domingo, outubro 23, 2016

Pensões ficam sem dinheiro em 2040

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Dentro de pouco mais de 20 anos, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), que concentra verbas para financiar as reformas no futuro, ficará sem dinheiro para pagar pensões. A Segurança Social será financiada apenas com contribuições e terá de ser reforçada com verba de impostos. Com o esgotamento do FEFSS no início da década de 2040, como indica a projeção referida na proposta do Orçamento do Estado para 2017, os portugueses que têm agora 50 anos correm sérios riscos de não receber pensão quando se reformarem. Entre 2008 e 2016, a previsão do valor do FEFSS para 2040 caiu de 57 mil milhões de euros para 6,5 mil milhões de euros. A comparação das projeções sobre a evolução da sustentabilidade financeira da Segurança Social apresentadas nos Orçamentos do Estado de 2009, 2012 e 2017 (ver infografia) deixa claro que os portugueses têm razões para estar preocupados.
No relatório do OE para 2017, a conclusão é categórica: "Os primeiros saldos negativos [diferença entre receita e despesa] do sistema previdencial são esperados para meados da década de 2020, sendo crescentes até cerca de 2040." Sendo o saldo da Segurança Social negativo, as pensões serão pagas com verbas do FEFSS, ou com mais transferências de dinheiro dos impostos. "O esgotamento do FEFSS projeta-se para o início da década de 2040", frisa-se no relatório do Orçamento. No final deste ano, o valor do FEFSS estará avaliado em 14,1 mil milhões de euros (119,4% da despesa anual com as pensões). Com uma rentabilidade de 3% a curto prazo e 4% a longo prazo, o valor do FEFSS aumentará até atingir 19,3 mil milhões de euros em 2030. Com a utilização desse dinheiro para pagar pensões, devido aos saldos negativos, o FEFSS terá menos de 6,5 mil milhões de euros em 2040 e depressa se deve esgotar. Em 2050, já não existirá (texto do jornalista António Sérgio Azenha, do Correio da Manhã)

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