos dos meses", señala Oddsdóttir, "es que se puede confiar en la gente".
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Los polícias griegos, entre la obligación y la indignación
Segundo a jornalista do El Mundo, Irene Hdez. Velasco, "hay días que pienso que tendría que quitarme el uniforme y pasarme al otro lado, unirme a las protestas de los indignados de la Plaza de Syntagma. Soy un policía, pero también soy un ciudadano al que no le gusta lo que está haciendo su Gobierno". Dimitris, un treintañero miembro de las Fuerzas de Seguridad griegas, tiene la misma duda trascendental que embarga a muchos de sus colegas. Por un lado, le pagan para poner freno a las protestas violentas de numerosos griegos contra el plan de austeridad que este lunes ha comenzado a debatirse en el Parlamento y que el Gobierno pretende aprobar mañana o el jueves. Y, por otro, no puede evitar pensar que esas movilizaciones están plenamente justificadas. "Al fin y al cabo soy un funcionario, ya me bajaron el año pasado el sueldo cuando se aprobó el primer paquete de medidas de austeridad, a mi padre que es jubilado le han reducido la pensión y aún quieren asfixiarnos más". Se calcula que, de media, los policías griegos ya han visto recortados sus sueldos en un 25%. La prueba de la indignación que embarga a muchos miembros de las Fuerzas de Seguridad es que miles de agentes de la policía y de bomberos griegos se manifestaron la semana pasada en Atenas contra el plan de medidas de austeridad que la Unión Europea y el Fondo Monetario Internacional exigen sea aprobado a cambio de conceder un nuevo préstamo al Estado griego que evite su bancarrota. "Acabad con los recortes! Cambiad de política", se podía leer en una de las pancartas que agitaban los policías. "Hemos venido de todas las partes de Grecia para manifestar nuestra fuerte protesta e indignación por las políticas contra el pueblo que aplican nuestros gobernantes", señalaba en un comunicado la Federación de Trabajadores de la Seguridad PúblicaMensaje de solidaridad
"Con nuestra presencia en la Plaza de Syntagma queremos mandar un mensaje de solidaridad a la gente que está aquí, a su lucha espontánea sin jefes ni dueños, no sólo para evitar que sea aprobado el devastador plan de austeridad sino también para conseguir que finalmente paguen los que han credo esta crisis que pagamos todos". Sin embargo, al día siguiente de las protestas muchos de esos agentes de policía fueron desplegados alrededor del Parlamento durante el voto de confianza al nuevo Gobierno, protegiendo la Cámara de los Diputados de la cólera de miles y miles de griegos que desde la adyacente Plaza de Syntagma clamaban contra el Ejecutivo de Papandreu. Mañana, cuando comience la huelga general de 48 horas convocada por los sindicatos griegos y se sucedan las protestas callejeras contra el plan de austeridad, los policías griegos volverán de nuevo a proteger a los políticos y al Parlamento griego de la ira de los indignados. Aunque advierten: "Como trabajadores uniformados estamos en contra de que el Gobierno nos utilice como escudo frente a las luchas populares". Por su parte, los indignados de Syntangma también les lanzan una advertencia: "Exigimos a todos los altos mandos de la policía y, en especial, a sus subordinados que por una vez respeten la voluntad del pueblo y la soberanía popular que recoge la Constitución. Les advertimos de que no se atrevan a cumplir las órdenes ilegales de un Gobierno depuesto que ha ultrajado la Carta Magna griega y que ha entregado las llaves del país al FMI, al Banco Central Europeo y al sistema bancario y financiero internacional", se lee en un comunicado en www.real-democracy.gr, la página web de los indignados griegos. "Es una ocasión importante para la policía y sus miembros, y esperamos que actúen de acuerdo con su conciencia y se pongan del lado del pueblo", añaden”.
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Médicos travam recibos verdes
AVISOS PARA RESTAURANTES E PADARIAS
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Estado gasta 6 milhões em carros de gestores
MERCEDES DA CP CUSTAM 27 MIL EUROS POR ANO
O conselho de administração da CP, liderado por Cardoso dos Reis, conta com cinco Mercedes E220 CDI, com um prestação combinada de 27 mil euros em 2010. Viaturas adquiridas para o presidente, para o vice-presidente e para três vogais no ano de 2008. A CP encerrou o ano de 2010 com prejuízos de 195,2 milhões de euros, um agravamento de 168% face a 2009, quando tinha tido prejuízos de 76,2 milhões.
EP GASTA NOVE MIL EUROS EM COMBUSTÍVEL
Na Estradas de Portugal (EP), que em 2010 ainda era liderada por Almerindo Marques, a empresa tinha um Audi A6 para o presidente, no valor de 46 mil euros, e mais quatro Mercedes C adquiridos em 2009 no regime de Aluguer Operacional do Veículo (AOV), custando anualmente quatro mil euros. Em combustível, a EP gastou mais de nove mil euros com os seus cinco administradores. A EP tem um passivo de 1,919 mil milhões de euros.
MEIO MILHÃO DE EUROS EM COMBUSTÍVEL
Os gestores públicos gastaram 576 mil euros em combustíveis no ano de 2010, segundo informação prestada pelas próprias empresas públicas à Direcção-Geral do Tesouro e Finanças. É uma média de 2500 euros em gasolina ou gasóleo por cada administrador, gasto num ano marcado pelas medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas. Há mesmo casos de empresas em que o presidente apresentou 12 mil euros em despesas de combustíveis, mais do que as prestações de aluguer de alguns carros topo de gama ao serviço dos gestores estatais. Mas também nos pagamentos da Via Verde há lugar para facturas de 2300 euros. Estes gestores têm ainda direito a outros benefícios inerentes ao cargo de topo, nomeadamente telemóvel e senhas de presença por participação em determinadas reuniões ou assembleias gerais. O valor médio por presença nestes casos ronda os 500 euros, segundo os dados das empresas públicas, que terão de reduzir os gastos, face ao que foi acordado com a troika.
AQUISIÇÃO MAIS CARA FOI NOS CTT
Das 63 empresas cuja informação consta da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, a aquisição mais cara documentada cabe a Estanislau Mata Costa, que em 2010 esteve à frente dos CTT. Quando Mata Costa passou de administrador para presidente dos CTT, trocou o BMW de serviço por um Mercedes S 320 CDI que os CTT tinham adquirido em 2004 por 84 mil euros. A retoma do BMW permitiu baixar este preço para os 60 mil euros”.
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A Madeira no livro do Ministro Álvaro Santos Pereira (4)
No entanto, este não seria o único problema que uma Madeira independente teria que resolver. Nomeadamente, uma Madeira independente teria que enfrentar um potencial elevado défice orçamental, motivado pelo fim das transferências do continente e pelo decréscimo dos subsídios europeus. Com efeito, assumindo que a Madeira continuaria na União Europeia, o governo madeirense teria de resolver uma provável e complicada crise fiscal. Não é crível que a UE financiasse uma hipotética independência madeirense, pois isso abriria a caixa de Pandora das demandas independentistas de outras regiões (desde a Catalunha e o País Basco, na Espanha, à Córsega, na França, entre outras). Ainda por cima, como a Madeira desfruta de um rendimento médio acima de 75% da média europeia, é mais do que certo que os fundos estruturais para a região continuarão a diminuir significativamente. Resultado: para compensar a perda das transferências fiscais de Portugal e da UE, uma Madeira independente seria certamente forçada a subir a carga fiscal, quer a nível do IVA (cuja taxa é de apenas 15%) quer do IRS e do IRC. Ou seja, uma Madeira independente não seria tão atractiva ao nível fiscal, diminuindo a competitividade da região. Mas as dificuldades não acabariam por aqui. Se é verdade que, actualmente, o Governo Regional tem margem de manobra a nível da dívida pública, uma Madeira independente não a teria. Mais concretamente, numa Madeira independente, o fim das transferências portuguesas e da UE iria certamente implicar um aumento considerável da dívida pública e do défice orçamental, os quais se poderiam tornar insustentáveis se não fossem criadas rapidamente novas receitas fiscais. O resultado seria o mesmo: maior carga fiscal.
Existe um outro motivo que, provavelmente, ditará o insucesso de uma tentativa independentista. Gostemos ou não, existe uma relação muito especial entre Portugal e a Madeira. Os laços que nos unem são muito mais fortes do que os problemas que nos separam. Até João Jardim sabe isso e, provavelmente, até os mais acérrimos independentistas madeirenses o saberão. Afinal, quase 600 anos de História comum não se apagam de um dia para o outro. Ainda assim, é importante 'percebermos que a ligação histórica não é claramente suficiente para evitar um divórcio entre as duas partes. Afinal, mesmo as grandes histórias de amor acabam, às vezes, numa separação litigiosa, anos mais tarde. Somente a continuação do diálogo entre madeirenses e continentais poderá evitar que no futuro sigamos caminhos separados. Acima de tudo, com João Jardim ou sem João Jardim, é fundamental que os madeirenses sintam que são portugueses de pleno direito e que a permanência da Madeira no seio de Portugal é importante para a coesão e futuro nacionais. Um divórcio será certamente mau para as duas partes e é certamente de evitar.
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A Madeira no livro do Ministro Álvaro Santos Pereira (3)
A única forma de evitar ou atenuar este problema seria a manutenção ou mesmo a subida das transferências nacionais, o que é, como vimos, indesejado pelo Governo e pela opinião pública nacional. É por este motivo que, em desespero de causa, João Jardim decidiu ser João Jardim uma vez mais, brandindo a carta separatista com mais vigor. A questão que se coloca é então: será viável economicamente uma Madeira independente? À primeira vista, a resposta é claramente afirmativa. Afinal, se Malta, Chipre, e até Timor-Leste conseguem ser independentes, porque é que os madeirenses não poderão sonhar com uma autonomia total de Portugal? Porque é que devemos assumir que a independência não poderia ser alcançada por um território cujos habitantes são bastante produtivos (a taxa de produtividade madeirense é 16% acima da média nacional), que possui um sector turístico extremamente dinâmico e atractivo, um off-shore bem sucedido e ainda por cima tem uma fiscalidade competitiva? No entanto, se os madeirenses se quiserem tornar independentes, existem alguns obstáculos que precisam de ultrapassar, antes ainda de considerarem a autonomia total.
O grande problema que uma Madeira independente teria que enfrentar era o que em «economês» se chama do problema dos défices gémeos. Os défices gémeos acontecem quando um país tem um elevado défice orçamental (quando as receitas dos impostos não chegam para pagar as despesas do Estado) juntamente com um significativo défice externo (isto é, quando as importações são muito mais elevadas do que as exportações). Ou seja, com défices gémeos, nem o Estado tem receitas suficientes nem o país em causa tem como pagar as suas compras ao estrangeiro. Observemos então porque é que a Madeira padece desta condição económica.
Comecemos pelo défice externo. Um dos problemas que a Madeira tem é que, consistentemente, importa muito mais do que exporta. Como podemos ver na primeira coluna do Quadro 12, a Madeira é de longe a região portuguesa que tem a mais baixa taxa de cobertura externa. Em 2004, o valor das exportações madeirenses correspondeu somente a 12% do valor das suas importações. Em 2005, o valor das exportações madeirenses foi 15% das importações, enquanto em 2003 a percentagem de cobertura foi ligeiramente superior (sendo então 17%). Em comparação, a taxa de cobertura dos Açores é de cerca de 40% e a de Portugal é de 65%.
Com efeito, estas são taxas de cobertura extremamente baixas".Etiquetas: Álvaro Santos Pereira
A Madeira no livro do Ministro Álvaro Santos Pereira (2)
Independentemente da demagogia política, interessa saber se é economicamente possível para a Madeira declarar a sua independência de Portugal. Ou seja, será que a FLAMA poderá ter razão? Será que João Jardim veste o fato de João Jardim somente para garantir a continuação do influxo de fundos para a região autónoma ou haverá algo mais por detrás, da retórica? Poderá ser João Jardim um independentista encapuçado? Ora, para podermos avaliar a questão da viabilidade económica de uma Madeira independente, temos que primeiro analisar os dados relativos à região. A Madeira tem actualmente cerca de 245 mil habitantes, o que é mais do que a população de Malta ou de Chipre. Como no Algarve, a grande maioria dos trabalhadores madeirenses (cerca de 82%) trabalha no sector dos serviços, enquanto 16% trabalha no sector industrial e somente 3% nos sectores agrícola e piscatório. Para grande mérito dos madeirenses e (por mais que custe admitir a muitos continentais) do próprio João Jardim, nos últimos anos a Madeira tem sido um real e paradigmático caso de sucesso a nível do crescimento regional. Mais concretamente, a nível do rendimento por habitante, a Madeira tem sido a região portuguesa que mais progresso registou. Em 1986, um madeirense típico auferia menos de dois terços do rendimento médio nacional. Em 1995, o rendimento de um madeirense médio era cerca de 95% de um português médio, e em 2004 um madeirense possuía já 122% do rendimento médio continental (Quadro II). Deste modo, a Madeira é já a segunda região do país mais abastada e com melhor nível de vida, somente atrás de Lisboa e bastante à frente do Algarve. Um madeirense médio tem um rendimento por habitante 55% mais alto do que um nortenho, 38% mais elevado do que um açoriano e 18% maior do que um algarvio. Quem é que disse que a insularidade era um problema? O sucesso madeirense é visível mesmo em relação à média europeia. Nomeadamente, enquanto quase todas as regiões portuguesas estagnaram na última década, a Madeira continuou de vento-em-popa, prosseguindo o processo de convergência com a média europeia. Portugal continental quase não convergiu com a UE-IS a partir dos finais dos anos 90, mas a Madeira aumentou o seu rendimento per capita, que passou de 63% do rendimento europeu em 1995 para 82% em 2003. Se olharmos aos últimos dados disponíveis do Eurostat, referentes a 2004, numa União Europeia com 27 países, a Madeira aufere 91% do rendimento médio europeu" 49.
Ora, grande parte da celeuma actual com a Lei das Finanças Locais é exactamente relacionada com o desenvolvimento económico da região autónoma. De facto, a Madeira está a ser vítima do seu próprio sucesso. Para o bem e para o mal dos seus pecados, a Madeira está substancialmente mais rica do que a média nacional e o seu rendimento por habitante ultrapassa substancialmente o valor limite para a concessão de subsídios europeus. Como os fundos estruturais afluem maioritariamente para as regiões com menos de 75% do rendimento per capita europeu, a Madeira verá automaticamente diminuir de forma drástica os generosos subsídios que a sua posição ultraperiférica e o seu baixo rendimento lhe facultavam. Para agravar a situação do governo madeirense, o Governo central ameaça agora cortar seriamente as transferências fiscais para a região autónoma com o argumento de que o Governo Regional violou os preceitos da legislação do Orçamento de Estado de 2005. Ou seja, o Governo Regional da Madeira vê-se a braços com uma situação provavelmente insustentável a nível fiscal".
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49. Como vimos anteriormente, na UE27 os indicadores nacionais e regionais são melhores do que na UEIS, porque os novos Estados-membros europeus são quase todos mais pobres do que Portugal.
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A Madeira no livro do Ministro Álvaro Santos Pereira (1)
o Mito da Independência Madeirense
Ao longo dos anos, o estilo invulgar (para um político) de João Jardim tem provocado toda a espécie de protestos e de indignações em quase todas as forças políticas e órgãos institucionais do Estado. Para além de uma forma muito própria de estar na política e da personalidade peculiar do presidente do Governo Regional da Madeira, será que João Jardim tem razões para ser João Jardim? Isto é, na nossa terminologia anterior, haverá incentivos para que João Jardim seja João Jardim? A resposta a estas questões é claramente afirmativa. De facto, por trás da maioria das declarações de João Jardim em relação ao continente reside quase sempre uma ameaça velada ou implícita de que se os governos centrais não satisfizerem as exigências da Madeira, então tudo pode acontecer ... Inclusive a possibilidade da independência deste território insular. Como os governos centrais entendem que a integridade do território nacional não pode ser posta em causa, a tendência dominante tem sido ceder às pressões de João Jardim. Consequentemente, a Madeira tem sido extremamente bem sucedida na atracção de abundantes fundos nacionais e europeus para os seus projectos de investimento e demais despesas do Governo Regional.
Ora, para além do retrato psicológico e da questão social que não nos interessa analisar aqui, economicamente faz todo o sentido João Jardim ser João Jardim. Ao jogar tão eficazmente o trunfo independentista, João Jardim tem sido capaz não só de prevenir a inconveniente interferência dos políticos do continente na região madeirense, como também (e principalmente) tem conseguido ser extremamente eficaz na atracção de fundos, tanto de Portugal Continental como da União Europeia. Assim, faz todo o sentido João Jardim ser João Jardim, porque ao sê~lo não só está a maximizar a sua «função utilidade» (como os economistas gostam de dizer), como também tem conseguido atrair uma grande quantidade de fundos para o seu território. Ou seja, João Jardim cedo percebeu que tanto jogar a cartada independentista como criar e encarnar a figura de João Jardim era a melhor estratégia para maximizar a remessa de fundos para a Madeira. Por isso, o facto de João Jardim ser João Jardim tem por detrás uma lógica económica coerente.
Assim, ao longo dos anos, quando o governo mudava no continente, quando havia a possibilidade de cortes de fundos para a região autónoma ou quando surgiam ameaças de que certos comportamentos madeirenses (a nível orçamental) não seriam tolerados, João Jardim bradava a sua fúria aos céus e proclamava o desespero madeirense perante a falta de solidariedade nacional, suspirando que os madeirenses estavam a ficar fartos da prepotência dos «cubanos» (os continentais), o que poderia fazer ressuscitar a FLAMA (uma organização que nos anos 70 preconizou a luta armada pela independência da Madeira) ou organizações similares. Perante a ameaça, sempre ou quase sempre o Governo central claudicava ou pelo menos diminuía as suas exigências e demandas em relação ao Governo Regional. Moral da história: João Jardim é João Jardim, porque existem todos os incentivos do mundo para o ser e para continuar a fazê-lo. De facto, nos próximos tempos é provável que João Jardim ainda se torne mais acérrimo e mais radical nas suas demandas, pois não só tem pouco a perder, como principalmente não tem outras soluções credíveis que assegurem a viabilidade financeira da sua região autónoma. Mesmo que fosse menos vocal ou espalhafatoso, era muito provável que João Jardim fosse sempre João Jardim no seu relacionamento com o continente. Não o fazer ou não aplicar o bluff independentista implicava a perda de milhões e milhões de euros, que provavelmente seriam redireccionados, para outras regiões nacionais.
A crise mais recente entre o governo regional e o nacional tem por base os mesmos pressupostos, apesar de agora existirem outros factores que diminuem a eficácia de João Jardim ser João Jardim. Vejamos então porquê. Graças às crescentes receitas do turismo, à existência do off-shore, aos generosos fundos europeus e nacionais, bem como graças a uma inegável boa aplicação de grande parte dos mesmos, a Madeira tornou-se em poucos anos a segunda região mais rica de Portugal, logo atrás de Lisboa. Mesmo que o off-shore madeirense esteja a inflacionar os números do bem-estar económico do território (o que é provável), a verdade é que a Madeira é, actualmente, pelo menos tão rica como o Algarve, bem acima das regiões Norte, Centro, do Alentejo e dos Açores. E este é, paradoxalmente, o grande problema de João Jardim. A afluência da Madeira faz com que a eficácia de João Jardim ser João Jardim seja grandemente diminuída. Mesmo que João Jardim ameace tornar-se ainda mais João Jardim, mesmo que os insultos subam de tom, mesmo que as ameaças se tornem mais melodramáticas, a verdade é que, perante a insofismável riqueza relativa madeirense, são cada vez menos os alentejanos que se comovem com as abastadas transferências para o território insular, são cada vez menos os nortenhos que se atemorizam com as ameaças independentistas, são cada vez menos os beirões dispostos a que os seus impostos sejam canalizados para uma região bem mais rica do que a deles. E quando a opinião pública reagiu desta maneira, o governo central, sedento para cortar despesas (e ainda por cima de outra cor política), não claudicou perante João Jardim. Foi então que João Jardim percebeu que ser João Jardim já não bastava, jogando a sua cartada final, que consistiu na convocação de eleições antecipadas. Como ficou patente na votação histórica registada pelo seu partido, ser João Jardim ainda compensa internamente, a nível regional, pois os madeirenses votaram maciçamente a favor do seu líder, «injustiçado» pelos continentais. No entanto, apesar de todo o dramatismo, é extremamente improvável que o Governo central (e muito menos a União Europeia) ceda às novas pressões e ameaças de João Jardim" 48.
Deste modo, no futuro só restam duas possibilidades ao presidente regional da Madeira. Ou percebe de uma vez por todas que ser João Jardim já não compensa e, por isso, é forçado a meter a casa em ordem, reduzindo significativamente as despesas do governo Regional (que brevemente não terá ao seu dispor muitas dezenas de milhões de euros de subsídios), ou aumenta o bluff independentista, arriscando-se a dar azo a um inexorável movimento político para o qual poderá não estar necessariamente interessado. E se é assim, surge uma pergunta inevitável: poderá a Madeira tornar-se independente? Será uma Madeira independente viável economicamente?".
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48. Mesmo assim, a chantagem resultou uma vez mais, pelo menos parcialmente. Perante a recusa madeirense em aplicar a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez no território madeirense por suposta falta de fundos, alguns membros do governo central contra-argumentaram que a falta de financiamento do procedimento não era um problema, pois o governo nacional poderia subsidiar a vinda de mulheres ao continente para efectuar a remoção do feto. Quem disse que as ameaças e o alarido não valeu a pena?"
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