domingo, novembro 13, 2016

Sondagem: PS vale o mesmo que PSD e CDS juntos e Marcelo desce

O saldo de popularidade continua estratosférico (57 pontos positivos) mas, pela primeira vez desde que foi eleito Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa perde pontos (1,4) em relação ao mês anterior. O inquérito da Eurosondagem para o Expresso e SIC decorreu nos dias imediatamente anteriores e posteriores aquele em que o PR se pronunciou, através de comunicado oficial, sobre o caso das declarações de património e dos administradores da Caixa Geral de Depósitos, dizendo entender que eles deveriam torná-las públicas. Será sinal de que os portugueses não compreenderam o facto de o PR ter promulgado, em julho, a lei que excluía os novos administradores do estatuto do gestor público e, agora, no auge da polémica, vir como que emendar a mão?



Quem acaba por sair aparentemente incólume da polémica da Caixa é o primeiro-ministro. António Costa aumentou a sua popularidade em 1,1% face ao mês passado, prova de que o silêncio às vezes vale mesmo ouro (o PM deixou para o final a sua intervenção durante o debate do Orçamento do Estado, o que lhe permitiu evitar as perguntas da oposição). Curiosamente, também Assunção Cristas e Passos Coelho são premiados pelos inquiridos do barómetro mensal, com mais 0,6% e mais 0,2%, respetivamente, de opiniões positivas. Jerónimo de Sousa e Catarina Martins, por sua vez, perdem pontos.
Do lado dos partidos, outra novidade: pela primeira vez desde há um ano, PS, sozinho, alcança tantas intenções de voto quanto PSD e CDS juntos. Os socialistas obtêm 37%, os mesmos que os potenciais votos obtidos pela antiga coligação de direita. PS e BE são, de resto, os únicos partidos que crescem em comparação com os resultados de outubro. Muito significativo, ainda que habitualmente não relevado nestas sondagens, é o facto de o número de indecisos ter crescido 3,15% face ao mês passado. Aqueles que não saberiam em quem votar se as eleições fossem hoje são o terceiro "partido", com quase 22%.
FICHA TÉCNICA
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Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 2 a 9 de NOVembro de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,3%) — A.M. do Porto (13,6%); Centro (29,7%) — A.M. de Lisboa (26,5%) e Sul (9,9%), num total de 1011 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1148 tentativas de entrevistas e, destas, 137 (11,9%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,5%; masculino — 48,5% e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 16,6%; dos 31 aos 59 — 51,4%; com 60 anos ou mais — 32%. O erro máximo da amostra é de 3,08%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (Expresso, textop de Cristina Figueiredo)

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